Rio de Janeiro comemora 461 anos com mais idosos do que jovens

Antiga capital é o 12º município mais feminino do país, com 86,6 homens para cada 100 mulheres; envelhecimento da população traz desafios e oportunidades

Por José Eustáquio Diniz Alves | ODS 11
Publicada em 23 de fevereiro de 2026 - 09:15  -  Atualizada em 23 de fevereiro de 2026 - 09:58
Tempo de leitura: 17 min

Caminhada em defesa da pessoa idosa na orla de Copacabana: no último censo, pela primeira vez, o percentual de idosos superou o percentual de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil – 27/10/2019)

O município do Rio de Janeiro completa 461 anos em 1º de março de 2026. Com uma área aproximada de 1.200 km² e densidade demográfica de 5.175 habitantes por km², a cidade é atualmente a segunda mais populosa do país. Destaca-se também por apresentar uma das maiores proporções de mulheres e por possuir uma das estruturas etárias mais envelhecidas entre as cidades com mais de 100 mil habitantes.

O nome da cidade está associado à expedição portuguesa que chegou à Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502, tradicionalmente atribuída ao navegador Gaspar de Lemos. Ao se depararem com a vasta entrada de água cercada por montanhas, os exploradores acreditaram tratar-se da foz de um grande rio. Por ter sido avistada no primeiro dia do ano, a região recebeu o nome de Rio de Janeiro. Ironicamente, a atual capital fluminense, ao contrário de outras grandes metrópoles mundiais, não se desenvolveu às margens de um grande rio e, ao longo de sua história, enfrentou recorrentes problemas de abastecimento de água potável e escassez hídrica.

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Após esse reconhecimento inicial, os portugueses mantiveram presença pouco efetiva na área por várias décadas. Em 1º de novembro de 1555, os franceses, liderados por Nicolas Durand de Villegagnon, fundaram a chamada França Antártica, estabelecendo-se em uma ilha da baía então conhecida como Ilha de Sergipe. Villegagnon que foi colega de João Calvino, na Universidade de Paris, na década de 1530, pretendia criar uma colônia francesa que também pudesse servir de refúgio para os protestantes (huguenotes), em meio às crescentes tensões religiosas na França.

Para expulsar os franceses e assegurar a hegemonia católica na região, a Coroa portuguesa enviou Estácio de Sá, sobrinho do então governador-geral Mem de Sá. Ele aportou em uma estreita faixa de terra entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar e, em 1º de março de 1565, fundou a cidade com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em 1567, após intensos confrontos, os franceses foram definitivamente expulsos da região.

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Dois séculos depois, em 1763, a cidade do Rio de Janeiro passou a sediar a capital do Brasil Colônia e, em 1808, com a fuga da Família Real de Portugal e a vinda para o Brasil, foi elevada à condição de capital do Império português. Em 1834, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se Município Neutro e, no ano seguinte, Niterói tornou-se a capital da Província do Rio de Janeiro.

Com o advento da República, em 1889, a cidade do Rio de Janeiro passou à condição de Distrito Federal e a cidade de Niterói passou à condição de capital do Estado do Rio de Janeiro. Em 1960, com a transferência da capital federal para Brasília, a cidade do Rio se transformou em Estado da Guanabara. Em 1975, o atual Estado do Rio de Janeiro assumiu as suas feições atuais, quando se deu a fusão dos Estados da Guanabara e o Estado do Rio de Janeiro. A antiga capital federal passou a ser a sede administrativa e política do Estado Fluminense, em substituição à cidade de Niterói.

A cidade do Rio de Janeiro era o município mais populoso do Brasil em 1872 (quando foi realizado o primeiro censo demográfico do país), com 275 mil  habitantes, bem maior do que a cidade de São Paulo que tinha apenas 31 mil habitantes em 1872. No início da República, a população carioca era de 523 mil habitantes. Em 1900, passou  para 811 mil habitantes. Em 1950, deu um salto para 2,4 milhões de habitantes e continuava sendo a maior cidade do país. Mas em 1960, embora chegando a 3,3 milhões de habitantes, foi ultrapassada pela cidade de São Paulo.

Mesmo perdendo o status de Capital Federal, a cidade do Rio de Janeiro chegou a 4,3 milhões de habitantes em 1970 e subiu para 6,3 milhões de habitantes em 2010. O censo demográfico 2022, indicou uma população um pouco menor, com 6,2 milhões de habitantes. Porém, o censo  2022 teve uma alta falha de cobertura no tamanho da população e o próprio IBGE apresentou uma estimativa de 6,7 milhões de habitantes em 2024, conforme mostra o gráfico abaixo.

