Extrema direita articula nova ofensiva contra feministas na América Latina

Ilustração colorida que mostra diferentes símbolos, como homem de costas, microfone, cruz e, no centro, um mapa da América Latina

Posse do presidente antiaborto José Antonio Kast no Chile deixa ativistas em alerta sobre o risco do país repetir retrocessos já vistos em outros países da região

Por Revista AzMina | ODS 5
Publicada em 22 de maio de 2026 - 11:00  -  Atualizada em 22 de maio de 2026 - 11:02
Tempo de leitura: 18 min

Ilustração colorida que mostra diferentes símbolos, como homem de costas, microfone, cruz e, no centro, um mapa da América Latina
Governo Kast repete ataques á educação sexual nas escolas e promove políticas antiaborto (Ilustração / Revista AzMina)

(Ester Pinheiro*) – Desde 2019, governos de extrema direita, em países como o Brasil, El Salvador e Argentina, vêm adotando estratégias semelhantes para atacar os direitos das mulheres e da população LGBTQIAPN+ e enfraquecer políticas de saúde sexual e reprodutiva.

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Este ano, mais um líder de extrema direita chegou ao poder na região: José Antonio Kast, no Chile. Filho de um alemão que integrou o Partido Nazista, Kast assumiu um mandato de quatro anos em março. Desde então, movimentos feministas chilenos têm se mobilizado diante de possíveis reformas e políticas de seu governo que podem ameaçar direitos conquistados ao longo de décadas de luta.

O governo Kast, considerado a maior guinada à direita no Chile desde o fim da ditadura militar, em 1990, já começa a dar sinais de sua agenda. Entenda o que pode mudar durante sua presidência.

Mudanças na educação sexual nas escolas

Kast pretende reformular a educação sexual nas escolas. Durante sua primeira campanha presidencial, em 2017, defendeu a remoção de programas escolares e conteúdos curriculares que, segundo ele, “promovem o aborto e as chamadas ideologias de gênero”. No ano passado, voltou ao tema ao prometer “garantir uma educação sem ideologias”.

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A proposta contrasta com a do ex-presidente de esquerda Gabriel Boric. Em janeiro de 2026, o governo Boric retomou um projeto de lei para ampliar a educação sexual nas escolas, e enfrentou forte oposição de parlamentares de extrema direita, que o classificaram como “ideologicamente motivado”. O texto foi aprovado por uma comissão de educação do Congresso em março, mas ainda precisa passar por outras etapas legislativas antes de virar lei.

Controlar as mulheres — quando, como e com quem elas têm filhos — significa controlar a reprodução da vida social e, em última instância, a reprodução do poder

Debora Diniz
Antropóloga e pesquisadora

A posição de Kast ecoa discursos já conhecidos no Brasil, como o movimento “Escola Sem Partido”, impulsionado durante o governo de Jair Bolsonaro (2019–2022), que buscou restringir a educação sexual ao associá-la à “sexualização precoce” e à “doutrinação ideológica”.

Em El Salvador, o presidente Nayib Bukele, no poder desde 2019, também adotou medidas semelhantes. Em 2022, o Ministério da Educação retirou do currículo do ensino médio materiais sobre educação sexual, prevenção da violência de gênero e orientação sexual.

Governos de extrema direita apostam na violência digital

A violência digital, como assédio online e discursos de ódio, tem sido usada como ferramenta por movimentos e governos de extrema direita. No Chile, Martín de la Sotta, diretor da Chile Necesita ESI, organização que defende a educação sexual, afirma que os ataques nas redes sociais se intensificaram desde a campanha presidencial de Kast no ano passado, com o objetivo de intimidar e silenciar ativistas.

O próprio Martín foi alvo de uma campanha coordenada de assédio digital. “Eles [grupos de extrema direita] pegaram fotos minhas em uma festa e divulgaram online dizendo: ‘esse é o pedófilo que quer abusar dos seus filhos’, e coisas desse tipo”, contou.

Emilia Schneider, a primeira parlamentar trans do Chile, reeleita no ano passado, também foi alvo de ataques online. Fotos dela antes da transição passaram a circular nas redes sociais. “O nome dela é Emilia, mas publicaram as imagens chamando-a de ‘Emilio’”, disse Martín.

Ataques estão levando feministas ao exílio

Ameaças e campanhas de intimidação têm levado mulheres jornalistas e vozes feministas a deixar seus países de origem por escreverem sobre gênero, denunciarem violações de direitos ou criticarem políticas de governos de extrema direita.

