No coração da zona oeste do Rio de Janeiro, está a Vila Kennedy, bairro com mais de 40 mil habitantes, segundo estimativas do Instituto Pereira Passos (IPP). Muitas curiosidades no lugar, apelidado carinhosamente como ‘VK’, ilustram a história do bairro, ligada ao abandono e à ditadura militar. Pelas janelas de muitos ônibus que vão em direção a Vila Kennedy, é possível ver uma estátua da liberdade no meio do bairro, o que pode fazer os passageiros questionarem por qual motivo o símbolo estadunidense estar em uma região periférica da cidade.
O nome Kennedy também se relaciona com a origem da ocupação urbana da Zona Oeste. Mais de seis décadas depois da arrancada desse processo, a região ainda sofre com falta de infraestrutura, serviços muito precários e abandono pelo poder público, os mesmos encontrados pelos moradores vindos de outros pontos do Rio, que lá chegaram na década de 1960.
Leu essa? Remoção, a história secreta de uma barbárie social do Rio
Em 1961, o presidente John F. Kennedy, homenageado no nome dado ao bairro, lançou a Aliança para o Progresso, com o objetivo oficial de promover o desenvolvimento econômico e social em países da América do Sul. No entanto, as motivações mostraram ir além da promoção de benefícios. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos estavam determinados a melhorar as relações com os sul americanos para inibir a ascensão de movimentos comunistas.
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Veja o que já enviamosFoi com um empréstimo do governo estadunidense que Carlos Lacerda, eleito governador do recém-criado Estado da Guanabara em 1960, promoveu a remoção de milhares de moradores de favelas da Zona Sul (do Morro do Pasmado e da Praia do Pinto) e da Zona Norte (Favela do Esqueleto), para o extremo da região oeste da antiga capital. Essas remoções deram origem a bairros como Vila Kennedy, Conjunto Habitacional Dom Jaime Câmara e Vila Aliança, ambos no bairro de Bangu, de onde a VK fazia parte até ser oficializada como bairro em 2017.
O processo de remoções dessas comunidades foi apoiado em um discurso higienista, que classificava as favelas como “aberrações” ou “infestações” que degradam as paisagens das áreas nobres. A população removida já chegou à Zona Oeste cercada de preconceitos. Mais de seis décadas depois, a criação de uma nova Zona Sudoeste no Rio de Janeiro, separando as áreas mais privilegiadas da região das áreas mais empobrecidas, que permaneceram como Zona Oeste, após a nova divisão geográfico, mostra que preconceito, elitismo e abandono ainda fazem parte do cenário dessa parte da cidade.


Visão higienista das favelas
O advogado, diplomata e ensaísta Clodomir Vianna Moog, representante do Brasil na Comissão de Assuntos Sociais da ONU na década de 1960, apresentou argumentações em seu livro “A ONU e os Grandes Problemas Sociais do Nosso Tempo”, que exemplificam como essa visão higienista sobre a favela era pensada pelas instituições.
“A meu ver, reduzido o problema à sua expressão mais simples, são os requisitos de higiene os que predominantemente devem contar o caso. Estabelecê-los é função da OMS (Organização Mundial da Saúde). Uma casa de barro com cobertura de sapé não oferece condições de habitalidade, não porque seja de barro ou horrenda à vista, é onde se aloja o barbeiro, causador do mal de Chagas. O barracão de favela não tem condições de habitalidade, não porque o turista se horroriza de vê-lo pendurado à beira dos precipícios, mas primacialmente porque não tem água e porque não protege o morador contra o frio e a tuberculose, e secundariamente porque fomenta uma promiscuidade anti-social”, escreveu Vianna Moog, já então membro da Academia Brasileira de Letras.
O pensamento, comum à época, era que os problemas da favela eram reduzidos à questão da higiene. Na visão de Vianna Moog, as favelas eram uma “doença que afeta todos os aspectos da cidade”. Essa mesma visão de “promiscuidade anti-social” guiou políticos e instituições responsáveis por conduzir o processo violento das remoções das favelas do Rio de Janeiro.
Pela narrativa criada no governo Carlos Lacerda, os moradores estavam satisfeitos com o processo de remoções. Em entrevista à Rádio Roquette Pinto, em 4 de março de 1962, o governador disse que nenhum outro governante havia tido a coragem de entrar no Esqueleto, e “sobre ela, rasgando-a de ponta a ponta, abrir uma avenida que comunicasse o subúrbio com a Praça da Bandeira”. No discurso de Lacerda, fica evidente que a Zona Oeste foi construída a partir de remoções violentas. No entanto, na mesma entrevista, Lacerda afirmava que o processo foi feito de forma “voluntária, alegre e entusiástica”.
