ODS 1
O que são os fenômenos El Niño e La Niña


Fenômenos possuem origem na variação da temperatura do Oceano Pacífico equatorial. Impactos são diferentes conforme e região


Os fenômenos El Niño e La Niña estão cada vez mais em destaque no cotidiano dos brasileiros e das brasileiras. Isso acontece por conta dos impactos no clima de cada região do país. Ambos os fenômenos têm origem na oscilação da temperatura do Oceano Pacífico equatorial, na costa oeste da América do Sul.
O El Niño ocorre quando as águas da porção equatorial do Pacífico registram temperaturas de 0,5°C acima da média por vários meses. No Brasil, o fenômeno causa chuvas acima da média na Região Sul, como ocorreu durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul.
Por outro lado, nas Regiões Norte e Nordeste, o El Niño diminui o volume de chuvas e intensifica secas, a exemplo das secas históricas na Amazônia em 2023 e 2024.
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Veja o que já enviamosO La Niña é o oposto e acontece quando as temperaturas do Oceano Pacífico equatorial ficam em torno de 2 ºC a 4,5 ºC abaixo da média por um período prolongado. No Norte e Nordeste do Brasil, o fenômeno é responsável por trazer mais chuvas. Enquanto isso, na Região Sul, o fenômeno provoca estiagens severas.
Ambos os fenômenos são naturais e acontecem há muito tempo, porém, as mudanças climáticas provocam alterações na sua frequência e intensidade.
Mudanças climáticas
“Agora, estamos tendo fenômenos La Niña e logo depois temos o El Nino: não estamos passando por um período de transição”, aponta Simone Ferraz, professora de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Essa mudança no padrão do clima está diretamente relacionada com o aquecimento global, ou seja, com o aumento da temperatura média do planeta. Isso significa que a exploração humana do planeta também impacta a intensidade de fenômenos como o El Niño e o La Niña.
No caso das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, por exemplo, além do El Niño, diferentes estudos relacionam o volume excessivo de chuvas com as mudanças climáticas. Eventos climáticos estão cada vez mais frequentes e intensos, inclusive, extremos de precipitação e de seca.
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Micael Olegário
Jornalista formado pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Gaúcho de Caibaté, no interior do Rio Grande do Sul. Mestre e doutorando em Comunicação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Escreve sobre temas ligados a questões socioambientais, educação e acessibilidade.






































