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Ídolo das crianças, youtuber estimula a comilança desenfreada

Mãe descobre que Luccas Neto, celebridade digital, está por trás da compulsão de seu filho por doces


Lucas Netto e seu cachorro quente gigante. Foto: Reprodução/Youtube
Lucas Netto e seu cachorro quente gigante. Foto: Reprodução/Youtube

O que seu filho acompanha no Youtube? Você costuma assistir junto? Já conversou com ele sobre o conteúdo do que aprende ali? Percebeu mudanças de comportamento? Pois eu já! E depois do que assisti – e vi ao vivo – percebi a necessidade de se debater de forma séria o tipo de conteúdo que está sendo transmitido às novas gerações.

Essa conversa começa no final. E com uma mensagem, digamos, desagradável.

“Nossa, querida, como você é burra, né? Tinha que ser mãe solteira e gorda. Vá pagar um exame de DNA para descobrir o pai do teu filho ou vá fazer um tratamento estético nessa tua pança aí… nojo de projetos de mãe como você, vou até te bloquear”.

A simpática mensagem acima, a centésima que recebi, inbox, desde que publiquei um post no Facebook sobre o show de um dos maiores youtubers do Brasil, me deixou embasbacada. O que levaria alguém a enviar algo tão cruel para uma pessoa que sequer conhece? A mensagem, infelizmente, partiu de uma adolescente, ainda no início da juventude, e tinha como alvo a minha pessoa. Por que ela fez isso? Porque, em um post, eu “ataquei” o ídolo maior dela – o youtuber Luccas Neto.

Resolvi escrever sobre o caso e, para facilitar o entendimento, divido em tópicos.

Sobre a treta

Autora de um post no qual contestava a influência de um youtuber sobre as crianças, publicação esta que já ultrapassa a casa dos 5.500 compartilhamentos, fui alvo de tão carinhosa cartinha reproduzida acima. Missiva essa que veio acompanhada de uma leva de agressões nas caixas de comentários do meu post (vale dizer, no entanto, que a maioria absoluta dos mais de 6 mil comentários era de pais preocupados).

Há algum tempo temos notado no nosso filho uma estranha compulsão por doces – nada normal se comparada àquela que é bem comum na infância. Passamos a vigiar o que ele assistia e a suspeitar de que a gana por grandes quantidades de chocolate (que a gente não dá, mas que ele vive pedindo), sanduíches gigantes e misturas estranhas de comida estava vindo de uma influência externa

Minha publicação, postada no Facebook, nasceu depois que acompanhei meu filho de 9 anos e o primo de 10 ao show Netoland, do youtubber Luccas Neto, que simplesmente lotou o Vivo Rio e agora segue para outros estados do país. Em pouco mais de uma hora, uma série de esquetes envolvendo doces (muitos doces), (muitos) gritos, imitações coletivas de focas e um roteiro caça-níqueis, fiquei com pena dos pais daquelas milhares de crianças que enxergam naquele homem barbado – de quase 30 anos – um ídolo e um exemplo a ser seguido.

Sobre o show

Apresentações caça-níqueis de youtubers não são mais novidade e lotam casas de espetáculos Brasil afora. São tratados como astros e idolatrados por crianças que não passam dos dez anos – público preferencial do próprio Luccas Neto, um dos maiores símbolos desse fenômeno.

Em Netoland, o youtuber replica muito do tipo de conteúdo que é bastante comum em seu canal – brincadeiras envolvendo brinquedos caros, exaltação ao consumo, comida em excesso, desperdício e muita, muita gritaria. Algo como se Os Trapalhões fizessem vídeos ensinando as crianças a trolar os amigos (muito comum nos vídeos dos velhos palhaços) e, ainda, gastar muito dinheiro e comer MUITA porcaria.

Aqui em casa, a expressão “doces estranhos” foi a primeira pista para entender o que estava estimulando o Gui a implorar por doces, muitos doces. Acabou virando rotina e a gana por chocolates, balas de goma, bacon e coxinhas se tornou o maior problema doméstico

Das preocupações expostas no post, o incentivo do youtuber à obesidade infantil era, para mim, a mais importante, mais do que ele ter “cometido” um show ruim à beça. Há algum tempo temos notado no nosso filho uma estranha compulsão por doces – nada normal se comparada àquela que é bem comum na infância. Passamos a vigiar o que ele assistia e a suspeitar de que a gana por grandes quantidades de chocolate (que a gente não dá, mas que ele vive pedindo), sanduíches gigantes e misturas estranhas de comida estava vindo de uma influência externa.

