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Artistas em movimento

A poesia marginal e marginalizada de quem alegra a vida dos que passam


Eles chegam para desconstruir o ambiente, desarrumar a cena e afetar pessoas que repetem, diariamente, o gesto, o passo, a rota de casa para o trabalho e do trabalho para a casa. Ei, você, que segue distraído, olhando o nada, que tal despertar para a Asa Branca, que sai do som da clarineta, tamborilar os dedos na pasta velha de guerra, acompanhando o Tico Tico no Fubá que ecoa de uma flauta de prata, admirar o rapaz jeitoso que ensaia a dança do passinho, o bailarino em sua pirueta ou se deixar levar pela voz alegre da moça que diz poesia?

Poesia numa hora dessas? O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, aprova. Ele sancionou lei liberando apresentações artísticas dentro do metrô, dos trens e das barcas. As concessionárias reprovam. Alegam questões de segurança e riscos operacionais. Como a lei ainda precisa ser regulamentada pela Secretaria de Transportes, a polêmica traz insegurança para os artistas, que volta e meia são postos pra fora das composições pelos seguranças das empresas. A população que vai e vem todos os dias não fica indiferente. A maioria apoia, aplaude, adora.


Escrito por Custodio Coimbra

Custodio Coimbra

Fotógrafo de imprensa há 36 anos, Custodio Coimbra, 61 anos, passou pelos principais jornais do Rio e há 25 anos trabalha no jornal O Globo. Nascido no Rio de Janeiro, é hoje um artista requisitado entre colecionadores do mercado de fotografia de arte. Além de fotos divulgadas em jornais e revistas mundo afora, participou de dezenas de mostras coletivas no Brasil e no exterior. Tem sua obra identificada com a história e a paisagem do Rio de Janeiro.

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