Pedal das Gurias: mulheres ocupam as ruas de Porto Alegre

Foto colorida de grupo de mulheres do Pedal das Gurias, reunidas com suas bicicletas em frente à estátua do Laçador, em Porto Alegre
Foto colorida de grupo de mulheres do Pedal das Gurias, reunidas com suas bicicletas em frente à estátua do Laçador, em Porto Alegre
Integrantes do Pedal das Gurias durante percurso de 100 quilômetros de bicicleta em Porto Alegre: iniciativa promove mobilidade urbana e acolhimento entre mulheres (Foto: Sara Bueno)

Entre os desafios no trânsito da capital gaúcha, coletivo reúne mulheres para pedalar em conjunto e conquistar espaço nas ruas com segurança

Por Gabriela Antunes | ODS 11, ODS 5

Publicado em 27/10/2026 - 10h00

Tempo de leitura: 18 min

Todas as quintas-feiras, um grupo de mulheres se reúne para pedalar em Porto Alegre (RS). Em uma cidade onde a segurança no trânsito ainda é um dos principais desafios para ciclistas, o Pedal das Gurias promove um espaço seguro e incentiva o uso da bicicleta entre mulheres cis e trans e pessoas não binárias. 

“Quando eu comecei a pedalar pela cidade, eu senti vontade de me encontrar, principalmente, com outras mulheres que também pedalavam e que também estavam vivendo a cidade da mesma forma que eu”, comenta Paula Moizes, uma das integrantes do coletivo. 

Até agosto deste ano, a capital gaúcha registrou 163 sinistros de trânsito envolvendo bicicletas e 157 ciclistas feridos. Os dados são do Observatório de Mobilidade (ObservaMOB) de Porto Alegre e representam reduções de 19% e 16%, respectivamente, em comparação com os registros de todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 200 sinistros e 186 feridos. O indicativo de redução no número de acidentes, porém, não garante total segurança para as ciclistas gaúchas.  

O presidente da Federação Gaúcha de Ciclismo (FGC), Marcelo Sgarbossa afirma que um dos desafios para a segurança dos ciclistas é resultado da falta de planejamento técnico adequado na implantação da infraestrutura cicloviária da cidade, o que resultou em estruturas desconectadas e sem continuidade. 

Desde 2009, Porto Alegre conta com o Plano Diretor Cicloviário Integrado, que previa uma rede cicloviária de 495 quilômetros, com o objetivo de estimular o uso da bicicleta, proporcionar mais segurança aos ciclistas, reduzir a poluição atmosférica e sonora e promover melhor qualidade de vida. Porém, mais de dez anos depois, a cidade ainda não alcançou nem 100 quilômetros de rede. Atualmente, são aproximadamente 95 quilômetros. 

Diante desse cenário, Marcelo destaca que, frente à falta de segurança, apoio e incentivo ao ciclismo por parte do poder público, os movimentos sociais desempenham um papel importante na promoção de campanhas e iniciativas que incentivam as pessoas a continuarem pedalando, como é o caso do Pedal das Gurias. 

“É uma mulher pedalando que incentiva outra mulher pedalando, uma puxa a outra. Nesse sentido, os movimentos sociais acabam, em vez do poder público, incentivando o uso da bicicleta”, comenta Marcelo. 

Mapa aéreo da cidade com linha vermelha que destaca áreas com ciclovia
Em vermelho, Rede Cicloviária Implantada na capital do RS, ainda longe de meta de 495 km (Foto: Captura de tela/ ObservaMOB)

Como surgiu o Pedal das Gurias? 

Em 2016, Tássia Furtado, que já era ciclista e pedalava pela cidade com as amigas, criou um grupo no Facebook para convidar outras mulheres a participarem de um pedal coletivo. A proposta era promover encontros e fortalecer a presença de mulheres cis e trans e pessoas não-binárias no ciclismo e nas ruas da capital gaúcha. 