Transportaram os moradores para casas minúsculas, em ruas com chão de barro. Muitas pessoas relataram que tinham que colocar um plástico amarrado no sapato até chegar ao ponto de ônibus ou levar dois sapatos para trocar
A Favela do Esqueleto era localizada na região do Maracanã, onde atualmente está a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O local havia sido projetado para abrigar o Hospital das Clínicas nos anos 1930, que teve suas obras paralisadas. As estruturas de concreto abandonadas deram origem ao nome Esqueleto. Durante a década de 1960, a favela foi desocupada à força e os moradores foram para a Vila Kennedy, a cerca de 35 quilômetros de distância.
Em 2016, a Comissão da Verdade do Rio (CEV-Rio) elaborou um relatório que destaca e reconhece as violações aos direitos humanos nas favelas durante a ditadura militar. O documento revela que mais de 140 mil pessoas foram removidas de seus lares. O processo priorizou áreas de grande interesse imobiliário, como a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Leblon. Nos relatos, os moradores descrevem que eram tratados “como animais”, com pertences jogados em caminhões de lixo e barracos derrubados a marretadas.
“Fomos tirados dessas comunidades [Favela da Praia do Pinto, Ilha das Dragas e Ilha dos Caiçaras] como animais. O governo, a Polícia Militar e a Comlurb iam botando nossas coisas pra cima dos caminhões de lixo, metendo pé de cabra e marreta nos barracos, derrubando”, narra Altair Guimarães, que vivenciou o processo de remoções quando tinha apenas 14 anos, para a Comissão da Verdade do Rio (CEV-Rio).
Além da Vila Kennedy, outros dois sub-bairros da Zona Oeste foram originados a partir do processo de remoções forçadas: o Conjunto Habitacional Dom Jaime Câmara e a Vila Aliança. O primeiro, apelidado de ‘Ap de Bangu’, tem um total de sete mil unidades habitacionais distribuídas em 180 blocos, com cerca de 26 mil moradores, de acordo com dados do Colégio Notarial do Rio (CNB/RJ). O conjuntão foi inaugurado em 1968 durante a gestão do governador Negrão de Lima, sucessor de Carlos Lacerda, que deu continuidade à política de remoções. O local foi considerado o maior conjunto habitacional da América Latina na época de sua inauguração. A população que passou a morar no conjuntão vinha de áreas nobres e valorizadas como Leblon, Lagoa e Maracanã.


A Vila Aliança também nasceu da remoção do Morro do Pasmado (Botafogo), Morro do Pinto (Santo Cristo) e da Favela do Esqueleto (Maracanã). O nome do bairro, inclusive, é uma referência ao programa Aliança Para o Progresso, que financiou as remoções com dinheiro do governo dos Estados Unidos. Fundada em 1961, durante o governo de Carlos Lacerda, a favela atualmente tem 70 mil habitantes, segundo dados da subprefeitura regional.
O Estado removeu mais de 20 mil pessoas de seus territórios com a promessa de empregos, transporte e escolas na Zona Oeste. Contudo, a população encontrou casas sem infraestrutura, com problemas como goteiras e rachaduras, além de não terem água encanada, fazendo com que os moradores precisassem percorrer longas distâncias com baldes na cabeça. Esse modelo foi chamado de “casas-embrião”, habitações com infraestruturas inacabadas entregues a população. Segundo a Companhia Estadual de Habitação (Cehab-RJ), “algumas famílias ingressaram nas unidades enquanto as redes de água e energia não estavam concluídas e ligadas, uma vez que alguns serviços de infraestrutura ainda estavam em andamento”. Contudo, a instituição afirma que essa medida atendia a política habitacional da época e possibilitava a ampliação da propriedade.
Moradora da Vila Kennedy e mestranda em artes visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Clarelis Rodrigues da Silva relata em sua pesquisa sobre a Favela do Esqueleto que esses problemas foram os mais sintomáticos para a população. “Transportaram os moradores para casas minúsculas, em ruas com chão de barro. Muitas pessoas relataram que tinham que colocar um plástico amarrado no sapato até chegar ao ponto de ônibus ou levar dois sapatos para trocar”. A pesquisadora complementa seu ponto de vista dizendo que as casas eram horríveis, insalubres e não tinham saneamento básico.
Sobre a construção e reforma de equipamentos comunitários como praças, creches e quadras, cobrados até hoje pelos moradores, a Cehab-RJ informou que realizou uma reforma no Conjunto Habitacional Dom Jaime Câmara, atendendo os 180 blocos. Segundo o órgão estadual, foram realizados serviços de pintura interna e externa, limpeza de caixa d’água, além de reparos nas instalações elétricas. A Cehab acrescentou ainda que esse trabalho é feito mediante demandas que chegam à companhia, atendendo ao governo do estado. Esses reparos foram feitos em 2022, ano de eleições para governador no Rio de Janeiro, durante a gestão de Cláudio Castro, que estava concorrendo a reeleição. Essa foi a última reforma feita em todo o conjunto, desde então, os prédios estão há quatro anos sem manutenções. Atualmente, o que se observa no conjunto habitacional são prédios com problemas na rede elétrica e infraestrutura, praças com equipamentos quebrados.


