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Energia solar para irrigação

Pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Acre cria alternativa para que pequenos produtores possam irrigar plantação mesmo em áreas isoladas


Coordenador do Laboratório de Mecanização do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza da Ufac, Leonardo Paula de Souza orienta aluno: sistema de irrigação alimentado por energia solar (Foto: Divulgação?Ufac)
Coordenador do Laboratório de Mecanização do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza da Ufac, Leonardo Paula de Souza orienta aluno: sistema de irrigação alimentado por energia solar (Foto: Divulgação?Ufac)

“Uma alternativa de se fazer irrigação dependendo única e exclusivamente da energia solar”: assim o coordenador do Laboratório de Mecanização do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza da Universidade Federal do Acre, Leonardo Paula de Souza, classifica o sistema de irrigação por gotejamento, alimentado por energia solar, instalado no campus-sede, que está sendo utilizado para pesquisa de irrigação de cultivares de feijão regional. O kit é composto por duas placas solares, um drive que converte a energia solar em energia elétrica e uma bomba d’água submersa; tem baixo custo e é indicado como alternativa para pequenos produtores que precisam irrigar pequenas plantações em propriedades que não contam com energia elétrica. O sistema funciona sem bateria e depende exclusivamente da energia solar.

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Segundo Leonardo, engenheiro agrícola por formação, a Ufac está seguindo para uma linha de pensamento que favorece a agricultura sustentável. “Podemos citar o feijão como exemplo: é uma cultivar que demanda pouca água para se desenvolver e, na época seca do ano, o pequeno agricultor pode cultivar um roçado de feijão irrigado, manter sua família e aumentar sua produção”, disse. “É importante que, para uso desse tipo de sistema, seja elaborado um projeto de irrigação por um engenheiro agrônomo, visando ao melhor aproveitamento e garantindo a irrigação correta”.

Leia todas as reportagens da série #100diasdebalbúrdiafederal

O sistema de irrigação por energia solar está instalado na horta da Ufac e atualmente está sendo utilizado para pesquisa pelo estudante do curso de Engenharia Agronômica da Ufac, Francisco Gean dos Santos Mota. Ele pesquisa diferentes formas de irrigação para definir a quantidade ideal de água no solo para cada cultivar de feijão regional. O resultado da pesquisa será a base para o trabalho de monografia do estudante.

Área da pequisa na horta da Ufac: alternativa para que pequeno produtor possa irrigar sua plantação mesmo em áreas isoladas (Foto: Divulgação/UFAC)
Área da pequisa na horta da Ufac: alternativa para que pequeno produtor possa irrigar sua plantação mesmo em áreas isoladas (Foto: Divulgação/UFAC)

Gean teve contato com o sistema durante a disciplina de Irrigação e Drenagem. “A partir daí surgiu interesse pela pesquisa e conversei com o professor para utilizar o sistema como forma de produzir com melhor custo-benefício, de modo que o pequeno produtor possa irrigar sua plantação mesmo em áreas isoladas, onde não tem energia elétrica”, explicou. O sistema solar é desenvolvido por uma empresa brasileira e foi comprado por meio de projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre; está disponível para visitação.

Economia de energia

Pioneira no uso de energia solar no estado, a Universidade Federal do Acre iniciou agora em setembro um grande programa de economia de energia elétrica com a instalação de usinas solares, que devem reduzir em até 10% a conta de luz no campus de Rio Branco. Além das placas solares, a Ufac fará a troca de 14.225 lâmpadas para a tecnologia LED, e irá instalar medidores de energia em todos os prédios e de uma sala de comando de energia. Consta do programa a realização de pesquisas no campo da eficiência energética com 15 bolsistas, e a aquisição de uma estação meteorológica.  “A instalação de usinas solares reduzirá em até 10% as despesas com eletricidade no campus-sede”, afirmou Guida Aquino, reitora da Ufac.

A série #100diasdebalbúrdiafederal terminou, mas o #Colabora vai continuar publicando reportagens para deixar sempre bem claro que pesquisa não é balbúrdia.


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