Felicidade diante de dezenas de brigadeiros. Foto: Reprodução/Youtube
Felicidade diante de dezenas de brigadeiros. Foto: Reprodução/Youtube

Sobre o influencer

Irmão mais novo do youtuber Felipe Neto, Luccas Neto, que já soma treze milhões de inscritos em seu canal, descobriu um filão para seus vídeos infantilóides – crianças entre 6 e 10 anos de idade. Para estas, exibe vídeos gravados, em sua maioria, em sua mansão Netoland, que comprou para servir de cenário para vídeos de “trolagens”, brinquedos caros, coleções de bonecos e muita, muita comida.

É a obsessão por brincar com comida que me chamou mais atenção. Bolos e sanduíches gigantes, potes indecentes de Nutella, torres de kinder ovo, balas de goma, testes com doces “estranhos”, como os asiáticos…Nada escapa! Num dos vídeos, ele mostra e devora R$ 300 em “doces americanos” que trouxe de uma viagem. Em outro vídeo (intitulado “minhas primeiras compras nos Estados Unidos”), ele mostra carrinhos cheios de brinquedos e outros trecos. O vídeo teve quase 10 milhões de visualizações.

“Eu amo comprar chocolate” é uma das frases mais usadas pelo influencer, que também pratica a esmo o unboxing de brinquedos. Estímulo ao consumo e ao desperdício pode ser encontrado em muitos dos milhares de vídeos que lotam o canal do youtuber.

Mas o alvo da minha investigação era a relação do canal com a comida.

Aqui em casa, a expressão “doces estranhos” foi a primeira pista para entender o que estava estimulando o Gui a implorar por doces, muitos doces. Acabou virando rotina e a gana por chocolates, balas de goma, bacon e coxinhas se tornou o maior problema doméstico.

A pergunta que fica é: não é preciso exigir responsabilidade aos influencers, ainda mais adultos como Felipe Neto e o irmão que, ao se comportarem como crianças, ganham um poder ainda maior junto aos pequenos? Estes passam a vê-los como iguais e a imitá-los, num comportamento de manada que é mais do que perceptível – é preocupante!

Em um vídeo visualizado por quase 5 milhões de seguidores, Luccas exalta uma pizza de chocolate de R$ 250 e a delicada mistura de kinder ovo com nutella. Em outro, devora um bombom Serenata de Amor gigante, que ele chama de “o maior do mundo”. Outra obra-prima ele, inclusive, batizou de “Jujuba gigante – muito açúcar”, resumindo o conteúdo aí. Isso sem falar de testes de variados tipos de sorvetes, doces gigantes “americanos”, doces de Natal etc.

Doces não são as comidas exclusivas do canal, que também desfia degustações recheadas de elogios a cachorros-quentes gigantes e misturas exóticas – como sanduíches com nutella, sorvete de bacon e outras pérolas.

Não à toa, os irmãos Neto fizeram uma parceria com a empresa Lecadô para lançar uma linha de coxinhas, da qual a de Nutella é a mais “famosa” e que vende como água. Agora, os irmãos foram além: abriram uma loja de coxinhas no Norte Shopping, no Rio de Janeiro.

A exaltação à comida em excesso é um perigo, mais ainda quando se trata de crianças em desenvolvimento. A Organização Mundial da Saúde (ONS) já classifica a obesidade infantil como um risco iminente. Nada menos que 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, sendo as meninas as mais afetadas, com 7,7%.

Por que a preocupação?

Muitos dos questionamentos que apareceram no meu post eram sobre o porquê de eu permitir ao meu filho acompanhar o influencer pelo Youtube. A resposta para isso não é fácil e passa por questões como: 1) conectividade total das crianças, que podem acessar usando celular, TV, notebook e, claro, os celulares dos amigos; 2) uma rotina doméstica corrida e atribulada, que acaba gerando oportunidades que o moleque aproveita, como toda criança; 3) o fato de eu trabalhar com internet e, assim, acreditar na minha vigilância.

Pois acho que ela não é mais suficiente. É preciso estar ainda mais atenta.