A jornalista argentina Luciana Peker afirma que o assédio online se intensificou após a publicação de uma reportagem sobre o aumento dos casos de feminicídio em 2022, resultando em ameaças de morte. Em dezembro de 2023, dez dias após o presidente de extrema direita Javier Milei assumir o cargo na Argentina, ela deixou o país. “A violência veio de setores ligados àqueles que entraram no governo [de Milei], e, portanto, não havia condições de segurança para falar, escrever, viver ou trabalhar”, disse Luciana.

No Brasil, após a eleição de Bolsonaro em 2018, um padrão semelhante de intimidação levou a especialista em direitos reprodutivos Debora Diniz a deixar o país. Ela afirma ter recebido repetidamente assédio online e ameaças de morte após seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa da descriminalização do aborto.

Debora explica que a questão de gênero está no centro da estratégia da extrema direita. “Controlar as mulheres — quando, como e com quem elas têm filhos — significa controlar a reprodução da vida social e, em última instância, a reprodução do poder”, afirmou.

Dinâmicas semelhantes de intimidação também foram documentadas em El Salvador sob o governo de Bukele. De acordo com a Cristosal, uma organização local de direitos humanos, dezenas de ativistas e jornalistas mulheres foram forçadas a deixar o país devido ao ambiente de repressão.

Barreiras de acesso ao aborto

O presidente do Chile defendeu o retorno à proibição total do aborto, mesmo em casos de estupro. Kast diz que “defende a vida desde a concepção até a morte natural”, uma visão compartilhada pelos membros da Igreja Católica no país e por seus apoiadores evangélicos.

Após a reforma legislativa de 2017, o aborto passou a ser permitido no Chile apenas em três casos: risco à vida da mulher, estupro ou inviabilidade fetal (condições similares às adotadas no Brasil). Cerca de 80% da população chilena é favorável ao aborto ao menos em alguma circunstância.

Um projeto de lei foi proposto durante o governo Boric (2022-2026) para permitir que as mulheres façam um aborto até 14 semanas. A lei está avançando lentamente no Congresso, mas enfrenta grandes obstáculos em comissões lideradas por apoiadores de Kast. “É improvável que seja aprovada”, diz Anamaría Arriagada, presidente do Colégio Médico do Chile, a associação médica nacional.

Objeção de consciência ganha força no governo atual

Ativistas alertam que pode ficar mais difícil para as mulheres no Chile terem acesso ao aborto. Mesmo antes de Kast chegar ao poder, em casos de aborto envolvendo estupro, quase metade dos profissionais de obstetrícia que trabalham em hospitais públicos se declararam objetores de consciência.

“Sob um governo autoritário e contrário aos direitos humanos, é muito possível que os profissionais de saúde que se opõem ao aborto sintam mais espaço para recusar atendimento”, disse Ingrid Narbona, advogada da Rede de Profissionais pelo Direito de Decidir do Chile. Ela acrescentou: “Quando os direitos são restringidos, as mulheres não deixam de precisar de aborto, elas recorrem a opções inseguras ou ilegais”.

Em El Salvador, Bukele adota uma retórica semelhante à de Kast sobre a “defesa da vida desde a concepção”, em um país onde o aborto é totalmente proibido. Embora no passado tenha defendido o aborto em circunstâncias limitadas, Bukele hoje tem uma posição firmemente antiaborto, chegando a descrevê-lo como um “grande genocídio”.

Anos de mobilização de grupos feministas e de defesa dos direitos das mulheres ajudaram a garantir a libertação de 81 mulheres presas sob a rígida legislação antiaborto do país. No entanto, em um sinal do ambiente cada vez mais repressivo, o Grupo Cidadão pela Descriminalização do Aborto em El Salvador anunciou sua dissolução legal em fevereiro.

Foto colorida de José Antonio Kast com sua esposa María Pía Adriasola e o cardeal Fernando Chomali em cerimônia realizada na Catedral Metropolitana de Santiago (Foto: Assessoria de Imprensa da Presidência da República do Chile)
José Antonio Kast com sua esposa María Pía Adriasola e o cardeal Fernando Chomali em cerimônia realizada na Catedral Metropolitana de Santiago (Foto: Assessoria de Imprensa da Presidência da República do Chile)

Disseminação do fundamentalismo cristão

A disseminação gradual, e muitas vezes silenciosa, da influência antigênero e religiosa para além dos corredores do poder, infiltrando-se em outras instituições, é uma característica central da estratégia da extrema direita na América Latina. É o que aponta Giselle Carino, diretora da Fòs Feminista, uma aliança global de defesa dos direitos sexuais e reprodutivos.

“Isso se estende aos conselhos médicos nacionais e às comissões de bioética, onde a governança técnica pode ser reformulada de acordo com agendas conservadoras”, afirma.