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Foi pelas redes sociais que Paula Moizes conheceu o projeto, do qual faz parte até hoje, dez anos depois. Na época, o coletivo estava se preparando para seu quarto encontro semanal, na chamada Rótulas das Cuias, que permanece como ponto de encontro do grupo desde então.

“E daí eu fui, bem sozinha mesmo, porque as minhas amigas não pedalavam na época. Quando eu cheguei lá, fui conhecendo as gurias aos poucos, e tenho amigas até hoje dessa época e sigo fazendo novas amizades no Pedal das Gurias”, conta Paula. 

Tirzá Garibotti, integrante do Pedal das Gurias desde abril deste ano, destaca o acolhimento que encontra no grupo e como a convivência entre mulheres com o mesmo objetivo contribui para que se sintam mais seguras ao pedalar. “A partir do momento que tu chega lá, tu consegue entender que é um ambiente, de fato, integrador e acolhedor, e que é muito fácil tu se integrar com mulheres e dissidentes de gêneros que estão. Então, as pessoas vão se tornando mais seguras de si, principalmente porque uma vai cuidando da outra. E é uma experiência realmente muito transformadora”, comenta. 

Foto colorida de Paula Moizes. Ela é uma mulher branca, com cabelo loiro e está sorrindo. Ela aparece sentada, usando uma blusa preta e segurando uma garrafa de água
Paula Moizes participando da programação do evento 100 Gurias 100 Medo, organizado pelo Pedal das Gurias (Foto: Sara Bueno)

Organização e segurança

Os encontros acontecem todas as quintas-feiras, com concentração às 19h30 e saída para o pedal às 20h. Muitas vezes, a atividade é chamada de “Pedal para iniciantes”, pois busca proporcionar às mulheres a oportunidade de aprender a pedalar no trânsito e ganhar mais segurança para circular entre os carros.

Pensando na segurança das participantes, o projeto também oferece oficinas de mecânica para que elas aprendam a consertar as bicicletas, caso enfrentem algum problema durante os trajetos, principalmente quando sozinhas, considerando que muitas  utilizam a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho e a outros lugares.

“A gente fica bem exposta. O trânsito é assustador. Então a gente faz as oficinas para saber arrumar e não sentir tanto medo, e mesmo que o medo venha, a gente saber lidar”, afirma Paula. Nas oficinas elas aprendem, por exemplo, a remendar pneus furados, além de outras dicas sobre eventuais problemas que podem ocorrer na bicicleta. 

Há também orientações para que as mulheres evitem ruas vazias e sem iluminação, principalmente à noite. O projeto também mantém um grupo no WhatsApp para que as ciclistas possam trocar informações e tirar dúvidas sobre as melhores rotas. “Porque tem rotas mais seguras para as mulheres. Então pensamos muito em ‘melhor não passar por aquela rua estranha. Vamos fazer uma volta um pouco maior que não vai fazer tanta diferença’. Então o Pedal como um todo acaba sendo uma grande oficina, em que vamos trocando ideias e experiências”, relata Paula. 

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Eu vou embora apaixonada por esse 100 Gurias. Para mim, foi muito emocionante. As mulheres ciclistas estavam ouvindo outras mulheres ciclistas

Elissa Mattos
Integrante do Pedal das Gurias

Essas preocupações também encontram respaldo nos dados. Em 2024, um levantamento dos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, apresentados em matéria do G1, identificou que 71% das mulheres de Porto Alegre já haviam vivenciado alguma situação de violência ao transitar pela cidade e 83% das entrevistadas relataram sentir muito medo de sofrer alguma violência durante deslocamentos. Entre os principais fatores que contribuem para a insegurança, foram citados a ausência de policiamento (58%), a falta de iluminação pública (53%) e as ruas desertas (45%).

Já a pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres 2026 apontou que Porto Alegre registra o maior percentual de assédio entre dez capitais analisadas. O levantamento aponta que 82% das mulheres entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio em pelo menos um dos ambientes pesquisados. Entre os locais, ruas, praças e parques aparecem em destaque, com 66% de relatos.

