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Romantismo ou machismo? O dilema do casal millenial

Dar Flores é brega? E abrir a porta do carro para ela, sinal de machismo? Fidelidade é fundamental? Casais respondem a um questionário sobre o namoro no século 21


Flores para a namorada:  símbolo de romantismo ou de breguice? Foto: GARO/PHANIE

Dar flores continua sendo um gesto romântico ou é considerado brega e antiquado? Pagar a conta sozinho é uma gentileza ou uma forma de perpetuar o machismo? E será que as mulheres gostam que o homem abra a porta do carro para elas? Ou o gesto agora também é considerado machista? Quem curte a ideia de viver um relacionamento aberto ou de fazer sexo a três? Na véspera do Dia dos Namorados, pedimos a seis casais (cinco heterossexuais e um homossexual) para responder a essas e outras perguntas, para falar do amor entre millenials (pessoas que nasceram a partir da década de 80).

As pessoas estão sem paciência para esperar, para se entender, para se conhecer, e acabam criando relacionamentos curtos, que não tomem sua vida de assalto

Paulo Ribeiro
Mestrando em Psicologia Sócio-Cognitiva

Segundo Paulo Ribeiro, mestrando em Psicologia Sócio-Cognitiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), as relações amorosas mudaram, mas não necessariamente para pior ou melhor. “Essa geração prima pela rapidez nas suas atividades, não se prende a coisas que não agreguem valor. Não que, com isso, o sentimento tenha sido alterado. Penso que ele está hoje em outro patamar, que exige entendimento da outra parte”, diz. “Acredito, sim, que a correria de hoje em dia faz com que os compromissos sejam mais difíceis de se estabelecer. Compromisso a dois implica ceder em algum momento ou em alguma coisa, e as pessoas não estão muito dispostas a isso. O relógio é a grande arma letal dessas pessoas, que não têm mais tempo para nada”.

Por isso muitos jovens acabam optando por relações abertas ou efêmeras. “É uma forma de manter a individualidade das pessoas, que hoje estão mais sozinhas e, pior, se acostumando a esse novo modo de vida. Portanto, um relacionamento tradicional, nesses casos, pode gerar fatores estressores de toda ordem. As pessoas estão sem paciência para esperar, para se entender, para se conhecer e acabam criando relacionamentos curtos, que não tomem sua vida de assalto”.

Os seis casais que responderam ao questionário do #Colabora são do Rio.  Cada pessoa respondeu individualmente. Nenhum dos entrevistados teve acesso às respostas do (a) parceiro (a). Confira.

Quem são:

  1. Eduardo Mattoso, 25 anos, estudante de engenharia e morador do Leme; e Gabriela Matte, 24 anos, formada em administração de empresas e moradora de Porto Alegre (RS).
  2. Carolina Apolinário, 23 anos, secretária desempregada; e Bruno Costa, 25 anos, encarregado de manutenção, moradores de Saracuruna.
  3. Fernanda Albuquerque, 23 anos, estudante, moradora de Ipanema; e Daniel Esperança, 24 anos, analista de risco, morador de Laranjeiras.
  4. Lorena Souza, 21 anos, e Rafael Lana, 24 anos, ambos estudantes de engenharia e residentes em Niterói.
  5. Erik Racy, 24 anos, estudante de engenharia, morador do Alto Leblon; e Anna Fonseca, 25 anos, psicóloga e moradora da Gávea.
  6. Lucas Brandão e Bernardo Coimbra, estudantes de engenharia, ambos com 23 anos
Erik e Anna. Foto: Acervo pessoal

Você gosta de receber flores?

Gabriela: “Gosto, pois acho  um gesto carinhoso e romântico”.

Carolina: “Amo receber flores. Amo mesmo! Acho lindo e romântico… Mas não toda vez!” (risos)

Fernanda: “Não faço questão, ela fica ali e morre com a fumaça do meu cigarro. Mas pode ser um gesto bonito”.

Lorena: “Nunca liguei para flores… É um dos poucos presentes que não vejo graça. Pode parecer bonito na hora, mas é momentâneo. Já que é um presente, esse dinheiro poderia ser usado em coisas mais duradouras ou simplesmente em momentos para o casal”.

Anna: “Gosto de receber flores! Acho romântico”.