Em janeiro, a comissão nacional de bioética da Argentina foi formalmente reestruturada sob o Ministério da Saúde. Segundo Giselle, a mudança reflete um padrão mais amplo no qual “especialistas independentes em ética foram marginalizados e substituídos por atores mais próximos de redes religiosas”, levantando preocupações sobre como o acesso ao aborto pode ser interpretado na prática.

Giselle também traça paralelos entre essa estratégia da extrema direita latino-americana e o movimento MAGA, liderado por Donald Trump nos Estados Unidos, apontando para um alinhamento regional mais amplo em torno de políticas nacionalistas e antigênero.

Igrejas evangélicas e pastores mobilizaram eleitores no Brasil

No Brasil, Bolsonaro dependeu fortemente das igrejas evangélicas e pastores para mobilizar eleitores, usando retórica cristã para se opor ao aborto e aos direitos LGBTQIAPN+. Parlamentares evangélicos de partidos de extrema direita continuam a fazer lobby contra os direitos reprodutivos das mulheres.

Em El Salvador, Bukele frequentemente recorre à linguagem cristã para justificar suas políticas, chegando a afirmar que Deus havia falado com ele. Em uma publicação nas redes sociais, manifestou oposição ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, além de destacar o “apoio de Deus” na construção do que descreve como um “país mais justo”.

Kast, integrante do movimento Schoenstatt, uma rede católica ultraconservadora, segue uma linha semelhante. Ele baseia sua atuação política em valores católicos conservadores e declarou em 2017: “Eu acredito em Deus, acredito na pátria, acredito na família.” Desde que assumiu a presidência, aumentou de um para até quatro por semana o número de cultos religiosos realizados no palácio presidencial chileno, La Moneda.

O presidente chileno já deixou clara a sua posição em relação aos direitos LGBTQIAPN+. Durante sua segunda semana no cargo, em abril, ele não assinou a declaração regional sobre os direitos LGBTQIAPN+ na Organização dos Estados Americanos.

Cortes no financiamento dos direitos das mulheres

Kast iniciou sua presidência declarando um “governo de emergência” com foco em segurança, migração e economia. Para conter os gastos públicos, ele prometeu uma redução de US$6 bilhões nos gastos públicos.

“É impossível haver cortes drásticos nos gastos sem afetar a saúde e os direitos reprodutivos”, disse Anamaría, presidente do Colégio Médico do Chile.

Luz Reidel, vice-diretora de incidência política da Miles, uma organização de direitos sexuais e reprodutivos, afirmou: “Ao enquadrar a situação como um ‘governo de emergência’, Kast permite que as autoridades despriorizem certos serviços, fazendo com que o aborto e a saúde sexual pareçam menos urgentes”.

Esse padrão se repete na região. Na Argentina, sob as medidas de austeridade implementadas por Milei, pelo menos 13 programas relacionados a questões de gênero foram descontinuados, incluindo iniciativas voltadas à inclusão de pessoas trans.

Ainda sob o governo Milei, o financiamento para políticas de combate à violência de gênero caiu cerca de 89% entre 2023 e 2024. O programa “Acompañar”, que apoia sobreviventes de violência, teve seu orçamento reduzido em 90%, e o número de beneficiárias caiu de mais de 100 mil em 2023 para apenas 434 em 2024.

Linguagem inclusiva é proibida

Líderes de extrema direita na Argentina, El Salvador e Brasil vêm tomando medidas para remover ou restringir termos e categorias relacionados a gênero, sexualidade e identidade, sob o argumento de que não estariam alinhados às posições oficiais de seus governos.

Em 2024, o governo de Milei proibiu o uso de “linguagem inclusiva” na administração pública e em documentos oficiais, incluindo formas de linguagem que reconhecem pessoas LGBTQIAPN+ e não binárias, classificando-as como “distorções ideológicas”.

Em El Salvador, Bukele emitiu um decreto semelhante, proibindo o uso de linguagem inclusiva em escolas públicas e materiais governamentais, chamando-a de “espanhol impróprio” e “ideologia de gênero”. Uma reportagem do El Faro obteve acesso a um manual de estilo educacional, revelando a proibição de termos como “feminismo”, “feminista”, “inclusão”, “masculinidades”, “orientação sexual” e referências à comunidade LGBTQIAPN+ e às mudanças climáticas.

Da mesma forma, no Brasil, o ex-presidente Bolsonaro rejeitou o uso de linguagem neutra, dizendo que ela é “prejudicial aos valores tradicionais” e que “estraga as crianças”.

