ODS 1
“Fluxo Azul” mostra a importância de diferentes ecossistemas para manter floresta viva e água abundante


No Canal Curta!, série documental mistura conhecimento científico e sabedoria ancestral para conduzir o espectador em uma jornada ambiental pelos seis biomas brasileiros. Cada um dos seis episódios, apresenta iniciativas voltada à preservação do ciclo hidrológico


Via rios voadores, a chuva que abastece a América do Sul começa na Amazônia. O bioma é o maior sistema florestal e hídrico do planeta, e ainda influencia o clima da Terra. Não é pouca coisa. A relação entre vegetação e água é estreita e simbiótica, criando um ecossistema que se retroalimenta e se espalha por oito países ao redor do Brasil. A Amazônia ocupa um terço da América Latina. A interdependência entre a cobertura vegetal e a manutenção do ciclo da água é o tema da série documental “Fluxo Azul”, que o CanalCurta! e o CurtaOn exibem a partir desse mês de julho.
Leu essa? Livro de fotografia documenta enchentes no Rio Grande do Sul
Após percorrer todos os biomas brasileiros, da Amazônia ao Pampa, passando pela Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal, a equipe da cineasta Adriana Miranda produziu uma série dividida em seis episódios. Cada um deles tem 26 minutos e será exibido sempre as terças-feiras. Cada episódio conta uma história. São eles: “Floresta Viva, Água Protegidas” sobre a Amazônia, “Flores que salvam as águas” sobre a Mata Atlântica, “Tecendo o ciclo: mulheres e água” sobre a Caatinga, “Águas da resistência” sobre o Pampa, “Quilombo das águas” sobre o Cerrado, e “Muito além do espelho d´água” sobre o Pantanal.
Gostando do conteúdo? Nossas notícias também podem chegar no seu e-mail.
Veja o que já enviamosConectando conhecimentos científico e sabedoria ancestral, além da preservação ambiental, “Fluxo Azul” faz um passeio guiado por territórios e comunidades, dando voz a personagens que contam como se relacionam com os ciclos hídricos e cuidam a terra – não à toa, são chamados de guardiões das florestas, como, por exemplo, o povo Arara Karo.
Depois de um pré-lançamento durante a COP30, em Belém (PA), em novembro passado, a série mostra que não existem fontes de água que durem para sempre se não forem recicladas. “Essa reciclagem ocorre naturalmente através do ciclo das águas”, explica Lilian Wickler, uma das entrevistadase pesquisadora da Embrapa. Cada um dos episódios mergulha nos diferentes biomas e mostra como atividades econômicas, como base no manejo sustentável, mantém tradição, conservação do bioma e garante renda para a comunidade.
“A relação entre vegetação e água é muito estreita. É impossível falar de Amazônia se não falar de água”, resume Alexis Bastos, coordenador de projetos RioTerra, outro entrevistado em um dos episódios da série documental. A floresta viva se espalha por 6 milhões de km2 e uma vez por ano, as águas sobem, descem e avançam floresta à dentro – essas áreas são conhecidas como zonas úmidas amazônicas e elas cobrem quase 30% da bacia amazônica, ou seja 2 milhões de km2, e alimentam um ecossistema formado por igarapés, aquíferos e rios voadores.
A Mata Atlântica, por sua vez, reconhecida como Reserva da Biosfera no início dos anos 1990, ganhou um dia no calendário oficial: 27 de maio instituído o Dia Nacional da Mata Atlântica. O bioma, que se espalha pela costa litorânea, passando por 17 estados, guarda uma riqueza incalculável: 270 espécies de mamíferos, 850 aves e 370 anfíbios. “A Mata Atlântica é importante por conta dos serviços ecossistêmicos, especialmente a água que abastece as principais capitais do país”, sintetiza Alexandre Uezu, coordenador do Semeando Água.
Apoie o #Colabora.
Queremos seguir apostando em grandes reportagens, mostrando o Brasil invisível, que se esconde atrás de suas mazelas. Contamos com você para seguir investindo em um jornalismo independente e de qualidade.
Últimas do #Colabora
Relacionadas
Liana Melo
Formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ. Especializada em Economia e Meio Ambiente, trabalhou nos jornais “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “O Dia” e na revista “IstoÉ”. Ganhou o 5º Prêmio Imprensa Embratel com a série de reportagens “Máfia dos fiscais”, publicada pela “IstoÉ”. Tem MBA em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pela Faculdade de Economia da UFRJ. Foi editora do “Blog Verde”, sobre notícias ambientais no jornal “O Globo”, e da revista “Amanhã”, no mesmo jornal – uma publicação semanal sobre sustentabilidade. Atualmente é repórter e editora do Projeto #Colabora.






