O município do Rio de Janeiro concentrava 2,8% da população brasileira em 1872, alcançou seu pico relativo em 1960, com 4,7%, e recuou para 3,1% em 2022. Até meados do século XX, a população carioca crescia em ritmo acelerado e apresentava uma estrutura etária predominantemente jovem.

A partir de 1960, contudo, com o avanço da transição demográfica, o crescimento populacional perdeu dinamismo e a composição etária passou a envelhecer de forma contínua e progressiva, enquanto a cidade se tornava 100% urbana.

Gráfico com a população da cidade do Rio de Janeiro: 1872-2024
População da cidade do Rio de Janeiro: 1872-2024

O gráfico a seguir apresenta a evolução do Índice de Envelhecimento (IE) para o mundo, o Brasil, o estado do Rio de Janeiro e o município do Rio de Janeiro entre 1970 e 2022. Em 1970, havia no mundo apenas 21,7 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. No Brasil e no estado do Rio de Janeiro, o IE situava-se em torno de 12 idosos para cada 100 jovens, evidenciando uma estrutura etária ainda bastante jovem. Já no município do Rio de Janeiro, o índice era significativamente mais elevado, alcançando 25,1 idosos para cada 100 jovens.

No século XXI, o processo de envelhecimento se intensificou. O IE do Brasil ultrapassou a média mundial, atingindo 80 idosos para cada 100 jovens em 2022. No estado do Rio de Janeiro, o índice chegou a 106, enquanto no município do Rio de Janeiro alcançou 121,4 idosos para cada 100 jovens, indicando que já há mais pessoas idosas do que crianças e adolescentes na capital fluminense.

Índice de Envelhecimento (IE): mundo, Brasil, estado RJ e cidade do Rio de Janeiro
Índice de Envelhecimento (IE): mundo, Brasil, estado RJ e cidade do Rio de Janeiro

Desta forma, pela primeira vez em cerca de 500 anos de história, o Rio de Janeiro apresentou mais idosos do que jovens em 2022. A mudança da estrutura etária é um fenômeno que atinge todo o território nacional, mas em diferentes ritmos de acordo com a escala geográfica. No topo da lista do envelhecimento, em 2022, estão alguns municípios pequenos e predominantemente rurais, especialmente do Rio Grande do Sul, como as cidades de Santa Tereza (1.500 habitantes e IE de 361 idosos para cada 100 jovens) e Coqueiro Baixo (1.290 habitantes e IE de 359 idosos para cada 100 jovens).

Mas considerando as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes (geralmente com maior taxa de urbanização) a liderança é da cidade de Santos com um IE de 175,7 idosos de 60 anos e mais para cada 100 jovens. A seguir aparecem Niterói (RJ) com 163,4  e São Caetano do Sul (SP) com 158,8 idosos para cada 100 jovens. A tabela abaixo mostra o Índice de Envelhecimento dos 15 municípios com mais de 100 mil habitantes do país, com as maiores mudanças na estrutura etária.

A cidade do Rio de Janeiro aparece em 15º lugar com IE de 121,4 idosos para cada 100 jovens de 0—14 anos. Para efeito de comparação, a cidade de São Paulo aparece em 64º lugar entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com IE de 103,6 idosos 60+ para cada 100 jovens de 0—14 anos, em 2022.

Índice de Envelhecimento/2022: Brasil e cidades com mais de 100 mil habitantes (Fonte: IBGE)
Índice de Envelhecimento/2022: Brasil e cidades com mais de 100 mil habitantes (Fonte: IBGE)

O gráfico abaixo mostra a pirâmide etária brasileira (colunas cinzas no fundo) e a pirâmide etária da cidade do Rio de Janeiro (parte colorida e sobreposta), em 2022. Nota-se que abaixo dos 50 anos existe maior proporção de jovens no Brasil, enquanto acima de 50 anos há mais idosos no Rio do que em nível nacional. Portanto, a pirâmide etária carioca é bem mais envelhecida, em especial, no lado feminino. A “cidade maravilhosa” é o 12º município mais feminino do país, com uma razão de sexo de 86,6 homens para cada 100 mulheres.