Fato é que se tornou impossível vigiar o tempo todo e a proibição – como era conosco quando crianças – torna ainda mais interessante.

A pergunta que fica é: não é preciso exigir responsabilidade aos influencers, ainda mais adultos como Felipe Neto e o irmão que, ao se comportarem como crianças, ganham um poder ainda maior junto aos pequenos? Estes passam a vê-los como iguais e a imitá-los, num comportamento de manada que é mais do que perceptível – é preocupante!

Diante do que assisti no show, o poder de fascinação que esses seres exercem sobre as crianças é muito grande. E com grandes poderes, a gente sabe…


Escrito por Elis Monteiro

Elis Monteiro

É consultora e professora de Marketing Digital da Fundação
Getulio Vargas (FGV), do Instituto Europeu de Design (IED) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA)

2 posts

26 Comentários

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  1. Só fiquei com 1 duvida ? Se vc repudia tanto nao acho correto a forma de videos q eles fazem , pq vc pagou p levar seu filho e seu sobrinho a um show deles ? Meio contraditório neh ?! Ops será q vc nao sabia do que se tratava ? Mas como não se monitora tudo que seu filho assiste ?

    Meu ponto de vista e o seguinte os videos estão ai p quem quiser ver , meu filho tem 6 anos e super fã mas nao apresenta nenhum comportamento estranho muito menos obsessão por comer , acho que cabe aos pais verificarem oq e melhora para seus filhos , se um pai percebe q isso traz danos retirar e pronto , agora nao podemos generalizar que todas as crianças vão ficar loucas obsessivas por comida entre outros consumos .

  2. Compreendo o que diz, mas acho que o problema passa pela questão de interação entre pais e filhos. Nossos filhos vão receber inluências externas pelo resto da vida… vc acha que está difícil agora? Espera quando chegarem na adolescência ou na faculdade! Por isso, não concordo na parte que menciona que se deva responsabilizar os outros apenas por terem um programa de gosto duvidoso. Temos sim que tirar um tempo para interagir com os filhos, acompanhar o que eles estão vendo na internet, tv etc, ( como vc fez), escutar o que dizem e fazê-los pensar por si próprios….Digo isso porque passei por situação parecida com meu filho, em idade próxima do seu (e sem influência desse youtuber na época). Vimos junto o documentário “Supersize Me” que nos ajudou muito e até hoje, mais de 10 anos depois, meu filho adquiriu e conservou a alimentação consciente. E o melhor, o ensinou a pensar por si próprio, não se deixando levar por influências externas, não apenas na alimentação, mas em todos os aspectos. Sem que eu tivesse que ficar fiscalizando cada minuto da vida dele, ou partindo para censurar as influências externas.

  3. Muito obrigada pela informação, tenho filhos entre 10 e 13, e eles muitos amigos nessa faixa etária. Já ouvi falar nomes de alguns youtubers, procuro saber quem são e o que estão ensinando, é o nosso papel, como responsáveis pelos filhos menores que temos. Passei por uma situação que meu filho começou a ganhar peso por comer muito, o levei em uma endócrina e foi feito dieta alimentar e hoje ele aprendeu a se alimentar para sobreviver e não viver pra comer. As crianças estão à mercê de todo tipo de propaganda e eles estão querendo alguém para ser imitadores, e sabe por que? Pais muito ausente, correm o dia todo e deixam as redes sociais educarem, infelizmente. Devemos estar atendo e ensiná-los a se defender do que é jogado neles, muitas informações e assim será para a idade adulta. O que estamos plantando hoje colheremos amanhã.

  4. A minha sugestão é que você contrate um bom profissional de redes e faça regras diretamente no seu equipamento (roteador wireless) para que as crianças tenham acesso a internet apenas nos horários em que forem autorizadas (é uma ferramenta muito válida pois você pode programar o tempo de acesso disponível pra criança durante os dias de semana com horários de início e término de acesso a internet e também aos finais de semana), e utilizar o controle dos pais no windows, para que não consigam ter acesso aos canais de youtube e páginas que julgar nocivos. Há n formas de se restringir esse tipo de conteúdo. Claro que o conteúdo destes influenciadores digitais não é um exemplo (e nem deveria ser interpretado como !) para o comportamento infantil, porém os pais também devem avisar as crianças de que tudo aquilo é algo artificial, uma fantasia e com um pouco mais de presença na vida do seu filho ele com certeza irá entender e eventualmente se tornar mais responsável. Responsabilidade é algo desejável e essencial no desenvolvimento de qualquer criança: atribua tarefas simples domésticas como por exemplo manter a organização do seu próprio quarto e fazer seu próprio café da tarde. E também direcione as crianças para atividades externas onde elas possam interagir com outras crianças e praticar algum tipo de esporte.

