Bad Bunny no Super Bowl: show político histórico e “absolutamente terrível” para Trump

Cantor porto-riquenho, conhecido por suas críticas às políticas contra imigrantes, cita todos os países das Américas e leva suas bandeiras ao palco em apresentação totalmente em espanhol

Por #Colabora | ODS 10ODS 16
Publicada em 9 de fevereiro de 2026 - 09:44  -  Atualizada em 9 de fevereiro de 2026 - 12:14
Tempo de leitura: 5 min

Bad Bunny e seus dançarinos no palco do Super Bowl: show histórico e ataques de Donald Trump (Foto: Reprodução Instagram)

A apresentação do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl foi uma grande declaração de amor à sua terra natal, Porto Rico, com uma forte mensagem política de orgulho por seu país e pelas Américas, por todas as Américas, e um apelo à união com os Estados Unidos, no momento em que o governo Donald Trump ataca latinos e outros imigrantes.

O artista de 31 anos, que foi o mais tocado do mundo em 2025, segundo o Spotify, fez história ao se tornar o primeiro músico a se apresentar inteiramente em espanhol no Super Bowl, a final da NFL (a liga de futebol americano dos EUA), tradicionalmente o evento mais assistido na TV americana.

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Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martinez Ocasio, optou por dizer uma frase em inglês, “God bless America” ​​(Deus abençoe a América), antes de listar, uma a uma, todas nações da América Central, do Sul e do Norte – Brasil, inclusive, naturalmente – enquanto dançarinos carregavam suas bandeiras.

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Atrás deles, um outdoor exibia a mensagem “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, e ao final da apresentação, ele segurava uma bola de futebol com o slogan em inglês: “Juntos, somos a América”.

Desta vez, Bad Bunny, que fará apresentações em São Paulo dias 20 e 21 de fevereiro, não usou sua performance para fazer nenhuma declaração política explícita contra o atual governo dos EUA e sua política contra os imigrantes como tinha feito ao ganhar o prêmio Grammy de melhor álbum de música urbana pelo disco ‘Debí Tirar Más Fotos’. Na ocasião, o cantor disse “Fora ICE” (ICE é a sigla da política contra imigrantes). E acrescentou: “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos”.

O show de 14 minutos contou com participações especiais de Lady Gaga e Ricky Martin, além de aparições de artistas como Pedro Pascal, Cardi B, Karol G e Jessica Alba, que dançaram na varanda de sua famosa casita, um elemento essencial de seus shows, projetada para se parecer com uma casa porto-riquenha tradicional. O show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos do mundo, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores somente nos Estados Unidos.

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Trump ataca Bad Bunny no Super Bowl

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia criticado a NFL pela escolha do cantor para o show do intervalo, atacou a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl em suas redes sociais, ainda na noite deste domingo (08/02). “Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, disse na Trump no post.

O presidente dos EUA fez questão de não citar o nome do cantor. “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, principalmente para as criancinhas que estão assistindo nos Estados Unidos e em todo mundo. “Esse ‘show’ é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”, vociferou Trump.

#Colabora

Texto produzido pelos jornalistas da redação do #Colabora, um portal de notícias independente que aposta numa visão de sustentabilidade muito além do meio ambiente.

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