Pirâmide etária 2022: Brasil e Rio de Janeiro (Fonte: IBGE)
Pirâmide etária 2022: Brasil e Rio de Janeiro (Fonte: IBGE)

O gráfico abaixo mostra que o percentual da população carioca de 0-14 anos já vem diminuindo desde 1991, caindo quase pela metade, de 30,2% em 1970 para 16,6% em 2022. No último censo, pela primeira vez, o percentual de idosos superou o percentual de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro. A população de 15-59 anos subiu de 61,9% em 1970 para 65,7% em 2010 e caiu para 63,2% em 2022. Portanto, a população considerada em idade ativa já vem diminuindo, enquanto a população idosa (60+) passou de 7,6% em 1970 para 20,2% em 2022.

População por grupos etários e percentagem na cidade do Rio de Janeiro: 1970-2022 (Fonte: IBGE)
População por grupos etários e percentagem na cidade do Rio de Janeiro: 1970-2022 (Fonte: IBGE)

Portanto, a cidade do Rio de Janeiro já possui mais idosos (60+) do que jovens de 0-14 anos e a população considerada em idade ativa já está diminuindo em termos absoluto e relativo. Essa configuração demográfica traz desafios, mas também oportunidades.

Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional do Rio de Janeiro

O maior receio advém da “armadilha fiscal geriátrica”. Todavia, o aumento da expectativa de vida é uma vitória extraordinária sobre as altas taxas de mortalidade precoce e a queda nas taxas de fecundidade representa a maior mudança de comportamento de massa na história da humanidade. Desta forma, o envelhecimento populacional pode ser considerado uma conquista civilizacional.

Como mostrei no artigo “Santos comemora 480 anos: cidade mais feminina e uma das mais envelhecidas do Brasil”, publicado aqui no # Colabora (Alves, 26/01/2026) o principal desafio do envelhecimento populacional é o fim do 1º bônus demográfico, pois o número e a proporção de pessoas de 15 a 59 anos já está diminuindo e este fato pode se desdobrar em uma crise fiscal se o país e as cidades continuarem a pensar a relação entre as gerações de maneira fixa. O antigo roteiro de vida com jovens estudando, adultos trabalhando e idosos aposentados perde força diante de uma população que vive mais e deseja continuar ativa, produtiva, colaborativa e integrada.

Indubitavelmente, apesar dos desafios, há novas oportunidade de progresso. O 2º bônus demográfico – ou bônus da produtividade – é um evento capaz de gerar frutos indefinidamente se houver investimentos na educação, na saúde, na infraestrutura que possibilite aos trabalhadores produzirem mais bens e serviços com menos insumos humanos e ambientais. O 3º bônus demográfico – ou bônus da longevidade – que se refere ao potencial econômico, social e institucional que emerge quando uma sociedade passa a ter maior proporção de pessoas idosas, sobretudo em contextos de maior expectativa de vida saudável.

Uma sociedade envelhecida não está condenada ao declínio. O 2º e o 3º bônus demográficos mostram que, com políticas adequadas, a longevidade pode ampliar a produtividade (via experiência e capital humano), a inovação (novos mercados e tecnologias) e a coesão social (mais tempo de contribuição cívica e cultural). A Economia Prateada será a alternativa do futuro.

Aproveitar as oportunidades dessa nova conjuntura demográfica e ao mesmo tempo garantir dignidade, inclusão e autonomia aos idosos  envolve uma abordagem multidimensional e uma atuação no âmbito local. Uma estratégia-chave para transformar o Rio de Janeiro em uma Cidade Amiga da Pessoa Idosa, alinhada às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), envolve:

