Aula no Pecep, um dos cursos pré-vestibulares comunitários mais antigos do país: caminho para o ensino superior (Foto: Pecep Linkedin / Reprodução)

Gabaritando sonhos, com trabalho voluntário e poucos recursos

Cursos pré-vestibulares comunitários do Rio suprem lacunas da educação pública e ajudam estudantes a ingressarem no ensino superior

Por Lara Mansur | ODS 4

Publicado em 15/10/2026 - 09h46 (Atualizado há 7 minutos)

Tempo de leitura: 20 min

As luzes estão apagadas. Um dos professores se senta na mesa, agitado, os pés balançando. O assunto da aula é a geografia rural do Brasil, um tema recorrente no vestibular. A dupla de professores anda de um lado para o outro, falando alto, quase em um tom teatral. A plateia do espetáculo vai enchendo aos poucos, alguém comenta que um acidente na “curva do S” da Rocinha poderia atrapalhar a pontualidade dos alunos. Entre uma explicação e outra, os professores conversam com os recém-chegados: “Por que não tem vindo?” “Como foi o trabalho hoje?”, cochicham entre as carteiras.

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Pela janela da sala, uma moça sinaliza com a mão aberta: só faltam cinco minutos. Termina o primeiro tempo de aula no Pecep, um dos mais antigos cursos pré-vestibulares do país. A história de fundação do Pecep (Projeto de Ensino Cultural e Educação Popular) se mistura com uma outra do imaginário carioca: o sequestro do ônibus 174. Em junho de 2000, um ônibus da linha 174 (Gávea-Central) foi sequestrado por Sandro Barbosa do Nascimento, um dos sobreviventes da Chacina da Candelária. Após mais de quatro horas de negociação, o sequestro terminou de forma trágica, com a morte de Sandro e da professora Geísa Firmo Gonçalves, baleada acidentalmente por um policial que tentava acertar o sequestrador.

Essa linha era utilizada com frequência pelos alunos da Escola Parque Gávea, localizada a cerca de três quilômetros da rua Jardim Botânico, onde o sequestro começou. A proximidade e a simbologia da tragédia instigaram os alunos da escola a se mobilizarem para promover uma transformação no território que habitavam. Foi dessa vontade que, em 2001, o Pecep surgiu. Apesar de ter começado como uma iniciativa dos alunos da Escola Parque, hoje o Pecep não tem nenhum vínculo com a instituição. Desde 2014, ano em que o cursinho se tornou uma ONG e adquiriu um CNPJ próprio, o contrato entre o Pecep e a escola é de comodato e cessão do espaço. É uma troca que beneficia a todos: o cursinho usufrui do espaço, da localização privilegiada e da infraestrutura do colégio, enquanto a escola pode usar o Pecep como seu projeto de cunho social. Em 2016, uma nova diretoria tomou posse e revitalizou o projeto, que passou a ter uma organização política e um estatuto, que vigoram até hoje.

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A linha que separa pré-vestibulares populares e comunitários é tênue. Os cursinhos que se denominam populares com frequência estão associados a movimentos de reivindicação ou atuação política local. Já um cursinho comunitário geralmente está localizado dentro do próprio território cuja realidade quer transformar. É o caso do Vive, o pré-vestibular comunitário de Vila Isabel. Fundado em outubro de 1999, o projeto é um filho bastardo de outro cursinho antigo no Rio de Janeiro: a Associação Mangueira Vestibulares (AMV).

O fundador do Vive (Vestibulares Vila Isabel) era aluno da AMV, localizada no interior da Mangueira. Na época, disputas entre facções pelo território da comunidade fizeram com que ele se sentisse inseguro e parasse de frequentar as aulas. Morador de Vila Isabel, ele se juntou a outros dois amigos e começou um pré-vestibular no seu bairro. O cursinho funciona no auditório de um centro municipal de referência no tratamento para pessoas com deficiência. Quando o pré-vestibular estava em vias de começar, os organizadores criaram uma ONG para fins administrativos e firmaram um contrato de cessão do espaço com a administração do prédio.