Costuma dar flores de presente?

Eduardo: “Às vezes. Daria com mais frequência se fosse uma coisa mais barata. Dava em ocasiões especiais, como Dia dos Namorados ou aniversário”.

Bruno: “Sim, acho romântico e tradicional, mas prefiro dar uma coisa que ela vá usar mais, do que algo que seja só um enfeite”.

Daniel: “Não dou flores para a namorada, só para a minha mãe. Acho meio brega”.

Rafael: “Não. Nós temos mais tempo de amizade do que propriamente de namoro, e eu sempre soube que ela ODIAVA flores”. (risos)

Erik: “Raramente dou flores. Acho que eu penso muito racionalmente, aí acabo preferindo dar um presente com mais valor material do que emocional. Acho mais útil”.

Lucas: “Não dou flores, apesar de já ter dado pra minha mãe, porque sei que ela ama orquídeas”.

Bernardo: “Não, porque não gosto de receber flores”.

Gosta quando um homem abre a porta do carro para você?

Gabriela: “Não”.

Carolina: “Bruno costuma abrir a porta para mim. Às vezes não abre porque está na correria, mas normalmente sim, e eu acho bonitinho”.

Fernanda: “Se eu não tiver como abrir sozinha, sim”.

Lorena: “Gostaria que ele abrisse a porta para mim eventualmente, em alguma ocasião especial. Não vejo como algo essencial ou necessário”.

Anna: “Não ligo para isso”.

Você abre a porta do carro para ela (ele)?

Rafael e Lorena. Foto: Acervo pessoal

Eduardo: “Não”.

Bruno: “Às vezes sim, às vezes não, depende da pressa”. (risos)

Daniel: “Sim, se estiver fácil. Não sempre, senão fica forçado”.

Rafael: “É muito raro. Só em casos muito específicos. Acho que por ser uma coisa tão cotidiana, nós mesmos esquecemos e deixamos isso de lado. Porém, quando pedimos um Uber, o que é muito mais comum, faço questão de abrir a porta para que ela entre primeiro”.

Erik: “Não, ela tem dois braços perfeitamente funcionais”.

Lucas: “Não”

Bernardo: “Não. Ele sabe abrir sozinho” (risos)

Na hora de pagar a conta, vocês dividem?

Gabriela: “Eduardo divide cada centavo”. (risos)

Eduardo: “Acho que tem que dividir”.

Carolina: “Quando a gente namorava, se eu não estivesse trabalhando, ele sempre pagava. Isso me incomodava um pouco, mas, quando casamos, passamos a dividir tudo. Na verdade, sempre dizemos que não existe isso de “eu pago”, “você paga”, porque o dinheiro é dos dois, o meu é dele e o dele é meu”.

Bruno: “Se nós dois estivermos trabalhando, pagamos juntos. Como só estou eu no momento, acho que as contas são de minha responsabilidade”.

Fernanda: “Sim. Se não dividir, na próxima quem pagou não paga”.

Daniel: “Geralmente os dois pagam, mas não me incomodo de pagar sozinho, às vezes”.

Lorena: “Às vezes eu pago tudo, às vezes ele paga tudo, às vezes dividimos. Acaba não saindo caro para ninguém”. (risos)

Rafael: “Sempre fui uma pessoa que gasta muito mais dinheiro saindo, comendo etc. Então, opto por pagar nossas saídas, simplesmente porque não ligo para o quanto vou gastar, desde que eu tenha condições e esteja com ela. É algo que eu gosto de fazer, mas que não necessariamente sempre acontece”.

Anna: “Sim, dividimos sempre”.

Erik:  “Na maioria dos casos, acho que se deve dividir, mas faz parte, uma vez ou outra, alguém pagar tudo, dependendo da ocasião ou se, simplesmente, um dos dois quiser fazer uma gentileza”.

Lucas: ‘Os dois devem pagar a conta, a não ser que seja acordado algo previamente sobre um só pagar”.

Bernardo: “Geralmente, dividimos”.

O que vocês pensam sobre relacionamento aberto?

Lucas e Bernardo. Foto: Acervo pessoal

Eduardo: “Sou totalmente contra”.
Gabriela: “Sem chances. Nunca pensei na hipótese”.

