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Por um Dia de Boas Ações para o Rio de Janeiro

Pela segunda vez na cidade, evento que acontece em 75 países é o primeiro passo para quem quer experimentar o voluntariado


Pintar paredes e revitalizar espaços: ações do Dia das Boas Ações em 2016 (Foto Gabriela Mendes/Divulgação)
Pintar paredes e revitalizar espaços: atividades do Dia Mundial das Boas Ações em 2016 (Foto Gabriela Mendes/Divulgação)

Bem que o Rio de Janeiro anda precisando de boas ações. Com violência em alta, atraso no pagamento dos funcionários públicos, governantes na berlinda, Uerj falida, toda a esperança do período pré-olímpico foi soterrada pela avalanche de más notícias. Até o Carnaval que lotou o território carioca teve lá suas tragédias. Mas vem aí um evento que, apesar de não trazer milhares de turistas ou exigir milhões de investimentos em infraestrutura, deixa um legado positivo espalhado por aí: é o Dia Mundial das Boas Ações. Em sua segunda edição na cidade do Rio, esse “dia” tem, na verdade, 48 horas, e está marcado para 1º e 2 de abril.

Organizada pelo Atados, essa festa do bem foi um sucesso no ano passado por aqui, e tem sido assim no mundo todo. O Dia das Boas Ações é realizado, simultaneamente, em 75 países, já impulsionou 14 mil ações e movimentou 1,5 milhão de pessoas. Ano passado, no Brasil, os números não foram menos impressionantes: mais de 40 cidades, 300 ações e 10 mil voluntários. Dá para ver que muita gente foi contagiada pelo lema do Atados: “Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”.

E esse impulso de fazer o mundo melhor não fica por aí. Segundo os organizadores, 60% daqueles que participam de uma ação pontual costumam, depois, se engajar em atividades de voluntariado recorrentes. “As pessoas, às vezes, têm uma barreira para começar que se quebra em eventos como o Dia das Boas Ações. Saem do falar, do reclamar, para fazer porque entram em contato com quem está agindo”, comenta Gabriel Faro, do Atados.

Pronto para agir?

No sábado do fim de semana de boas ações, voluntários vão a campo (Foto Gabriela Mendes/Divulgação)
No sábado do fim de semana das Boas Ações, voluntários vão a campo (Foto Gabriela Mendes/Divulgação)

O final de semana de boas ações é dividido em duas partes. No sábado, dia 1º de abril, ONGs e outros grupos organizados realizam mais de 30 atividades espalhadas pela cidade, com a participação do público. Para escolher do que quer tomar parte e fazer sua inscrição, confira a programação aqui. Ano passado houve limpeza de praias da Baía de Guanabara; plantio de horta e instalação de composteira na Rocinha, mutirões de saúde, pinturas de muros em comunidades carentes, atividades com crianças com deficiência, construção de casas e muito mais.

No domingo, 2 de abril, as ações são concentradas no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, e arredores. São shows variados, como do bloco Terreirada Cearense; e oficinas e outras atividades para crianças; espaços dedicados à educação (com aula de árabe com refugiados do curso Abraço Cultural, oficina de jogos, etc), à sustentabilidade e à discussão sobre feminismo e gênero. Para quem quer se movimentar, haverá aula de ioga, acroyoga, dança circular, entre outros. E quem está à procura de uma ONG para se voluntariar vai poder conversar com muita gente: os projetos mostram seus trabalhos em barraquinhas.

O Projeto #Colabora também estará no Dia Mundial das Boas Ações, no espaço sustentabilidade, com três encontros. Às 12h, a jornalista Ursula Alonso Manso, especializada em gastronomia e criadora da websérie Brasil à mesa, conversa com o chef Rodrigo Tristão, do Zazá Bistrô, sobre Panc – plantas alimentícias não-convencionais. Depois do papo, ele vai levar o público para procurar plantas que servem como alimentos no Parque Garota de Ipanema. Logo em seguida, às 13h, a jornalista Melina Dalboni comanda uma conversa sobre moda e sustentabilidade com a estilista Gabriela Mazepa, criadora do Re-Roupa e professora do do Istituto Europeo Di Design, e com a designer amazonense Maria Oiticica, dona da grife de acessórios sustentáveis que leva o seu nome. Às 16h, o  jornalista Emanuel Alencar, especialista em meio ambiente e autor do livro “Baía de Guanabara, descaso e resistência”, conversa com o fotógrafo italiano Dario Di Dominicis, premiado no Picture Of The Year por seu trabalho com pescadores da baía.  


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