O Vive fica na rua Correia de Oliveira, bem próximo do Morro dos Macacos. O portão azul de metal do pré-vestibular é um dos últimos antes das barricadas que separam a comunidade do resto do bairro. A maioria dos alunos do pré-vestibular de Vila Isabel é morador do Morro dos Macacos. Com o aumento da violência na região, muitos alunos “de fora” não conseguem se manter no cursinho ao longo do ano: “Às vezes tinha tiroteios aqui na rua, e aí quem não é da comunidade fica com mais medo de vir estudar, ainda mais à noite”, relata Roberto Cesar Gomes, coordenador do Vive.

Além de oferecerem as aulas, os cursinhos comunitários promovem atividades extra-acadêmicas. No Pecep, por exemplo, as manhãs de sábado são dedicadas a aulas de artes e educação física e passeios culturais e históricos acontecem sempre que possível. Foi, inclusive, em uma dessas ocasiões, que Brena Carvalho, diretora e ex-aluna do Pecep, assistiu pela primeira vez a uma peça de teatro. Na prática, independentemente de como se identifiquem ou se organizem, os cursinhos comunitários têm um foco comum: “No final eles têm o mesmo objetivo, que é fazer com que a classe popular alcance o ensino superior”, resume Brena Carvalho, que hoje usa a própria história como aluna e voluntária para inspirar novos estudantes.

No auditório do Vive, em Vila Isabel, aluno aguarda o início da aula, enquanto a professora ajusta o projetor: insegurança atrapalha frequência de estudantes (Foto: Lara Dominato)

Giz na mão e vontade no peito: os voluntários

O auditório estava lotado: 102 cadeiras ocupadas por alunos que se espremiam ali todas as noites da semana para estudar. Encostado em uma das quatro pilastras da sala, um jovem assistia, com os olhos semicerrados, à aula de geografia. Para ele, aquela aula tinha sido precedida por um dia inteiro de trabalho como caixa em um supermercado e, quando o sinal batesse, começaria ainda outro turno: cuidar da filha que o esperava em casa.  Roberto Cesar Gomes chegou ao Vive no final de 2005. Com vinte anos, ele já se achava velho demais para voltar a estudar. Foi uma tia, que frequentava o pré-vestibular e o visitava de vez em quando para ter lições de física e química, quem o incentivou a entrar na faculdade.

Como era final de ano, as inscrições para os vestibulares tradicionais já haviam acabado, assim como as vagas disponíveis no cursinho. Roberto continuou insistindo em frequentar as aulas, até que o coordenador da época o chamou para dizer que havia uma vaga sobrando: “De tanto eu encher o saco, um dia ele falou: você entra e estuda, mas não tem cadeira”, conta.

A existência de um pré-vestibular social é a prova da falha da educação pública

Pedro Lauria
Professor e diretor do Pecep

A primeira aula a que assistiu no cursinho, ainda de pé, foi esta de geografia. “Cara, quando eu vi o professor de geografia dando aula eu falei: ‘que incrível, cara’. Aí fiquei fascinado com aquilo e resolvi fazer geografia”, ele conta com um sorriso largo no rosto. Em 2006, foi aprovado na UFRJ e na UERJ, onde escolheu estudar. Não demorou para que ele retornasse ao pré-vestibular de Vila Isabel. No ano seguinte à aprovação, o coordenador o convidou para integrar a equipe e, no meio da graduação, ele também assumiu as aulas de geografia. Em 2008, o antigo coordenador se aposentou e Roberto assumiu a vaga, que ocupa desde então.

A história da família de Roberto anda de mãos dadas com a história do pré-vestibular de Vila Isabel. A tia que o incentivou a estudar foi a primeira da família a frequentar as aulas do Vive. Depois, vieram Roberto, seus primos e, mais tarde, seus filhos. “É impressionante como isso mudou as nossas vidas, da minha família inteira não mora mais ninguém na comunidade”, ele conta, gesticulando animado. A trajetória do voluntariado de Roberto não é um caso isolado. A ideia dos cursinhos comunitários é serem cíclicos: quem se forma como aluno volta no ano seguinte como voluntário.