Carolina: “Para mim, se é para ter um relacionamento, é para ele ser sério: eu com a pessoa e a pessoa comigo. Se for para ser aberto, melhor ser solteira. Acho que ele pensa o mesmo que eu”.
Bruno: “Na minha opinião, não há lógica no relacionamento aberto, se é para ficar assim, melhor viver solteiro”.

Fernanda: “Supostamente, temos um relacionamento aberto, para que ninguém se sinta obrigado a estar com o outro. Exercício de escolha. Mas acaba que estamos sempre juntos e, desde que começamos a namorar, não ficamos com outras pessoas”.
Daniel: “Acho que pode dar muito certo, se a relação for forte o suficiente e se as pessoas forem honestas. Mas, de maneira geral, é difícil. Geralmente, dá problema”.

Lorena: “Por acaso, essa foi uma ideia que ainda não discutimos. Já passamos por um momento em que não namorávamos oficialmente, mas também um não esquecia o outro, o que seria praticamente um relacionamento aberto. Porém, ainda não tínhamos chegado à conclusão de que nos amávamos. Eu, particularmente, acredito que não haja necessidade de um relacionamento aberto. A meta de um namoro é que ambos se completem e que sejam suficientes um para o outro.”
Rafael: “Conhecemos alguns amigos que vivem esse tipo de relacionamento. Eu, particularmente, não vejo problema algum. É algo muito pessoal e íntimo de um casal. O que importa mesmo é felicidade recíproca. Eu e Lorena somos ciumentos desde quando éramos apenas amigos. Nos conhecendo, seria impossível um relacionamento assim (risos). Acho que teríamos que mudar quem somos para conseguir manter esse tipo de relação.

Erik: “Acho que pode dar certo se forem duas pessoas muito bem resolvidas quanto ao tema e honestas entre si”.
Anna: “Acho difícil funcionar… Com muitas distrações, fica complicado manter o foco no relacionamento”.

Lucas: “Acho incrível a ideia , apesar de ainda ter dificuldades devido a alguns valores de criação, penso eu”.

Bernardo: “Eu gosto da ideia, mas acho que cada casal deve ter seu tipo de relacionamento aberto. E que isso não afete a relação deles”.

Você deixa sua (seu) namorada (o) dispensar uma cantada sozinha ou se intromete e tenta “resolver o problema”?

Eduardo e Gabriela. Foto: Acervo pessoal

Eduardo: “Deixo ela resolver, mas se não for firme e convicta, eu me meto”.

Bruno: “Com certeza me intrometo e sem dúvidas arrumaria uma briga”. (risos).

Daniel: “Geralmente, deixo rolar. Porém, em situações limites, em que haja certo constrangimento, talvez possa falar algo. Vai depender do tamanho do cara também”. (risos).

Rafael: “Para mim, é sempre mais confortável e leal vê-la tomar as rédeas da situação sozinha. Eu realmente só me intrometeria se as coisas saíssem do controle, o que também é muito raro, pois ela é sempre bem direta.

Erik: “Normalmente, deixaria que ela resolvesse, mas já que ela tem uma certa dificuldade para dispensar esses caras, costumo intervir. Ainda mais porque uns homens já chegam agarrando”.

Lucas: “Deixo ele tentar resolver sozinho”.                                                                                                                                         Bernardo: “Ele resolve sozinho. Nunca falo nada”.

Você acha certo que seu namorado interfira quando vê outro homem “chegando” em você?

Gabriela: “Claro”.

Carolina:  “Acho certo que ele interfira, sim, até para mostrar que não estou sozinha e que ele se importa. Muitos homens não respeitam e não aceitam o nosso ‘não’ ou nosso ‘estou acompanhada’, são abusados”.

Fernanda: “Se eu pedir ajuda, tudo bem”.

Lorena: “Depende da situação. Se alguém chega em mim, eu aviso que tenho namorado e a pessoa se afasta, não vejo grandes problemas. Porém, se mesmo depois de avisada, a pessoa continuar insistindo, de forma inconveniente, acho válido ele intervir e se mostrar presente”.

Anna: “Sim, acho fofo vê-lo defender o que é dele”. (risos)

Você toparia um ménage à trois (sexo a três) com dois homens e uma mulher? E o contrário?