Tabela colorida que apresenta os percentuais de mulheres que relataram ter sofrido assédio nos ambientes pesquisados em cada uma das dez capitais - Fonte: Viver nas Cidades: Mulheres 2026
A tabela apresenta os percentuais de mulheres que relataram ter sofrido assédio nos ambientes pesquisados em cada uma das dez capitais (Fonte: Viver nas Cidades: Mulheres 2026)

Tirzá Garibotti comenta que o grupo é importante, porque estar em coletivo ajuda a enfrentar os receios que surgem quando se pedala sozinha. “Quando eu saio sozinha, tem trajetos que eu não faço, porque, se furar o meu pneu ou tiver alguma intercorrência, eu vou estar longe de casa. Mas, quando tu está em coletivo, esse receio não acontece”.

Elissa Mattos veio de Goiânia (GO) para participar do 100 Gurias 100 Medo (100G100M), evento promovido pelo Pedal das Gurias, e conta que por questões de segurança, utiliza em sua cidade um pneu sem câmara, para não precisar parar durante os trajetos, principalmente noturnos. “Ele veda sozinho, então, se furar, eu posso seguir, não preciso parar”. 

Ela também explica que escolhe rotas mais iluminadas, mesmo que sejam mais longas, e que, ao pedalar, muitas vezes pensa nos diferentes medos decorrentes das violências. “Então, por isso que o evento 100G100M é tão importante para mim. Quando eu pedalo em um grupo militante, sinto que posso fazer um pouco mais para que a gente consiga se mover com dignidade”, afirma. 

Para Tirzá esses encontros também são uma forma de resistência: “A partir do momento que a gente se coloca na rua, no trânsito, e ocupa espaços que são nossos por direito, a gente faz com que a sociedade nos veja e entenda como é ser uma mulher ciclista no trânsito. Ainda mais com tantas pessoas e em um pelotão tão grande”. 

Foto colorida de Elissa Mattos. Ela é uma mulher branca, com cabelo curto castanho. Ela está sentada e com a mão direita apoiada perto da boca, com expressão séria no rosto
Elissa Mattos participando de roda de conversa do Pedal das Gurias, parte da programação do 100G100M (Foto: Sara Bueno)

100G100M: O que é? 

O 100 Gurias 100 Medo é uma iniciativa do Pedal das Gurias criada há dez anos, logo no início do projeto. O evento busca reunir 100 mulheres para percorrer 100 quilômetros de bicicleta. 

A primeira edição ocorreu em Porto Alegre, mas devido ao sucesso, o evento se tornou nacional, chegando a ter edições em Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE). Para celebrar uma década de encontros e encerrar esse primeiro ciclo, a 10ª edição do evento aconteceu em Porto Alegre, cidade onde a iniciativa surgiu. 

O evento tem como objetivo dar visibilidade à presença de mulheres cis e trans e pessoas não-binárias no ciclismo, além de proporcionar um abiente seguro e acolhedor para que possam se sentir confortáveis ao pedalar nas ruas. “É para que a gente tenha esse espaço seguro, ocupando as ruas e o trânsito. Principalmente porque muitas mulheres e dissidentes de gênero não se sentem confortáveis para pedalar no trânsito, o que acaba prejudicando a ideia da bicicleta como uma forma de transporte”, afirma Tirzá, que também fez parte da equipe de organização do evento.

A programação do evento ocorreu de 10 a 12 de outubro. No primeiro dia, sexta-feira (10), foram realizadas atividades como café da manhã coletivo, oficinas de práticas corporais, oficina de remendo de câmaras, rodas de conversa sobre cicloviagens e ciclocaminhos e o lançamento de um curta-metragem sobre como as bicicletas mudam as cidades.  

