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Claudio Vladimir sobre Vigário Geral: ‘A única coisa que evoluiu foi o polo comercial da Praça Dois’

Vigário Geral e a chacina na visão de dez moradores


Claudio Vladimir, 29 anos, auxiliar de serviços gerais (Foto: Juliana Nascimento)
Claudio Vladimir, 29 anos, auxiliar de serviços gerais (Foto: Juliana Nascimento)

“Eu tenho 29 anos, e moro aqui desde que eu nasci. Aqui eu não tenho expectativa, em Vigário Geral não muda nada. Olho pro lado e não vejo mudança. A única coisa que evoluiu foi o polo comercial da Praça Dois. Em Parada de Lucas, as ruas têm a história do mártir que dá nome a rua na placa, em Vigário Geral, nem isso tem. Eu acho que aqui nunca vai ter um posto policial e nem posto médico. Não sei se uma delegacia resolveria 100% do problema porque tem lugares com UPP que não resolve nada, mas já seria uma ajuda. Há 20 anos, Vigário Geral era mais perigoso e mal visto do que agora. O meu maior sonho é arrumar um emprego. Eu estou parado há mais de um ano. Eu tenho um curso de garçom, mas nunca consegui trabalhar nessa área. Trabalhei como auxiliar de serviços gerais e estou procurando isso.

Quando aconteceu a chacina, em 1993, eu era molequinho e lembro até hoje. Isso marcou o bairro. Aqui todo mundo tem uma coisa pra contar. Depois, em 1997, teve um incêndio na fábrica Duloren que também repercutiu internacionalmente. Até a chacina fazer 10 anos, as pessoas lembravam muito, a imprensa, e o AfroReggae fazia um evento para lembrar dos 21 mortos. Vai completar 25 anos e já caiu há muito tempo no esquecimento. O bairro está abandonado, assim como essa história”.


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