Como legislador, Kast também já criticou publicamente a linguagem inclusiva. Em uma publicação no X, escreveu: “Chega de bobagens. Vamos exigir que as pessoas no Chile falem corretamente e parem de copiar ideias ruins do exterior”.

“Embora não exista ainda um precedente formal concreto para proibição de linguagem no Chile, isso está dentro do que podemos esperar deste governo”, afirmou Luz.

Desmantelamento das instituições de mulheres

Kast iniciou sua administração com mudanças institucionais que, segundo ativistas, enfraquecem políticas de igualdade de gênero. O Ministério das Relações Exteriores do Chile teria afastado funcionários de uma divisão dedicada à promoção de uma política externa feminista.

A escolha feita por Kast para liderar o Ministério da Mulher e da Igualdade de Gênero também gerou preocupações: Judith Marín, uma figura evangélica que há anos faz campanha contra o aborto. “Ela não tem experiência em questões relacionadas a gênero. É obviamente decepcionante”, disse Luz.

Na Argentina, Milei dissolveu o Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade em 2024, órgão responsável por políticas de igualdade de gênero e combate à violência contra mulheres.

Ativistas afirmam que essas ações fazem parte de um esforço mais amplo, simbólico e prático, para reverter avanços na igualdade de gênero por meio do desmantelamento de instituições públicas. “O que pode parecer ações desconexas, na verdade, está interligado, tudo faz parte da mesma estratégia”, afirmou Giselle Carino.

No Brasil, durante o governo de Bolsonaro em 2019, o Ministério da Mulher foi reorganizado e nomeado como Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A substituição do termo “gênero” por “família”, segundo Luz, sinaliza uma mudança simbólica, mas politicamente significativa, que afasta políticas de igualdade e reforça “papéis sociais tradicionais”.

Foto colorida de manifestação do Marea Verde organizou manifestações em massa pela legalização do aborto na Argentina, com desdobramentos no Brasil, como a marcha realizada no Rio de Janeiro em 2018 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O Marea Verde organizou manifestações em massa pela legalização do aborto na Argentina, com desdobramentos no Brasil, como a marcha realizada no Rio de Janeiro em 2018 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Movimentos de mulheres têm mostrado forte resistência

Ativistas pelos direitos das mulheres em toda a América Latina mostram que é possível resistir às estratégias da extrema direita. Nas últimas décadas, os movimentos pelos direitos das mulheres têm combatido com sucesso a violência de gênero e ampliado os direitos reprodutivos por meio do uso de protesto, ações judiciais, processos constitucionais e campanhas nas redes sociais.

Na Argentina, o movimento Ni Una Menos (Nem uma a menos), fundado em 2015, surgiu em resposta aos altos níveis de feminicídio no país. Desde então, mobilizou milhões de pessoas para marcharem nas ruas, inspirando também ativismo semelhante contra a violência de gênero no Peru e Uruguai. 

A Marea Verde (Onda Verde), movimento liderado por feministas na Argentina, também levou a manifestações em massa desde o início dos anos 2000. O movimento foi fundamental para a legalização do aborto na Argentina em 2020 e também inspirou reformas legais semelhantes em toda a região, inclusive na Colômbia e no México.

Mais recentemente, no Chile, apenas três dias antes de Kast assumir o cargo, cerca de 500.000 pessoas participaram dos protestos do Dia Internacional da Mulher no Chile, o maior desde a pandemia. Como explicou María Francisca Di Biase, advogada chilena e ativista de gênero que participou da marcha: “Nossos direitos nunca estão garantidos. Eles dependem de levantarmos nossas vozes. Eu preciso continuar lutando e marchando.”

Edição de Anastasia Moloney e Charlie Brinkhurst-Cuff – A ofensiva da extrema direita contra feministas na América Latina

Essa matéria foi originalmente publicada na Fuller, uma redação independente e sem fins lucrativos dedicada a reportar as experiências de mulheres e pessoas com diversidade de gênero em todo o mundo.

*Ester Pinheiro é jornalista e gerente de comunicação com mestrado em Estudos de Gênero pela Universidade Complutense de Madrid, faz cobertura de temas diversos com um recorte crítico de gênero para meios nacionais e internacionais. Fundadora do podcast Feminismos del Sur, um projeto jornalístico feminista multilíngue que aprofunda e ecoa vozes decoloniais no sul global com perspectiva de gênero. Foi reconhecida por seu trabalho como ex-bolsista de diferentes organizações como Pulitzer Center em igualdade de gênero, Jovem Construtora da Paz (ONU – UNAOC), Heinrich Boll Stiftung, Health Journalism Network e Google News Initiative.

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