Ângela e Willman: aos 67 e 72 anos, casal sonha com casamento

Morando em pequena cidade do interior de SP, Ângela e Willman completaram 23 anos de união no início do ano e garantem ser 'tortura' uma viver sem a outra.

Por Yuri Fernandes | ODS 16 • Publicada em 11 de junho de 2019 - 09:00 • Atualizada em 3 de março de 2020 - 18:04

Foto: Pedro Vianna

Foto: Pedro Vianna

Morando em pequena cidade do interior de SP, Ângela e Willman completaram 23 anos de união no início do ano e garantem ser 'tortura' uma viver sem a outra.

Por Yuri Fernandes | ODS 16 • Publicada em 11 de junho de 2019 - 09:00 • Atualizada em 3 de março de 2020 - 18:04

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É na pequena Luiziânia, cidade do interior de São Paulo com pouco mais de cinco mil habitantes, que Ângela Fontes e Willman Defacio vivem juntas. A relação das aposentadas começou há 23 anos durante as trocas de plantões do hospital onde trabalhavam, na capital paulista. De lá para cá, muitas histórias e viagens compartilhadas, reveladas em alguns álbuns de fotografia pela casa. E um desejo mútuo prestes a se concretizar: o casamento.

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Jogar baralho e ir à missa aos domingos estão entre as atividades preferidas do casal. Para Ângela, de 67 anos, uma tarefa quase impossível é ficar longe da amada. “Cinco dias pra mim é uma tortura. O resto da minha vida eu quero continuar do lado dela”, declara-se. Sentimento que, certamente, é recíproco. “Tudo o que eu não tive, ela representa para mim”, diz Willman, de 67.

As duas são as estrelas do primeiro episódio da segunda temporada da série LGBT+60: Corpos que Resistem, agora mais romântica. Assista ao vídeo acima e conheça mais sobre o casal que por onde passa, deixa uma mensagem de respeito e tolerância.

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Yuri Fernandes

Yuri Fernandes é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora e roteirista pela Academia Internacional de Cinema. Já trabalhou nas redações do Bom Dia Brasil, Fantástico e EGO. Em 2017, passa a fazer parte do time do Projeto #Colabora e do #Colabora Marcas, agência de branded content. No ano seguinte, lança a websérie “LGBT+60: Corpos que Resistem”, com depoimentos de idosos LGBT+. O projeto alcança mais de 1 milhão de views no Youtube, é exibido em diversos seminários e festivais, e vence o Prêmio Longevidade Bradesco Seguros, em 2019. No mesmo ano, Yuri Fernandes também é laureado com o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, com a série “Sem Direitos: o rosto da exclusão social no Brasil”. Por meio do jornalismo humanizado, busca ecoar vozes de minorias sociais, sobretudo, da comunidade LGBT+.

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