
Lá vai o Brasil, em direção à encruzilhada mais importante de sua história; lá vão os brasileiros, decidir se haverá futuro possível – não lá longe, no tempo apenas imaginado, mas no dia seguinte, quase imediatamente. Está diante de nós a escolha de seguir no desafio de construir uma nação ou reduzir-se a um protetorado de milicianos ultracorruptos, que irão fulminar a democracia, sufocar direitos e liberdades, oprimir e matar opositores, saquear riquezas, sedimentar a impunidade de seus comparsas. Em suma, destruir.
Uma escolha muito fácil.
LEU ESSA? Uma dezena de razões para não votar na extrema-direita
Será a eleição mais importante da história brasileira, não apenas da redemocratização. Opõe o maior líder político que o país já teve, responsável por avanços sociais profundos, contra um aventureiro, herdeiro de um explícito e radical inimigo do estado de direito, gerente do plano de espalhar exclusão, miséria, autoritarismo e violência. Vencer não resolverá os problemas, nem de longe; mas impedirá o Brasil de retroceder irrecuperavelmente.
O alastramento da doença chamada extrema-direita, fenômeno planetário cevado na intolerância e individualismo, se abateu pesadamente sobre a América do Sul há alguns anos, após infestar Europa, Ásia e EUA. A força popular única de Luiz Inácio Lula da Silva impediu a reeleição de Jair Bolsonaro, quatro anos atrás, mas não estancou a articulação das forças multinacionais em torno do conservadorismo patológico, cruel e intolerante. Nele, o oponente do petista pega carona.
Como bem observou Milly Lacombe (que não erra nunca), o postulante de oposição é transparente em suas vilanias. Assume sem rodeios que vai atirar o Brasil nas trevas, num projeto transversal devastador, do qual não escapará qualquer setor. Como escreveram o Estadão e o Intercept – extremos do espectro ideológico da mídia –, com ele, as milícias ocuparão o cargo mais alto da nação. Ato contínuo, o país será saqueado de maneira inclemente pela quadrilha que cerca o candidato.
Um tempo de perversidade se abaterá sobre o Brasil caso o direitista se aposse do Planalto. Amazônia? Esquece. Reservas hídricas? Já era. SUS, Bolsa Família e outros programas sociais? Página virada. Riquezas, como petróleo e terras raras? Fim. Leis trabalhistas? Revogadas. Assim, não se trata de mera preferência sobre este ou aquele nome, e sim da escolha entre democracia e barbárie, civilidade e destruição, paz e brutalidade, tolerância e morte.
Para além do bando que o cerca, o candidato carrega, como aliados, imperialistas como Donald Trump e interessados em controlar nossa sociedade, como as Big Techs. Tem ainda o auxílio de ministros do Supremo Tribunal Federal, sabujos desavergonhados do projeto de poder da extrema-direita. Quase todo o baronato do capitalismo local se engaja, mas aí notícia velha: esses nunca estiveram do lado certo. Defenderam a escravidão, a concentração de riqueza, o arbítrio, o retrocesso social, a anulação da cidadania dos vulneráveis e maldades afins.
Tragicamente, uma destruição será inevitável: o voto precisa ser a favor de Lula, mas será, sobretudo, contra o outro, reflexo do ambiente de ódio, criado pela ascensão da súcia ultraconservadora. Exercer o mais nobre ato democrático sob tais parâmetros torna-se triste – mas é o que tem para hoje. Agora é rntrar na cabine, escolher o 1 e o 3, sorrir para o senhorzinho de chapéu que aparecerá na tela da urna eletrônica, apertar o CONFIRMA e ouvir o tilintar da democracia, pequena e grande trilha sonora da salvação do Brasil.
Escolha – nunca será demais repetir – muito fácil.
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