Cientistas combatem desinformação sobre vacinas

O biólogo Gabriel Cabral fala dos desafios para a distribuição das vacinas: “o maior desafio é ter todas as vacinas possíveis”

Equipe Halo, grupo de pesquisadores reunidos pela ONU com a participação de sete brasileiros, busca esclarecer dúvidas sobre a vacinação contra covid-19

Por #Colabora | ODS 3 • Publicada em 29 de dezembro de 2020 - 08:36 • Atualizada em 2 de janeiro de 2021 - 10:18

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O biólogo Gabriel Cabral fala dos desafios para a distribuição das vacinas: “o maior desafio é ter todas as vacinas possíveis”

Cientistas reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) estão produzindo conteúdo sobre as vacinas para covid-19 em redes sociais populares como Instagram, TikTok e Twitter para se comunicar com um público mais amplo – e, principalmente, também jovem – de forma direta e didática e combater as fake news difundidas sobre vacinação.

A Equipe Halo, iniciativa global liderada pela ONU e com a participação de outros organismos internacionais tem como objetivo apoiar e celebrar a colaboração científica em busca de vacinas seguras e eficazes. “Halo” significa auréola em português e representa o anel da ciência que circunda a Terra.

Através das redes sociais, os pesquisadores envolvidos no combate ao Sars-Cov-2 mostram seu dia a dia de forma voluntária e publicam vídeos nos quais contam histórias, explicam mais detalhes sobre as pesquisas, respondem perguntas do público, esclarecem boatos e informações incorretas. O #Colabora entra neste mutirão com uma série de vídeos com os cientistas da Equipe Halo falando sobre as vacinas.

O time reúne profissionais de diversos países e conta com a participação de sete brasileiros: Daniela Ferreira, bióloga, com doutora em imunologia, professora e chefe do Departamento de Ciências Clínicas na Liverpool School of Tropical Medicine, no Reino Unido, um dos centros que verificam a eficácia da vacina desenvolvida por Oxford; André Báfica, médico, professor de Imunologia da Universidade Federal de Santa Catarina, diretor regional da Sociedade Brasileira de Imunologia e coordenador da Rede IMUNOVIDa, que tem o intuito de promover novas estratégias para o desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus; Jaqueline Góes de Jesus, biomédica, com doutorado em Patologia Humana, e uma das responsáveis pelo sequenciamento genético do novo coronavírus dos primeiros casos de covid-19 na América Latina; Natalia Pasternak, bióloga com pós doutorado em Microbiologia, pesquisadora no Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas (LDV)da USP e diretora-presidente do Instituto Questão de Ciência; Gustavo Cabral de Miranda, biólogo, com doutorado em Imunologia Cientis e líder da pesquisa de desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, assim como vacinas para chikungunya e zika vírus, no Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP; Rômulo Neris, biofísico, mestre em ciências (Microbiologia) e doutorando em Imunologia e Infecção na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Wasim A. P. Syed, autor dos guias “Fake News e Como Identificá-las” (bit.ly/covidfakemanual) e “Fake News e Vacinas” (bit.ly/provaxinterativo), pesquisador e aluno da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

No primeiro vídeo, o biólogo Gustavo Cabral de Miranda, líder da pesquisa de desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, assim como vacinas para chikungunya e zika vírus, no Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, fala sobre os desafios para a distribuição de vacinas no Brasil.

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