    Seguindo essas orientações eu tenho mais do que certeza que em pouco tempo ele deixará de ficar tão vidrado com o youtube.

  5. Minha filha de 11 anos também adora esse youtuber, infelizmente, porque o conteúdo de seu canal é mesmo puro lixo.
    Ela ama doces. Mas tem plena consciência que Luccas Neto está estragando sua saúde ao cometer tantos excessos! Ela sempre comenta isso, espontaneamente.
    É necessário, sim, os pais comentarem e desconstruirem o que o ídolo delas faz.

  6. Olha, minha filha também é viciada nos Irmãos Neto, e não notei nenhuma diferença no comportamento dela. Além do mais a responsabilidade de educar é dos pais, se você não concorda com o conteúdo é só proibir seu filho, como eu já proibi minha filha de ver vários outros canais.
    Em relação ao conteúdo do canal não vejo nada de diferente por exemplo quando você cita os Trapalhões, que também faziam programas com guerra de comida!!
    E o Luccas está sempre reforçando a importância de comer legumes, inclusive no show ele fala isso e diz que come chocolate porque tem acompanhamento médico. E também ressalta a importância de obedecer aos pais e a Deus.
    Todo conteúdo tem o lado positivo e o negativo basta saber qual lado você quer ressaltar. Não tenha pena de mim por ter gasto dinheiro com o show, pq eu aproveitei e vi a felicidade nos olhos da minha filha!!!

  7. Concordo com praticamente tudo que vc falou. Menos com colocar a responsabilidade no YouTube. Óbvio que devia ter algum tipo de responsabilidade naquilo que eles divulgam, porém, cabe aos pais filtrar o acesso dos filhos a esse tipo de conteúdo. Meu filho joga videogame, mexe no celular, mas não acessa o YouTube justamente pq não consigo fazer esse controle fino, e sei que tem muita coisa lá que não presta. Enfim, me Choco com o tipo de ídolos que nossos filhos seguem pq não tem absolutamente nada a acrescentar de bom.

  8. Oi Elis
    Eu também trabalho com internet, sou youtuber. Quanto mais “tempo de casa” a gente tem, mais a gente consegue mensurar a nossa influência em relação ao público. Eu falo principalmente de cinema no meu canal, já falei sobre a faculdade de cinema que fiz e outros cursos. Sempre que algum inscrito me aborda, geralmente eles falam sobre estudar cinema. Eu considero essa influência positiva, afinal busco aproximar o papo entre pais e filhos na questão da educação. Tento mostrar a profissão com um pé na realidade, pra que os vestibulandos possam tomar decisões bem-informadas, e que os pais possam dialogar com eles sobre isso. Entretanto, muitos colegas youtubers não têm essa preocupação, justamente porque focam seus esforços em se manterem “relevantes”. Quanto mais vídeos no canal, mais views, e mais dinheiro. Infelizmente, muita gente começou a fazer click bait desde que o AdSense diminuiu os rendimentos. No meu caso, optei por fazer menos vídeos, porém com mais qualidade. Nunca conheci o Luccas Neto, mas pelo que me parece, a estratégia dele é fazer vídeos com maior poder “viralizável”, e assim gerar mais views.
    Não existe uma resposta concreta sobre de quem é a responsabilidade: eu acho que o creator tem, sim, que pensar no seu próprio público e em como aquela mensagem vai impactar a audiência (especialmente se forem crianças ou adolescentes), mas também existe o lado dos pais, de controlarem melhor o acesso dos filhos e conversar sobre o conteúdo que eles vêem. Quando eu era mais nova, minha mãe acompanhava todas as minhas redes sociais e conversava muito comigo, mas mesmo assim eu conseguia esconder algumas coisas dela. Isso foi há uns 15 anos, hoje em dia deve ser bem pior. Como você disse, o acesso não é mais só o computador da família, tem celular, tablet, TV, etc.
    Meu conselho (se é que ele cabe, já que não tenho filhos) seria pesquisar outros canais interessantes e apresentá-los pro seu filho. Assim vocês podem conversar sobre o que assistiram e você pode se aproximar dele pra conversar melhor sobre o conteúdo que ele curte. Como toda criança tem suas fases, provavelmente essa também vai passar, mas eu acredito que é sempre muito positivo os pais conversarem com seus filhos, ouvirem bastante e entenderem como eles pensam.
    Fico bem decepcionada com esse tipo de conteúdo fazer tanto sucesso na plataforma, em detrimento de outros canais mais elaborados, como por exemplo o Manual do Mundo, Nostalgia, etc, mas faz parte de qualquer mídia. As revistas que mais vendiam eram as de conteúdo mais fútil, programas de TV com mais audiência são os mais superficiais, e na internet não poderia ser diferente. Continuo acreditando no poder da internet de transformar vidas, por isso sigo fazendo os vídeos que eu gostaria de ver. Peço o apoio da audiência que também quer ver conteúdo de melhor qualidade: apóiem os canais dos quais vocês gostam! Não divulguem conteúdo viral, bobo ou mal-feito. Espalhem os links de vídeos que valem a pena serem vistos. A comunidade inteira do YouTube agradece! 🙂
    Abraços!

