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Economia circular: alternativa para não esgotar os recursos do planeta

De acordo com o pensamento circular, tudo, quando chega ao fim, pode e deve voltar ao começo. Também entram no ciclo o compartilhamento de bens e a regeneração da natureza

© by (Foto: Zô Guimarães)

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(Reportagem publicada originalmente no Coca-Cola Journey

Somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta e, segundo estimativas da ONU, chegaremos a 9,8 bilhões em 2050. Um dos principais desafios que nós, humanos, temos pela frente é alcançar o desenvolvimento econômico sustentável, extraindo menos recursos da natureza e reduzindo a produção de resíduos, sem deixar de gerar qualidade de vida. Para o coordenador e professor de moda do “Istituto Europeo de Design do Rio de Janeiro (IED)”, André Carvalhal, isso só será possível quando começarmos a abandonar o modelo linear de produção representado pelo ciclo extração-fabricação-uso-descarte e adotarmos o conceito de economia circular.

“De acordo com o pensamento circular, tudo, quando chega ao fim, pode e deve voltar ao começo. Você começa o processo já sabendo exatamente o que vai fazer quando acabar”, explicou Carvalhal, convidado da Coca-Cola Brasil para conversar sobre consumo consciente com uma plateia formada ligada a questões socioambientais durante a segunda edição do festival Picnic Brasil, a versão nacional do maior evento de inovação europeu, no começo de novembro, no Jockey Club Brasileiro.

André Carvalhal é coordenador e professor de moda do ‘Istituto Europeo de Design do Rio de Janeiro’ (IED) (Foto: Zô Guimarães)

Mas, afinal, o que é economia circular?

O conceito é baseado na extensão de vida útil dos bens (produtos), intensificando o seu uso e incluindo sua reutilização. Sua função pode ou não ser alterada pós-uso  — o que pode envolver sua resignificação. Também entram no “ciclo” o compartilhamento de bens e a regeneração da natureza. Dessa forma, a produção a partir de “materiais virgens” seria reduzida. E o que isso representa? Diluir a chamada “pegada ambiental”, minimizando o uso de energia e reduzindo também as emissões dos gases do efeito estufa.

André Carvalhal, professor de moda, foi o convidado da Coca-Cola Brasil para conversar sobre consumo consciente na segunda edição do festival Picnic Brasil (Foto: Zô Guimarães)
André Carvalhal, professor de moda, foi o convidado da Coca-Cola Brasil para conversar sobre consumo consciente na segunda edição do festival Picnic Brasil (Foto: Zô Guimarães)

O que é preciso mudar?

“Para isso são necessários quatro Rs: repensar sistemas, redesenhar a produção, reavaliar a produção e reconsiderar a vida. O que a The Coca-Cola Company está fazendo globalmente é um bom exemplo. A meta é ajudar a coletar e reciclar o equivalente a 100% das embalagens que coloca na rua até 2030 — o que está levando a empresa a grandes alterações em seu modo de operar e pensar”, observa Carvalhal.

Isso levou a uma mudança completa de “mindset”, ou seja, de mentalidade. Por exemplo, para otimizar a produção de embalagens retornáveis, uma forte aliada na redução de emissão de carbono e na não geração de resíduos, a Coca-Cola Brasil modificou o design de todas as garrafas retornáveis de PET de suas marcas de refrigerantes e passou a comercializá-las em um único formato, criando uma garrafa retornável universal.

De acordo com o pensamento circular, tudo, quando chega ao fim, pode e deve voltar ao começo. Você começa o processo já sabendo exatamente o que vai fazer quando acabar — André Carvalhal, professor de moda

Em seu recém-lançado livro “Viva o fim: almanaque de um novo mundo”, Carvalhal convida o leitor a aproveitar o fim do que conhecemos para criar uma nova maneira de viver e de enxergar o mundo.

Novas formas de viver

E se os cidadãos são instigados a refletir sobre novas formas de viver e pensar, as empresas são estimuladas a criar novas formas de conduzir seus negócios. Em 2017, a Coca-Cola Brasil e a Ambev já tinham unido forças e investimentos em um programa conjunto de reciclagem, o Reciclar pelo Brasil, que acaba de receber a adesão de Nestlé Brasil e Vigor. Assim, as concorrentes, que já apoiavam cooperativas de catadores há mais de dez anos, potencializaram essas iniciativas. Trabalhar lado a lado com a concorrência por uma causa maior é uma dessas transformações no tal “modus operandi” que pode levar a resultados animadores.

O Picnic foi criado na Holanda em 2006. No Brasil está em sua segunda edição e teve a Coca-Cola Brasil foi patrocinadora do evento (Foto: Zô Guimarães)
O Picnic foi criado na Holanda em 2006. No Brasil está em sua segunda edição e teve a Coca-Cola Brasil foi patrocinadora do evento (Foto: Zô Guimarães)

Sem desperdícios

Mas para que a economia circular funcione, não basta promover a gestão de resíduos. Manter os recursos em uso pelo maior tempo possível é um dos objetivos principais do novo conceito, assim como redesenhar a produção para minimizar sua disposição, usá-los da maneira mais eficiente possível e regenerar os materiais em todo o seu ciclo de vida útil. Trata-se de um modelo que não exige apenas mudanças técnicas, mas requer alterações profundas em nosso comportamento.

Atualmente, o fato de a demanda ser muito maior que a oferta gera um imenso desperdício no final do processo produtivo. Em 2017, apenas no Brasil, foram produzidas 78 milhões de toneladas de lixo. “Isso é fruto do nosso pensamento linear. De tudo que é produzido, só um terço é vendido”, afirma Carvalhal, citando dado da MacArthur Foundation.

O Picnic, maior evento de inovação, criatividade e tecnologia da Europa, foi criado na Holanda em 2006. No Brasil está em sua segunda edição. Neste ano, a Coca-ColaBrasil foi patrocinadora do evento.

 

COCA-COLA BRASIL

 

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Escrito por Jefferson Lessa

É jornalista formado pela PUC Rio e moldado pelas cidades que conheceu. No começo dos anos 1990, trabalhou na Revista Domingo, do Jornal do Brasil. Foi crítico de cinema e teatro em O Globo, onde escreveu por doze anos a coluna Pé-Limpo, sobre bares “arrumadinhos”, no caderno Rio Show. Trabalhou na revista Veja Rio e nos canais Telecine. É um ser essencialmente urbano. Carioca, ama a cidade onde nasceu, mas quando é preciso falar sério sobre o Rio não passa a mão na cabeça nem dá colher de chá.

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