    • Infraestrutura Urbana Inclusiva: a) Ampliar calçadas acessíveis, rampas, sinalização sonora, ônibus com piso baixo e prioridade real no transporte público. Integrar o sistema de transporte com pontos de descanso e banheiros públicos adaptados; b) Parques, praças e centros culturais devem ser projetados com bancos, sombra, iluminação adequada e pisos antiderrapantes e c) Incentivar a adaptação de moradias (ex.: eliminação de degraus, barras de apoio) e promover habitação intergeracional ou coletiva voltada para idosos.
    • Saúde e Cuidado Integral: a) Fortalecer a Atenção Primária à Saúde com equipes treinadas em geriatria e gerontologia; b) Expandir programas de prevenção de quedas, vacinação, saúde mental e cuidados paliativos e c) Criar redes de cuidado domiciliar e telemedicina para idosos com mobilidade reduzida.
    • Participação Social e Cidadania: a) Garantir representação de idosos em conselhos municipais e fóruns de planejamento urbano; b) Promover atividades culturais, esportivas e educacionais voltadas para todas as idades, evitando a segregação etária e c) Combater o etarismo por meio de campanhas educativas nas escolas e na mídia.
    • Governança e Políticas Públicas Integradas: a) Adotar o Plano Municipal do Idoso com metas claras, orçamento vinculado e monitoramento participativo; b) Alinhar ações com a Rede de Cidades Amigas da OMS, da qual o Rio já é signatário desde 2019 e c) Usar dados desagregados por idade, gênero e território para orientar investimentos (ex.: zonas com maior concentração de idosos vulneráveis).
    • Oportunidades Únicas do Rio: a) A cidade pode se posicionar como destino amigável para idosos nacionais e internacionais, com roteiros acessíveis e serviços especializados; b) Projetos como “Carioca da Gema” ou “Feira de São Cristóvão” podem integrar programações intergeracionais e c) Aplicativos de mobilidade, segurança e saúde podem ser codesenvolvidos com idosos, garantindo usabilidade real.
    • Economia Prateada: a) Estimular negócios inclusivos: turismo adaptado, moda funcional, tecnologia assistiva, serviços de cuidado; b) Apoiar empreendedores seniores e criar incubadoras voltadas para soluções inovadoras para o envelhecimento ativo e c) Qualificar profissionais para atender à demanda crescente por serviços especializados (ex.: cuidadores, arquitetos acessíveis).
    • Transformar o envelhecimento em uma oportunidade, superando os desafios, exige visão de longo prazo, colaboração entre setores e, sobretudo, colocar a pessoa idosa no centro das decisões.

O Rio tem potencial para se tornar referência nacional nesse campo, combinando sua vocação humana com inovação urbana.A cidade do Rio de Janeiro, além da transição demográfica, também está vivenciando uma transição religiosa, com redução do percentual das filiações católicas e aumento das filiações evangélicas, de outras religiões e das pessoas que se autodeclararam sem religião. O cenário religioso está ficando cada vez mais plural. Em 1991, havia apenas 15 evangélicos para cada 100 católicos, mas esta razão aumentou para 29 em 2000, para 50 em 2010 e chegou a 58 evangélicos para cada 100 católicos em 2022. As projeções indicam que os evangélicos devem ultrapassar os católicos antes do quincentenário da cidade.

O Rio de Janeiro celebrará 500 anos em menos de quatro décadas. Ao longo da maior parte desses quase cinco séculos, foi uma cidade marcadamente jovem e majoritariamente católica. Hoje, porém, a estrutura etária se inverte: a população com 60 anos ou mais já supera o contingente de 0 a 14 anos, e as projeções indicam que, em 2065, poderá haver mais de três idosos para cada jovem. Paralelamente, cresce a probabilidade de que os evangélicos se tornem o maior grupo religioso antes dessa mesma data.

Se o fundador da França Antártica, Nicolas de Villegagnon, pudesse observar a região no século XXI, dificilmente imaginaria que a cidade do Rio de Janeiro passaria por transformações demográficas e religiosas tão profundas — tornando-se simultaneamente mais envelhecida, menos católica e mais plural.

Referências:

ALVES, JED. As lições do Japão para lidar com o envelhecimento populacional, # Colabora, 28/10/2024

https://projetocolabora.com.br/ods11/as-licoes-do-japao-para-lidar-com-o-envelhecimento-populacional/

ALVES, JED. Como lidar com o acelerado envelhecimento populacional do Brasil?  # Colabora, 08/09/25

https://projetocolabora.com.br/ods10/idosos-o-acelerado-envelhecimento-populacional-do-brasil/

ALVES, JED. Santos comemora 480 anos: cidade mais feminina e uma das mais envelhecidas do Brasil, # Colabora, 26/01/2026

https://projetocolabora.com.br/ods11/santos-480-anos-a-cidade-mais-feminina-do-brasil-e-uma-das-mais-envelhecidas/

ALVES, JED. A transição religiosa na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, # Colabora, 14/07/2025

https://projetocolabora.com.br/ods11/avanco-evangelico-a-transicao-religiosa-na-regiao-metropolitana-do-rio-de-janeiro/

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José Eustáquio Diniz Alves

José Eustáquio Diniz Alves é sociólogo, mestre em economia, doutor em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG), pesquisador aposentado do IBGE, colaborador do Projeto #Colabora e autor do livro "ALVES, JED. Demografia e Economia nos 200 anos da Independência do Brasil e cenários para o século" (com a colaboração de F. Galiza), editado pela Escola de Negócios e Seguro, Rio de Janeiro, 2022.

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