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A emergência climática em oito alertas

Relatório anual da Organização Mundial de Meteorologia afirma que esta década foi a mais quente já registrada no planeta


Bloco de gelo derrete na Groenlândia durante verão no Hemisfério: relatório aponta década como a mais quente já registrada (Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP)
Bloco de gelo derrete na Groenlândia durante verão no Hemisfério: relatório aponta década como a mais quente já registrada (Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP)

Relatório anual da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), divulgado nesta terça (03/12) durante a 25ª edição da Cúpula do Clima da ONU (COP 25) , afirma que é praticamente certo que a última década foi a mais quente desde que há registros. “Ondas de calor e enchentes que costumavam ocorrer uma vez por século estão se tornando cada vez mais regulares”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

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A avaliação anual do estado do clima da Terra expôs o que está em jogo na cúpula climática em Madri que tem o objetivo de melhorar o Acordo de Paris de 2015 para travar o aquecimento global e suas consequências catastróficas.“Países desde as Bahamas ao Japão, passando por Moçambique, sofreram os efeitos de ciclones tropicais devastadores. Incêndios florestais espalharam-se pelo Ártico e pela Austrália”, acrescentou Taalas.

“Não estamos em lugar algum perto da rota de alcançar as metas do Acordo de Paris”, afirmou o secretário-geral da OMM, ao apresentar os dados durante a COP25. “Se não tomarmos providências urgentes pelo clima agora, estaremos rumando para um aumento de temperatura de mais de três graus até o final do século,” destacou Petteri Taalas.

São essas os oito principais alertas do relatório da OMM:

1. As temperaturas médias para períodos de cinco (2015-19) e dez anos (2010-19) são muito provavelmente as mais elevadas desde que há registos;

2. O ano de 2019 está em vias de ser o segundo ou o terceiro mais quente;

3. A água do mar é hoje 26% mais ácida do que no início da era industrial, danificando os ecossistemas marinhos;

4. Os bancos de gelo no Ártico aproximaram-se de um mínimo histórico em setembro e outubro, e a Antártica também registou quebras recorde este ano;

5. As alterações climáticas são um factor crucial para a subida da fome global após uma década de redução contínua, com mais de 820 milhões de pessoas a sofrer escassez alimentar em 2018;

6. Os desastres meteorológicos desalojaram milhões de pessoas este ano e afetaram a evolução das chuvas na Índia, no norte da Rússia e no centro dos Estados Unidos, entre outras regiões;

7. A subida da temperatura dos mares – conhecida como “ondas de calor marinhas”, responsáveis por devastar a vida subaquática – também se tornou mais comum;

8. A concentração de CO2 na atmosfera bateu o recorde de 408.7 partes por milhão em 2018 e continuou a subir em 2019.

 


Escrito por Oscar Valporto

Oscar Valporto é carioca e jornalista – carioca de mar e bar, de samba e futebol; jornalista, desde 1981, no Jornal do Brasil, O Globo, O Dia, no Governo do Rio, no Viva Rio, no Comitê Olímpico Brasileiro. Está de volta ao Rio após oito anos no Correio* (Salvador, Bahia), onde foi editor executivo e editor-chefe. É criador da página no Facebook #RioéRua, onde publica crônicas sobre suas andanças pela cidade.

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