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Instituição de superdotados

Instituto Rogerio Steinberg


Alunos do Instituto Rogério Steinberg
As crianças atendidas no IRS vêm de escolhas públicas da Zona Sul e da área da Grande Tijuca

No Jardim Botânico, bairro nobre da cidade do Rio de Janeiro, funciona uma instituição que se destaca, principalmente, pelo trabalho que faz fora da sala de aula: descobrir nas classes sociais mais carentes da sociedade, crianças e adolescentes superdotados. Atualmente com 201 alunos, o Instituto Rogerio Steinberg (IRS) é uma organização sem fins lucrativos que atua tanto na identificação, quanto no desenvolvimento de crianças e jovens socialmente vulneráveis, mas com altas habilidades e superdotação. Uma garotada fora do comum que vive sob as mesmas condições socioambientais, tem a mesma faixa etária de tantas outras e, às vezes são filhos dos mesmos pais, mas que nascem com uma capacidade intelectual acima da média.

O Ministério da Educação define esses meninos e meninas como “aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade”. Suspeita-se que no Brasil sejam muitos, algo entre 3% e 5% da população. Mas, na vida real, a grande maioria dessas “pessoinhas extraordinárias” acaba não desenvolvendo todo o seu potencial, que pode ser interpretado como uma coisa ruim. Afinal, por não terem seu talento reconhecido, muitos superdotados têm problemas de convívio com os colegas e até professores, já que acham as  aulas comuns entediantes. E sofrem com isso. “Temos vários casos”, afirma a assistente social do IRS, Flávia Goober, explicando que nem todo professor é preparado para trabalhar com esse tipo de criança. E o resultado de toda essa incompreensão é que muitos talentos são desperdiçados, por falta de orientação e oportunidade. Um dos últimos censos escolares realizados pelo MEC detectou entre 55,9 milhões de estudantes do ensino básico (da educação infantil ao ensino médio), das escolas públicas e particulares, apenas 2.769 alunos com altas habilidades ou 0,005% do total.

Para chegar a essas crianças, o IRS possui um programa chamado Despertando Talentos, responsável por essa identificação e encaminhamento das crianças com indicadores de AH/SD, da rede municipal do Rio de Janeiro e instituições beneficientes de ensino. Os professores ficam atentos aos alunos que se destacam e encaminham ao instituto. Desde sua fundação, em 1998, cerca de 33 mil jovens foram atendidos pelo IRS, através do Programa Despertando Talentos. Destes, 960 foram selecionados e ingressaram no Programa Desenvolvendo Talentos, que tem como foco o aprimoramento das suas altas habilidades. O IRS adota em sua metodologia as inteligências múltiplas de H. Gardner. E oferece aos alunos Oficinas de Criação, Codificação, Empreendedorismo, Robótica e Oficinas Complementares: Desenho, Jornal, Teatro e Xadrez. Dependendo do desempenho do jovem, ele ainda pode ganhar bolsas de estudo de Inglês. O IRS também ajuda na inserção no mercado de trabalho.

Após a saída, os beneficiários são monitorados pela equipe do IRS na sua trajetória educacional

Flávia Goober
assistente social do IRS

 

Segundo Flávia, o processo de seleção é iniciado entre outubro e novembro. As atividades, em fevereiro. “Fazemos uma entrevista social com a família. Como foi o desenvolvimento da precocidade das crianças e o comportamento na escola e em casa?”. Os critérios básicos são a habilidade e a condição econômica. “Atendemos crianças de famílias carentes, com perfil econômico de até um salário mínimo de renda per capta”. O tempo de permanência varia de acordo com a idade da criança. “Após a saída, os beneficiários são monitorados pela equipe do IRS na sua trajetória educacional”, diz. O convênio com as escolas municipais da 2ªCRE não impede que o IRS aceite participantes de outras áreas da cidade. Um dos orgulhos do instituto, Gabriel Santana Cutrim, que ingressou no renomado Instituto de Tecnologia ORT, quando tinha 16 anos, é de Guadalupe. Atualmente, 95 ex-participantes do IRS estão matriculados em renomadas universidades, sendo 23 públicas e 18 particulares, com bolsa. Fora os alunos de nível fundamental e médio que ingressaram em instituições de primeira linha e os medalhistas nas Olimpíadas de Matemática.