Eduardo: “Só toparia se não fosse com namorada. Se fosse com uma amiga, por exemplo, aceitaria os dois casos”.
Gabriela: “Nunca”.

Carolina: “Não toparia nenhum tipo de ménage. Nosso relacionamento é entre nós dois e apenas nós dois”.
Bruno: “Com certeza, não”.

Fernanda: “Tenho vontade, mas talvez não tenha coragem. Nos dois casos. Dividir o momento de intimidade com uma pessoa externa pode ser complicado”.
Daniel: “Dificilmente. O contrario (com duas mulheres) sim, bem mais provável”.

Lorena: A partir do momento em que você assume um namoro, o sexo vai muito além do prazer; é um momento em que a preocupação em ser satisfeito e satisfazer atinge o mesmo patamar, em que o sexo e o amor se mesclam, com sensações que só o parceiro pode oferecer. Além disso, não vou negar que sou ciumenta demais para vê-lo se envolvendo com outras pessoas. Nesse contexto, namorando, não seria capaz de topar um ménage… Assumo!
Rafael: Somos ciumentos demais para que isso aconteça, principalmente ela. Saber que estou com minha mulher e um outro homem, e  que ele desfruta de algo que é um privilégio meu, não seria algo saudável pra mim. E vice-versa. Não nego que ela, um dia, possa ter pensado nisso, assim como eu, pois estamos falando de prazer, e isso é incontrolável. Mas, se eu fizesse um ménage, com ela e outra mulher, talvez não sentisse esse prazer idealizado, pois não conseguiria, sabendo que aquilo estaria incomodando muito a minha mulher.

Erik: “Só o contrário” (com duas mulheres).
Anna: “Não toparia”.

Lucas: “Toparia, mas dependeria de qual pessoa”.

Bernardo: “Acho que não”.

Seu namorado dá palpite no que você veste?

Carolina e Bruno. Foto: Acervo Pessoal

Gabriela: “Sim”.

Carolina: “Ele dá palpite no que visto quando eu pergunto. Nada do tipo “está muito curto” ou “está muito decotado”. Mas algo como “ nossa, ficou lindo” ou “esse é ótimo para a ocasião”. Eu costumo muito perguntar a ele se a roupa que coloquei está boa, se está bonita, se está legal para o lugar onde estamos indo”.

Fernanda: “Pergunto se ele achou estranho, bonito, se está marcando etc. Mas ele só fala quando eu pergunto”.

Lorena: “Na maioria das vezes, ele só opina quando eu pergunto e seus palpites, por sinal, são bem sinceros (risos). Mas isso não quer dizer que eu vá mudar meu visual por conta de uma opinião. E, por incrível que pareça, nossos gostos são parecidos”.

Anna: “Raramente”.

A forma como sua (seu) namorada (o) se veste lhe incomoda?

Eduardo: “Me incomoda quando o decote é muito grande. Palpito de vez em quando sobre as roupas que ela usa, mas ela nunca me escuta”.

Bruno: “Não me incomoda, porém ela costuma pedir a minha opinião”.

Daniel: “De maneira geral, a forma como ela se veste não me incomoda, mas pode acontecer, de vez em quando. Dou minha opinião nesses casos, mas não de maneira agressiva”.

Rafael: “Nunca liguei muito para isso. Eu mesmo já dei muitas blusas decotadas ou vestidos curtos. Nem sequer tocamos no assunto. Na verdade, nossa “preocupação” está mais na estampa do que no tipo de roupa. (risos)

Erik: “De maneira alguma. Costumo apenas dar minha opinião quando ela pede. O único palpite que eu dou é para não usar salto alto, porque pode ser cansativo dependendo de onde estivermos indo. A única vez que me lembro de sugerir uma roupa mais discreta foi no Carnaval, para evitar um monte de bêbados chegando nela”.

Lucas: “Não me incomoda, palpito se me perguntar ou se eu achar que algum adereço ou peça possa enriquecer a o visual que ele escolheu”.

Bernardo: “Não me incomoda. Dou minha opinião, digo se prefiro tal roupa, mas se ele gosta é isso o que importa.”

Qual a importância do feminismo para um casal heterossexual?

Gabriela: “Acredito que tudo tem a sua dose certa, um pouco de feminismo em um relacionamento é importante para confirmar a importância e o papel da mulher na sociedade. Mas tudo na medida certa, sem exagero”.

