Mais biodiesel, menos poluição

Produção de Biodisel Caramuru. Agricultura familiar. Flávio Roberto do Carmo Oliveira (blusa azul), Rafael do Carmo Oliveira (irmãos) e José Vaz de Oliveira(pai, de blusa verde), produtores, na propriedade em Morrinhos, Goiás. Plantação de soja. (Foto Simone Marinho)

Brasil é um dos líderes em agroenergia no mundo e será pioneiro na produção de etanol de soja

Por Liana Melo | Conteúdo de marca
Publicada em 17 de janeiro de 2018 - 17:59  -  Atualizada em 18 de março de 2020 - 17:39
Tempo de leitura: 4 min

Produção de Biodisel Caramuru. Agricultura familiar. Flávio Roberto do Carmo Oliveira (blusa azul), Rafael do Carmo Oliveira (irmãos) e José Vaz de Oliveira(pai, de blusa verde), produtores, na propriedade em Morrinhos, Goiás. Plantação de soja. (Foto Simone Marinho)
Produção de Biodisel Caramuru. Agricultura familiar. Flávio Roberto do Carmo Oliveira (blusa azul), Rafael do Carmo Oliveira (irmãos) e José Vaz de Oliveira(pai, de blusa verde), produtores, na propriedade em Morrinhos, Goiás. Plantação de soja. (Foto Simone Marinho)
Os irmaos Flavio (de blusa azul de manga comprida) e Rafael que representam a segunda geracao da familia Vaz, produtores de soja em Ipameri. Foto de Simone Marinho
Os irmãos Fávio (de blusa de manga comprida) e Rafael são pequenos produtores familiares de soja em Ipameri, Goiás. Foto de Simone Marinho

O setor de biodiesel vive um momento de otimismo. É esperada para março a entrada em vigor da mistura obrigatória de biocombustível na fórmula do diesel na proporção de 10%. O assunto passou a dominar as rodas de conversa, no campo, onde vivem os irmãos Flávio e Rafael do Carmo Oliveira, produtores familiares de soja em Ipameri, no sudoeste de Goiás; e nas cidades, onde estão os grandes empresários da indústria de biocombustível. É que o B10, como ficou conhecida a mistura, tem condições de atender, simultaneamente, interesses econômicos, decorrentes do aumento da proporção do biodiesel ao diesel, e ambientais, porque polui menos. Sem falar nos benefícios à saúde humana.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ainda não divulgou o balanço de 2017, mas a expectativa é de um resultado ligeiramente superior ao registrado no ano anterior. O aumento da adição obrigatória dos atuais B8, que começou a vigorar no começo de 2017, para B10 pode levar o setor a romper, este ano, a barreira dos 5 bilhões de litros de biodiesel, chegando a algo próximo de 5,4 bilhões de litros. Se as expectativas da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) se confirmarem, a retomada do mercado servirá para atenuar a ociosidade do segmento, estimada em pouco mais de 40%. A capacidade instalada do setor é de 7,7 bilhões de litros.

Menos danos ao ambiente

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Do ponto de vista ambiental, o planeta agradece. À medida que aumenta a proporção de biocombustível no diesel, menor é a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) calcula emissão de 57% menos gás carbônico que o óleo diesel derivado de petróleo. Outro levantamento, da Control Union, projeta que a redução do gás em toda a cadeia produtiva do biodiesel supera os 70%, desde o plantio das oleaginosas, que servem de matéria prima, até a sua combustão nos motores.

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Liana Melo

Formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ. Especializada em Economia e Meio Ambiente, trabalhou nos jornais “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “O Dia” e na revista “IstoÉ”. Ganhou o 5º Prêmio Imprensa Embratel com a série de reportagens “Máfia dos fiscais”, publicada pela “IstoÉ”. Tem MBA em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pela Faculdade de Economia da UFRJ. Foi editora do “Blog Verde”, sobre notícias ambientais no jornal “O Globo”, e da revista “Amanhã”, no mesmo jornal – uma publicação semanal sobre sustentabilidade. Atualmente é repórter e editora do Projeto #Colabora.

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