Para cumprir a missão, o IRS mantém convênios com outras instituições de educação e conta com a ajuda de muitos parceiros, que contribuem não apenas com dinheiro, mas com produtos e serviços também. E tem ainda o valioso auxílio de ex-participantes, como o graduando em Matemática na Universidade Federal do Rio (UFRJ), Ciro de Souza da Silva Monteiro, 22 anos. Ele ficou seis anos no IRS. Entrou com 13 anos devido ao bom aproveitamento acadêmico, com destaque para matemática. “Meu período no IRS foi muito produtivo. Fiz parte das oficinas de criação, desenvolvi poesia e leitura, além das oportunidades que tive fora, através das bolsas de estudos”, lembra Ciro, que decidiu, em meados de 2015, voltar ao IRS como voluntário. “Dou reforço escolar de matemática, programação e robótica. Acho muito importante ajudar as pessoas. Sou muito grato e quero que outros tenham acesso às oportunidades que tive”. Mais do que desenvolver um grande cérebro, o IRS aprimora grandes corações. Isso é genial.

 

Ficha

Área de atuação Assistência Social

Nº de funcionários com carteira assinada ou autônomos 22

Orçamento anual R$ 970.000,00

Percentual doado pelo maior patrocinador 90%

Existe formalmente há mais de 5 anos? Sim

Possui alguma atuação que busque influenciar as políticas públicas? Não

Publica prestação de contas periodicamente no site? Sim

Site www.irs.org.br

Fonte: INSTITUTO PHI

* Este material foi criado automaticamente através da ferramenta Banco de Organizações do Instituto Phi e é exclusivamente baseado nas informações enviadas pela organização cadastrada. O Instituto Phi não provê, através da criação deste material, nenhum tipo de certificação ou recomendação da organização cadastrada, nem mesmo da veracidade das informações aqui dispostas.


Escrito por Wilson Aquino

Wilson Aquino é repórter e autor do livro Verão da Lata (editora Leya)

13 posts

2 Comentários

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  1. Muito interessante esta matéria.
    Gostaria também de salientar a importância de descobrir mais qualidades (dotes) acima do normal nas crianças e adolescentes, já que é um momento muito importante em seu periodo de crescimento e desenvolvimento…sendo o período ideal de explorar esses dotes. Meu nome é Paulo Lopes, sou fisiologista desportivo e atuo em uma área que também descobre dons incríveis no ser humano….minha área e o esporte competitivo. Estudei por 8 anos na Russia e aprendi a realizar e trabalhar com um exame que detecta o potencial genético para descobrir atletas fora do cimum….chama-se DERMATOGLIFIA – um exame que se realiza a partir da leitura das linhas e desenhos das impressões digitais de todos os dedos das mãos…….além de ajudar a descobrir o potencial atletico, também pode ajudar em programas de exercícios para melhoria da qualidade de vida. Caso você queira conhecer mais sobre este FANTÁSTICO exame, ou realizar em você ou seu filho, entre em contato conosco pelo whatsapp: +55 15 996738143…….veja também nosso site: http://www.dermatosport.webnode.com

  2. Oi boa tarde
    Tenho um filho autista leve
    Super dotado extremamente inteligente
    Já dito pelos seus professores da rede pública.
    Eles me aconselharam procurar um lugar para ele poder fazer um teste para testa lo .
    Preciso de orientação
    Pois a mesma professora disse se não fizer nada ele vai ser um génio esquecido. Me ajudem

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