Apesar de os ex-alunos se engajarem nos projetos, nem sempre é fácil encontrar professores voluntários para lecionar nos pré-vestibulares sociais. Poucas pessoas estão dispostas a se deslocarem até os cursinhos, muitas vezes localizados em comunidades ou em áreas consideradas perigosas, sobretudo à noite, horário das aulas. Por estar localizado dentro de uma escola de elite, em um bairro da zona sul, para o Pecep é mais fácil atrair professores voluntários, que são, em sua maioria, alunos de graduação. Os coordenadores costumam chamar o Pecep de “regra de ouro” dos pré-vestibulares sociais, porque entendem que o cursinho goza de muitos privilégios quando comparado aos demais, que enfrentam outros tipos de dificuldades para se manterem de pé.

Estudantes em sala de aula no Pecep: cursos pré-vestibulares comunitários enfrentam desafios (Foto: Pecep via Facebook)
Estudantes em sala de aula no Pecep: cursos pré-vestibulares comunitários enfrentam desafios (Foto: Pecep via Facebook)

Na ponta do lápis: a sobrevivência financeira dos cursinhos comunitários

“A existência de um pré-vestibular social é a prova da falha da educação pública”. É assim que o professor Pedro Lauria, um dos diretores do Pecep, explica a escassez de projetos governamentais para o segmento dos cursinhos comunitários no país. A educação de nível médio é responsabilidade da Secretaria de Educação do Estado do Rio. Uma educação pública de qualidade é aquela que garante, entre muitos outros, que seus alunos se formem aptos a realizarem os vestibulares da região e a competirem de forma equânime com os demais candidatos às vagas.

O que acontece, no entanto, é que grande parte dos alunos de ensino médio da rede estadual do Rio de Janeiro não se sente preparada para enfrentar os vestibulares no último ano das suas jornadas escolares e muito menos para competir de “igual para igual” com estudantes de colégios e cursinhos particulares. Os microdados do Enem 2024 demonstram que essa insegurança não é só uma impressão. Na última prova, a média nacional para a redação foi 660 pontos. Já a média de notas dos participantes de escolas estaduais do Rio de Janeiro foi 572,8. Enquanto isso, a média entre os candidatos de escolas particulares na cidade foi 768,9.

Eu não quero mais morar dentro da comunidade. Eu quero que o meu filho veja uma realidade diferente

Érika Silva
Babá e aluna do curso pré-vestibular do Vive

Se ampliarmos os mecanismos de filtragem para outras áreas da prova, a disparidade fica ainda mais evidente. A média dos participantes matriculados em escolas estaduais do Rio não foi superior à média nacional em nenhum dos campos de conhecimento do exame. Em contraponto, a média dos alunos de escolas particulares do estado foi superior à nacional em todas as matérias, exceto por ciências da natureza, segmento no qual, mesmo assim, superou os candidatos de escolas estaduais em mais de cem pontos.

Para a Secretaria de Educação, se associar aos cursinhos comunitários é, de certa forma, assumir uma falha dentro do seu próprio escopo de atuação. Iniciativas de ajuda aos cursinhos tem vindo de outros órgãos. O governo federal lançou, em março de 2025, o primeiro edital do Cpop (Rede Nacional de Cursinhos Populares), com o objetivo de selecionar cento e trinta propostas de pré-vestibulares para que recebessem apoio técnico e financeiro. Puderam concorrer cursinhos formalmente instituídos, que contam com CNPJ próprio, e cursinhos informais que firmassem uma parceria com uma instituição operadora, como um cursinho formalizado, que se responsabilizasse pela inscrição.

