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Para cultivar suas próprias orquídeas

Evento no Jardim Botânico ensina a plantar e cuidar de uma flor que pode custar mais do que uma dúzia de rosas


Orquídea: cuidados especiais para cultivar podem ser aprendidos em evento no Jardim Botânico (Foto: Divulgação)
Orquídea: cuidados especiais para cultivar podem ser aprendidos em evento no Jardim Botânico (Foto: Divulgação)

Quem não gosta de dar orquídea, ou receber, de presente? São mais de trinta mil espalhadas pelo mundo todo e o o Brasil é o segundo país que mais abriga esse tipo de flor, perdendo apenas para Colômbia.  Mas, para ter seu próprio cultivo no jardim ou na varanda, são precisos muitos cuidados, como explica Andrew Fogtman, engenheiro agrônomo e sócio do OrquidaRio, que, neste fim de semana, coordena workshops no Jardim Botânico para quem quer cuidar das suas próprias orquídeas.

Para quem gosta de cultivar os cuidados são muitos, mas são simples. As orquídeas não gostam de sol forte, porém amam a claridade. Não podem ficar encharcadas, mas precisam ser aguadas sempre que estiverem secas. Elas também podem levar um ventinho, mas não gostam da ventania exagerada. Ou seja, esse tipo de flor não gosta de nada em exagero. Há um equilíbrio importante na vida delas. “São muitas orquídeas, mas tem espécie já em extinção, quase inexistente no meio ambiente hoje em dia, como por exemplo, a cattleya schileriana”, disse Fogtman.  “Uma curiosidade é que elas variam de tamanho. Você pode encontrar uma mais pesada, como a grammatophyllum speciosum, que pesa mais de uma tonelada, e outras que são do tamanho da cabeça de um alfinete”, completou.

Segundo o agrônomo, as orquídeas são mais caras – uma orquídea custa o dobro de uma dúzia de rosas – do que a grande maioria das flores, devido à sua história. “Desde a antiguidade, os tempos mais remotos, ela já era uma planta que atraía a atenção do ser humano. A gente encontra muitas histórias interessantes sobre civilizações e orquídeas; são muitas histórias, lendas”, explicou Andrew.

Em relação aos cuidados, além do clima, como vento, sol e umidade, a planta também precisa de um tipo de adubo certo. “Como a maioria das orquídeas aqui no Brasil nasce em árvores, o ideal é usar substância própria para elas, que é casca de pinos, carvão. Elas podem ser plantadas em vasos de madeira, plástico, com furinhos para ventilar”, acrescentou.

Outro fator interessante dessa planta é o seu ciclo de cultivo, que é muito lento. “É planta de desenvolvimento lento, que demora da semeadura até a floração, em média, de cinco a sete anos”, disse Andrew.  “Ela demora a ser reproduzida.  Além disso, tem esse poder de enfeitiçar ser humano, pelas suas formas inusitadas e cores”, concluiu.

Para quem se interessa pela flor e quer ver de perto sua natureza, o Orquidário do Jardim Botânico recebe até domingo, dia 5 de maio, “Orquídeas no Jardim”, evento com exposições de flores raras, visitas guiadas e workshops gratuitos.

Serviço:

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008.

Horário: Das 8h às 18h.

Ingresso do Jardim Botânico: R$ 15 (somente em dinheiro)


Escrito por Carolina Moura

Jornalista com interesse em Direitos Humanos, Segurança Pública e Cultura. Já passou pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jornal O DIA e TV Bandeirantes. Como freelancer já colaborou com reportagens para Folha de São Paulo, Al Jazeera, Ponte Jornalismo, Agência Pública e The Intercept Brasil.

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