Eduardo: “Creio que seja indiferente”.

Carolina: “De verdade mesmo, o feminismo não tem importância. Ele é um cara meio machista (risos), existem coisas que me irritam às vezes, mas nada que uma conversa não resolva. Para mim, o importante é que ele me respeita do meu jeito. Gosto de fazer as coisas para ele, o que para a maioria das feministas ‘não é certo’. Mas, assim como eu faço para ele, ele faz para mim, é uma via de mão dupla e nos entendemos desse jeito”.

Bruno: “Acho que não influencia nada, basta nos respeitarmos”.

Fernanda e Daniel

Fernanda: “Para o casal, eu não sei, mas para mim é muito importante. Para eu não me esquecer de que sou uma parte tão grande do relacionamento quanto ele e que os dois têm que ter espaço. É um exercício lembrar constantemente de que eu preciso me amar primeiro, senão o relacionamento nunca vai dar certo”.

Daniel: “Acho que é bem importante, na medida em que é num casal heterossexual que o machismo se mostra mais presente. E  onde os hábitos machistas estão mais arraigados”.

Lorena: “Feminismo é importante para o casal exatamente no mesmo contexto em que é importante para a sociedade: direitos iguais. Por mais absurdo que seja, ainda existem muitos relacionamentos abusivos na sociedade moderna”.

Rafael: “Acho muito importante e algo que deve ser frisado tanto por ele quanto por ela. O homem deve reconhecer sua parceira como se fosse ele mesmo. Hoje em dia, é mais confortável um relacionamento em que não existam barreiras de estereótipos. Isso ajuda no diálogo, na convivência, na compreensão, na maturidade e até mesmo na vida sexual do casal”.

Anna: “Acho que depende do casal, depende da abertura da cabeça do homem. Eu, pessoalmente, acho muito importante no meu caso, porque meu namorado tem pensamentos machistas inconscientes. E aí, meu feminismo entra de forma a quebrar essas crenças enraizadas. Na verdade, nem sei se o que eu faço está surtindo algum efeito… Mas é importante jogar esse tema na roda”.

Erik: “Num namoro em que o homem é machista, o feminismo seria importante. No nosso caso, não, pois já nos tratamos com igualdade”.

Você se incomoda ao ver seu namorado (sua namorada) elogiando a beleza de outras mulheres (outros homens)?

Gabriela: “Sim”
Eduardo: “Dependendo da forma como elogia, me incomoda, sim”.

Carolina: “Não me incomoda que ele elogie outra mulher. Ele faz isso e eu não me importo, acho que pelo fato de ele elogiá-la para mim e não para ela! (risos)
Bruno: “Sim, me incomodo”.

Fernanda: “Depende de quem for a mulher, de como for o elogio e do meu estado emocional”.
Daniel: “De maneira geral, não”.

Lorena: “Para ser sincera, quando o vejo elogiando pessoas próximas, eu me sinto meio incomodada, exatamente por ser uma pessoa a quem ele tem acesso. Se ele elogiar uma atriz que é bonita mesmo, eu concordo e assino embaixo. Rafael: Não vou mentir, depende muito de quem estamos falando. Eu sempre quero ser o melhor pra ela, é instintivo. Então, quando ela elogia uma pessoa próxima ou alguém que eu mesmo me julgo melhor, sim, causa um leve incômodo, mas nada muito grande. E não, nunca brigamos por isso.

Erik: Depende, se não for de uma maneira muito exagerada, tudo bem. Se for de alguém conhecido, imagino que ficaria um pouco incomodado, tem que haver bom senso.
Anna: SIM.

Lucas: “Não me incomodo com elogios a outros homens,  as pessoas são lindas”.

Bernardo: “Não me incomodo”


Escrito por Gabriel Cassar

Gabriel Cassar

Gabriel Cassar é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e autor do livro "Ressaca do adeus e outras crônicas", lançado pela Editora Chiado, em 2017. Já trabalhou nas áreas de publicidade e propaganda, assessoria de imprensa e redação. Atualmente, é dono da página "Gabriel Cassar - Crônicas, Contos e Poesias" e colaborador fixo do blog "Jornalismo de Boteco".

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