Quando a raiz é arrancada: o impacto das remoções nas favelas
As pessoas foram removidas de lugares sem ao menos uma garantia de emprego; moravam perto do trabalho e muitos tinham pequenos comércios de onde tiravam seu sustento. Foram deslocados para a Zona Oeste, a mais de 30 quilômetros da áreas mais centrais da cidade: muitos perderam seus empregos.
Os moradores do Esqueleto, por exemplo, relatam a promessa de vagas para seus filhos estudarem na Uerj, que teria seu campus construído na área da favela. No entanto, a promessa não foi cumprida. O cenário de acesso à educação na Zona Oeste atualmente evidencia isso. A região tem apenas uma instituição superior pública, o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO), aberto em 2005 e atualmente integrado à Uerj.
Desde a criação da Vila Kennedy, com moradores removidos de favelas da Zona Norte e da Zona Sul da cidade, as moradoras buscam constantemente construir soluções coletivas para o desenvolvimento do território, que foi criado para ser um bairro modelo e logo após foi abandonado pelo poder público
A instituição passa ainda por dificuldades. Os estudantes reivindicam a implantação de um campus definitivo, que segue, desde 2022, sem cronograma público de obras, investimentos ou planejamento financeiro. O Conjunto Habitacional Dom Jaime Câmara, por exemplo, revela um cenário educacional na Zona Oeste ainda mais preocupante: a escassez de escolas de ensino médio na região.
O impacto desse cenário se revela através do Índice de Progresso Social (IPS), que apresenta uma média 62,46 para a Zona Oeste, abaixo do índice municipal. Esse contexto faz com que os moradores criem iniciativas com o objetivo de viabilizar o acesso à educação para os moradores. O Instituto Mais por Elas, por exemplo, é uma realização feita por pessoas da Vila Kennedy. Criado em 2012, o instituto oferece cursos voltados ao empreendedorismo, projetos sociais e a promoção da educação básica para mulheres do território. Além disso, também realiza ações de saúde no combate à tuberculose e ao direito de pessoas com deficiência.


Carla Felizardo, uma das pessoas a frente do projeto, diz que a iniciativa é essencial para fortalecer o bairro “Quando uma mulher é fortalecida, toda a família e a comunidade também se fortalecem. Por isso, acreditamos que investir nas mulheres é investir no desenvolvimento social do território”. Entre os desafios enfrentados pela comunidade, a moradora destaca a falta de acesso a oportunidades, potencializada pela distância em relação ao Centro da cidade, além da vulnerabilidade social vivida pelos moradores e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
Felizardo vê a influência do processo de remoções nessas questões. “Desde a criação da Vila Kennedy, com moradores removidos de favelas da Zona Norte e da Zona Sul da cidade, as moradoras buscam constantemente construir soluções coletivas para o desenvolvimento do território, que foi criado para ser um bairro modelo e logo após foi abandonado pelo poder público”.
O Instituto diz reconhecer a existência de iniciativas do Estado no bairro, como o Teatro Mario Lago e parcerias da prefeitura com realizações dos moradores, mas diz que são insuficientes diante das necessidades da população. “Muitas vezes, organizações da sociedade civil acabam assumindo um papel fundamental no atendimento de demandas que deveriam contar com maior apoio e investimento público”, diz Carla Felizardo.
Quando perguntada sobre as áreas que gostaria de ver mais investimentos por parte do poder público, a moradora diz que deseja ver mais incentivo em “educação, qualificação profissional, geração de emprego e renda, saúde mental, cultura, esporte e lazer ou seja em praticamente tudo”. Ela também destaca o combate a violência contra as mulheres, o fortalecimento a iniciativas voltadas a juventude e ao desenvolvimento social do território. Projetos sociais como o Mais Por Elas evidenciam o contexto histórico de abandono enfrentado por bairros da Zona Oeste que foram atravessados pelo processo de remoção e encontram seu fortalecimento nos próprios moradores em meio a ausência do Estado.
Ao entrevistar Clarelis, uma analogia usada para exemplificar o impacto das remoções me chamou atenção: “Você tira totalmente a pessoa de um local onde ela está plantando a sua raiz. Pode ser que aquela planta não floresça, que ela não continue com vida”. Essa comparação sintetiza como as remoções, que construíram a Zona Oeste, afetaram diretamente e negativamente a forma como esse território se desenvolveu. Clarelis fez seu trabalho de conclusão de curso em história da arte sobre a Favela do Esqueleto, contada através das fotografias. A conexão da pesquisadora com o lugar é ancestral, ela cresceu ouvindo as histórias da comunidade por meio das mulheres que a criaram: mãe, avó e tia.