No sábado (11), aconteceu o percurso de 100 km pela cidade, com concentração na Rótula das Cuias às 6h30 da manhã, além de almoço coletivo e uma festa à noite. Por fim, na segunda-feira (12), a programação foi encerrada com um pedal a fantasia voltado às crianças, chamado “pedalzinho”, aberto para todos os públicos.

Foto colorida de grupo de ciclistas que inclui crianças, homens e mulheres, em Porto Alegre. Participantes do Pedalzinho, atividade à fantasia que fez parte da programação do 100G100M (Foto: Gerson Weisheimer)
Participantes do Pedalzinho, atividade à fantasia que fez parte da programação do 100G100M (Foto: Gerson Weisheimer)

Elissa, que já havia participado de outras edições do evento em São Paulo e em Belo Horizonte, afirma que o 100G100M está no seu coração. Por isso, participar da 10ª edição foi uma prioridade. “Eu vou embora apaixonada por esse 100 Gurias. Para mim, foi muito emocionante. As mulheres ciclistas estavam ouvindo outras mulheres ciclistas. Estavam todas atentas e sentindo o que estava sendo dito na própria realidade delas também, e isso não foi só nas oficinas”, conta. 

Eu adoro quando alguém me manda mensagem dizendo que eu estou em tal lugar, porque viu a minha bicicleta. Hoje, a bicicleta pra mim, além de ser um marco de saúde mental e física, também é uma grande companheira

Tirza Garibotti
Integrante do Pedal das Gurias

Para Tirzá, a iniciativa também contribui para incentivar a prática do ciclismo. Segundo ela, no dia do percurso de 100 km, não tinha certeza de que conseguiria completar o trajeto, mas recebeu incentivo das outras participantes. “Então esse encorajamento que vem do coletivo é uma coisa que sozinha é mais complicado. Porque é como se tu tivesse uma grande torcida particular e também fosse a torcida de alguém”, comenta. 

Segundo Tirzá, o evento também proporciona o encontro de pessoas com histórias e experiências diferentes: “Então eu acho que é uma coisa que nos aproxima no sentido de sermos muito diferentes, mas nós temos um objetivo em comum, que é a bicicleta”. 

Ela afirma que, embora as participantes tenham trajetórias distintas, o evento permite que se encontrem, criando um espaço de troca de vivências que talvez não fosse possível em outros ambientes. “E isso nos engrandece enquanto pessoa, porque, se eu convivo e converso com pessoas que vivem num meio totalmente diferente do meu, eu consigo também ter outras visões de mundo”, acrescenta.

Para Paula, o objetivo do Pedal das Gurias é pensar em uma cidade diferente, e o 100G100G contribui para dar visibilidade a essa proposta. “É um final de semana muito intenso para a gente, que ficamos juntas o tempo todo. E esse último encontro nos mostrou que é possível pensar e construir uma sociedade diferente. É uma experiência única e transformadora, muito bonita e que dá uma esperança para a gente nesses tempos bem difíceis”, afirma.

Foto colorida que mostra Elissa abraça outra integrante do projeto antes do último percurso do evento - Foto: Gerson Weisheimer
Na imagem, Elissa abraça outra integrante do projeto antes do último percurso do evento (Foto: Gerson Weisheimer )

Transporte sustentável e promoção da saúde mental

Mas por que a bicicleta é tão importante para essas mulheres e para a cidade? Para Elissa, a bicicleta é sua única forma de locomoção. “Aos 45 anos, quando eu abandonei o carro e descobri que eu podia subir na bicicleta, eu senti de fato o que é a mobilidade por bicicleta, então eu passei a utilizá-la para tudo”. 

Elissa conta que se diverte pedalando e que a bicicleta permite conhecer diferentes espaços e pessoas, o que contribui para sua paixão pela prática. 