Possuir estes documentos exige um nível de organização e de estabilidade que nem todos os cursinhos conseguem ter. O edital do Cpop, apesar de pioneiro, acentuou desigualdades já existentes entre os pré-vestibulares sociais: “As exigências que eles fizeram eram para pré-vestibulares que já estavam muito bem estruturados, isso requer um contador, gente da advocacia, pagar um valor para a prefeitura para você ser legalizado…”, explica Brena Carvalho, do Pecep.

Comparação dos resultados do Enem 2024 entre as escolas da rede particular do estado do Rio, as estaduais e a média nacional (Fonte: Inep)
Comparação dos resultados do Enem 2024 entre as escolas da rede particular do estado do Rio, as estaduais e a média nacional (Fonte: Inep)

O Pecep e o Vive aparecem na lista dos 384 aprovados em 2025, ao lado de outras 67 iniciativas do Estado do Rio de Janeiro. Neste ano, o novo edital do Cpop estabelece que, além de selecionar outros 130 cursinhos, os pré-vestibulares aprovados em 2025 que se mantiveram dentro dos critérios de elegibilidade terão o auxílio técnico e financeiro renovado. O edital de 2026 prevê um apoio financeiro de no máximo R$ 208 mil por pré-vestibular, R$ 44.800,00 a mais do que o valor limite do edital passado. O montante deve ser repartido em: apoio financeiro de até R$ 134.000,00 para os professores, coordenadores e profissionais técnico-pedagógicos e psicossociais, bolsas de auxílio para estudantes e cobertura de demais atividades administrativas.

Outro ponto controverso no edital foi não investigar a média dos estudantes dos pré-vestibulares inscritos. O Pecep, por exemplo, tem 75 alunos distribuídos em duas turmas, mas apenas quarenta bolsas de R$ 200,00 mensais disponíveis: “É horrível, porque todo mundo precisa, e a partir disso você ainda vai ter que fazer uma pré-seleção”, desabafa Brena.

Para debater o edital embrionário, a Fiocruz revitalizou o Fórum de Prés Populares do Rio. Apesar de a ideia de um fórum de discussão não ser novidade, a falta de recursos nunca havia permitido que o grupo fosse atuante politicamente. Agora, com o apoio da Fiocruz, o Fórum tem conseguido se estabelecer como um órgão ativo e integrar os cursinhos comunitários em busca de melhorias e direitos para o segmento. A ajuda da Fiocruz “fez com que a gente tivesse uma integração muito maior, que é o objetivo do fórum”, diz Roberto.

Para se manter funcionando, o Vive cobra uma mensalidade simbólica de vinte reais. Esse valor é convertido em atividades para os próprios alunos e manutenções básicas de espaço, como a compra de canetas de quadro e impressão de apostilas. No Pecep, os alunos pagam uma taxa de inscrição de dez reais, que não é obrigatória. Durante o ano, alguns poucos estudantes também escolhem contribuir com quarenta reais mensais. Na prática, como muitos não têm condição, paga quem pode, e os próprios voluntários acabam ajudando com alguma quantia.

Ana Luisa, com os seus três crachás, faz anotações em sala do Pecep: estudo como instrumento para transformar a realidade (Foto: Lara Dominato)
Ana Luisa, com os seus três crachás, faz anotações em sala do Pecep: estudo como instrumento para transformar a realidade (Foto: Lara Dominato)

Lista de chamada: quem ocupa as cadeiras dos pré-vestibulares sociais?

Erica Silva enfrenta uma jornada tripla: durante o dia, trabalha como babá de duas crianças; à noite, estuda para o vestibular e, no meio de tudo isso, cuida do seu filho, Enzo Gabriel, de seis anos. Ela explica que estuda para mudar de vida. “Eu não quero mais morar dentro da comunidade. Eu quero que o meu filho veja uma realidade diferente”, conta, determinada, enquanto brinca com um bloco de papel com anotações. Por meio dos cartazes pendurados na comunidade onde mora, Érica ficou sabendo do período de inscrição e decidiu procurar a organização do pré-vestibular de Vila Isabel. Hoje, ela está empregada e mora com a mãe e com o filho, mas quer cursar administração para conquistar mais: “Porque com um salário-mínimo a gente não vive, a gente só sobrevive”, explica.