Para ela, o impacto da distância das comunidades que foram originadas através das remoções em relação ao Centro é muito sintomático, já que quanto mais longe, mais esquecido esses lugares se tornam. “Você tem um déficit de empregabilidade, né? Eles deixam as pessoas com uma fragilidade social e também afastam as pessoas da educação, o que pode levar à criminalidade. Isso tudo impacta como o território da Vila Kennedy foi criado”.
Ao conversar com as pessoas que passaram pelo processo de remoções, Clarelis diz que duas palavras foram ditas com mais frequência durante as conversas: raíz e saudade. A pesquisadora relata que a grande maioria das pessoas entrevistadas mencionaram que não queriam ter ido para a Vila Kennedy. A pesquisadora destaca ainda a tentativa, por parte de Carlos Lacerda, governador que liderou o processo, de impor uma narrativa que não condiz com a realidade ao afirmar que os moradores pediam pelo processo de remoção. Há registros de reuniões onde os moradores discutiam sobre o projeto político e cobravam melhorias na Favela do Esqueleto, reforçando suas vozes que foram ignoradas pelo Estado.


Zona Sudoeste: a parte 2 do abandono
O município do Rio de Janeiro passou a contar com mais uma zona de divisão geográfica em 2025: a Zona Sudoeste. A região nasceu da separação entre bairros rotulados como a Zona Oeste “pobre” – composta por bairros como Bangu, Realengo, Campo Grande e também a Vila Kennedy, o Jaime Câmara e a Vila Aliança – e as “primas ricas”, com lugares como Recreio, Barra da Tijuca e Joá. A divisão foi sancionada pelo prefeito Eduardo Paes a partir de um projeto de lei proposto pelo vereador Dr. Gilberto.
O desejo de bairros ricos se desvincularem de bairros mais pobres da Zona Oeste não é novo. Em 1988, foi feito um plebiscito para a Barra da Tijuca e áreas próximas se emanciparem do Rio de Janeiro. O movimento teve Roberto Medina, empresário dono do Rock In Rio, como um dos principais defensores, além de moradores ilustres da região como os atletas Zico e Bernard. Os defensores da separação alegavam abandono administrativo por parte da Prefeitura do Rio e prometiam uma gestão focada em privatizações e infraestrutura local. Esse histórico é similar a nova divisão feita, já que foi utilizada a justificativa de que a criação atende a reivindicações de bairros que buscavam uma identidade própria.
O aspecto de abandono e elitismo na nova divisão fica exposto principalmente ao observar o contraste social entre ambas as áreas. A Zona Sudoeste (Barra, Recreio, Jacarepaguá) possui um Índice de Progresso Social (IPS) de 65,6, superior à média da cidade (64,XX). Já a Zona Oeste (onde ficam Bangu e Senador Camará, por exemplo) tem média de 62,46, abaixo do índice municipal. O contexto histórico de remoções e falta de infraestrutura na Zona Oeste expõe que o abandono surgiu antes da divisão propriamente dita, o que culminou nas desigualdades entre as duas áreas.
Contudo, questionado sobre as críticas em torno da divisão, o vereador dr. Gilberto não reconheceu as críticas vindas da população da Zona Oeste sobre o aspecto de segregação da lei e minimizou as desigualdades entre as duas regiões, declarando apenas que a Zona Oeste “realmente é um nível social um pouquinho menor, de classe média para baixo”. Já a assessora parlamentar do vereador, Rosemary Ribeiro, disse que “quem faz algum tipo de argumento, é porque na verdade não conseguiu entender a lei”.
Além disso, Gilberto acredita que a Zona Sudoeste tem mais problemas de meio ambiente do que a Zona Oeste. No entanto, o histórico mostra que a região nasceu da remoção de pessoas para lugares sem saneamento básico, acesso à água potável e asfalto. Na entrevista sobre os problemas de pobreza e abandono da Zona Oeste, o vereador comentou que o Brasil passa por um momento muito difícil por culpa do programa bolsa família´. “Hoje você não consegue trabalhador, por causa do tal do Bolsa Família. Eu não sei onde é que a gente vai parar”.
A nova delimitação remonta o período das remoções em diversos aspectos. Isso porque a divisão isola ainda mais áreas mais pobres da Zona Oeste, que já sofreram isolamento social geograficamente nos anos 1960. Além disso, parecido com os acontecimentos das remoções forçadas, a divisão pode valorizar ainda mais o custo de vida em áreas como Barra da Tijuca e Recreio, acentuando desigualdades que foram desenvolvidas há mais de 60 anos.
*Esta reportagem é resultado do trabalho final de Sara Trindade, desenvolvido como etapa de conclusão do curso #Colabora com Inclusão e Diversidade 2026, realizado com fomento da Associação Saúva.
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