Tirzá comenta que a bicicleta foi essencial para sua saúde mental durante a pandemia do Covid-19. Como tem asma, um dos principais fatores de risco durante este período, acabava ficando somente em casa. Entediada, comentou com o vizinho, que acabou lhe emprestando uma bicicleta e a aconselhando a sair para pedalar. A partir daí, Tirzá começou a praticar a atividade e, ao gostar, passou a utilizar não apenas para o lazer e saúde mental, mas também como meio de transporte. 

“Eu adoro quando alguém me manda mensagem dizendo que eu estou em tal lugar, porque viu a minha bicicleta. Hoje, a bicicleta pra mim, além de ser um marco de saúde mental e física, também é uma grande companheira. Acho que todo mundo que tem esse apego ao ciclismo tem a bicicleta como uma extensão do próprio corpo”, conta. 

Foto colorida de Tirza subindo escada com sua bicicleta no ombro. Ela é uma mulher branca, com cabelo preto longo e usa um conjunto de blusa e calça preta, com detalhes brancos
Tirzá e sua bicicleta, seu principal meio de locomoção; ciclismo também ajuda na saúde mental (Foto: arquivo pessoal)

Paula também vê a atividade como uma forma de meditação, que possibilita escutar e elaborar os próprios pensamentos e sentimentos. “É um processo de autoconhecimento, porque eu vou entendendo o meu ritmo e vou entendendo o ritmo da cidade também”, comenta. 

Ela explica que essa percepção contribui para a experiência de pedalar em grupo, tanto nos encontros semanais do Pedal das Gurias quanto em eventos como o 100G100M. Conhecer os próprios limites, o ritmo e a força ajuda as participantes a compreenderem melhor suas possibilidades durante os trajetos.

Além dos benefícios para a mobilidade e a saúde mental, a bicicleta também é uma alternativa de transporte sustentável. 

Elissa é historiadora e geógrafa, com pesquisas sobre mobilidade por bicicleta e atualmente doutoranda em Geografia pela Universidade Federal de Jataí (UFJ). Ela explica que os carros elétricos são frequentemente apresentados como uma solução para reduzir os impactos ambientais, assim como as bicicletas elétricas. No entanto, ela aponta ser necessário considerar também os impactos da produção de energia e as consequências ambientais associadas a essas alternativas. 

“Eles reduzem o impacto, mas não são a solução. A energia elétrica também é uma preocupação ambiental. Aqui no nosso caso, ela é muito utilizada a partir da água, que afeta a população ribeirinha. Então, a maior solução, a melhor solução é a mobilidade por bicicleta. Ela é uma gigantesca contribuição para o meio ambiente”, enfatiza.

Paula comenta que, no Pedal dos Gurias, as integrantes também procuram discutir a relação entre a bicicleta e o meio ambiente. Em cidades industrializadas, o uso de automóveis contribui para a poluição atmosférica, e alternativas de mobilidade, como a bicicleta, podem ajudar a reduzir esses impactos. 

“Cidades mais sustentáveis valorizam a bicicleta muito mais que o carro. Mas a gente sabe que tem realidades que não permitem o uso da bicicleta, porém, pensamos que é possível conviver reduzindo o uso do carro, principalmente para percorrer distâncias curtas dentro da cidade”, descreve a ciclista. 

Elissa conclui acrescentando que as pessoas que podem e desejam começar a se locomover por meio da bicicleta não devem deixar que o medo seja um impedimento: “Porque a bicicleta contribui para o meio ambiente, para a circulação de pessoas no trânsito, para a saúde mental e para a redução de estresse. E a gente se sente muito bem e muito melhor com o vento batendo no rosto”.

 

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Gabriela Antunes

Gabriela Antunes é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e atua como bolsista de Comunicação Digital Inclusiva e Acessível na Pró-Reitoria de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (PROCADI). Tem interesse por jornalismo cultural, gênero, literatura e direitos humanos.

Gabriela Antunes

Gabriela Antunes é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e atua como bolsista de Comunicação Digital Inclusiva e Acessível na Pró-Reitoria de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (PROCADI). Tem interesse por jornalismo cultural, gênero, literatura e direitos humanos.

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