O desejo de transformar a realidade de quem ama também é o que mobiliza Ana Luisa Gargiglio. A estudante foi a primeira da família a concluir o ensino médio e, se for aprovada no vestibular, também será a primeira a ingressar no ensino superior. O ano letivo de 2025 é o terceiro e último de Ana no Pecep. Em 2023, recém-formada no ensino médio, ela conheceu o Pecep pelo Instagram e decidiu se inscrever. Nascida e criada na Rocinha, Ana concluiu os estudos como bolsista da Escola Mater, em São Conrado, onde também fez um cursinho pré-vestibular quando estava no terceiro ano.

Hoje, aos 20 anos, ela está empregada como jovem aprendiz em uma concessionária e, esporadicamente, trabalha cuidando de um menino. Durante alguns meses, ela também faz parte da equipe de uma colônia de férias. Para conseguir estudar, a estratégia é chegar mais cedo no trabalho, adiantar as tarefas do dia e usar o tempo restante do expediente para resolver listas de exercícios e fazer redações.

Ana carrega no peito três crachás do Pecep, um para cada ano em que frequentou o pré-vestibular. Os cordões são símbolos de quase trinta e seis meses de dedicação, esforço e coragem para tentar novamente. Contudo, caso não seja aprovada nos vestibulares, Ana não tem certeza se bastará coragem para voltar. A bolsa auxílio de duzentos reais que recebe pelo edital do Cpop não é suficiente para que ela se mantenha estudando. Com o passar dos anos, o receio é de “precisar trabalhar um período maior, de não conseguir mais se sustentar trabalhando poucas horas”.

Mesmo se for aprovada, Ana se preocupa em saber como vai conciliar estudo e trabalho, já que o curso almejado, fonoaudiologia, acontece em período integral. Apesar de saber que a mãe não pouparia esforços para que a filha se dedicasse exclusivamente à faculdade, ela não quer fazer esse pedido. “Minha mãe até falou: ‘Ana Luisa, se você até agora não morreu de fome, não é agora que vai morrer’; só que eu não querer o integral é uma questão minha”, ela explica.

O apoio dos voluntários e professores do Pecep foi crucial durante toda a jornada de Ana Luisa. Pequenos detalhes, como dedicatórias escritas à mão nos livros do vestibular e a disponibilidade dos professores para responder dúvidas e dar conselhos a qualquer hora do dia demonstram o carinho e dedicação que os voluntários do projeto depositam no trabalho com os alunos. Quando perguntada se pensa em retornar ao Pecep como voluntária, Ana responde, com os olhos arregalados: “Com certeza! Retribuir faz parte da vida, retribuir tudo aquilo que algum dia já fizeram por você”.

Apesar de todos os percalços, os cursinhos comunitários seguem funcionando, movidos por este espírito de união e de vontade de realizar sonhos. No dicionário, o significado de comunidade é: “conjunto de habitantes de um mesmo Estado ou qualquer grupo social sob um governo comum e irmanados por um mesmo legado cultural e histórico”. Esta é a palavra perfeita para descrever aquilo que se forma a partir dos pré-vestibulares sociais, porque aqueles que passam por estas salas de aula compartilham e carregam, para sempre, um legado de muito esforço, tradição e amor.

(*) Trabalho produzido para a disciplina Reportagem I, do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), sob a orientação dos professores Luan Pazzini Bittencourt e Marcelo Kischinhevsky.

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Lara Mansur

Lara Mansur é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Produz reportagens principalmente nas editorias de política, economia e cidade, temas pelos quais mais se interessa. Atualmente é repórter da Rádio Ufrj e do TJUfrj.

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Lara Mansur é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Produz reportagens principalmente nas editorias de política, economia e cidade, temas pelos quais mais se interessa. Atualmente é repórter da Rádio Ufrj e do TJUfrj.

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