  9. Os irmãos Netto são para meu filho ídolos, assim como já tive os meus na idade dele… eles são divertidos e, claro que como comentou, fazem esse apelo ao consumo desenfreado de doces e brinquedos comprados nos EUA. Porém converso muito sério com meu filho que isso é algo irreal para a vida dele, e ele é super correto com a alimentação já que tão novo tem problemas com colesterol. O que ele faz??? Continua se divertindo com os irmãos Netto e tem plena ciência de que seguir à vida que eles mostram atrás das câmeras é algo fora do alcance dele!

  10. Meu filho gosta muito desse Youtuber.
    Havia percebido que ele estava extremamente consumista e me dei conta que esse canal estava a influenciando aos poucos e coloquei um limite.
    Porém, pintou uma oportunidade de trabalhar com ambos, Felipe Lucas e pasmem: LUCAS NETTO É EXTREMAMENTE RIDÍCULO. O irmão tbm, mas esse Lucas é um nojo. Tão ridículo que proibi meu filho de ver e quando fui questionado por ele respondi “PORQUE ELE NAO MERECE SEU APOIO”. Fico pensando porque da injustiça pelo fato dele ser maior destaque em meio à tantos Youtubers mais legais e produtivos e acho que já sei o porquê. Os dois últimos vídeos que serão postados agora envolve um trama extremamente pesada e aterrorizante para crianças em uma fábrica de chocolate abandonada e amaldiçoada. Muitas velas pelo chão, vultos, fantasmas, gritaria e etc. Talvez seja até um pagamento. Pois pelo ser escroto que esse rapaz é, acredito que seja até um pacto esse sucesso todo.

  11. É triste e alarmante constatar o tipo de conteúdo que os “influencers” compartilham nas redes sociais. Casos de manipulação não são uma novidade, visto as apresentadoras de programas infantis da década de 90 e que hoje estão milionárias às custas da venda de brinquedos, roupas, sapatos e mais um infinidade de bujigangas. Na época, era fácil perceber que tudo se tratava de comércio. Em minha opinião, o maior problema hoje é que os Youtubers se apresentam como amigos e fica difícil para a criança, que ainda não tem o componente da malícia, entender que aquele carinha legal (oi?) não passa de um vendedor muito bem treinado em técnicas de marketing. São novos tempos que trazem novos desafios para os pais!

  12. Realmente, o tal youtuber glutão/consumista é um completo imbecil, como a grande maioria dos peixes deste mar de boçalidade chamado Youtube. O fato deste tipo de gente ser tão famosa só comprova o quanto o Brasil vive um processo de emburrecimento coletivo. No entanto, você não pode transferir para os outros a sua responsabilidade de mãe. Se ele está assistindo estas porcarias é porque você, mãe, não está cumprindo seu papel como deveria. Ademais, você até o levou ao “show” do dito imbecil. Como tem coragem de reclamar agora? Você não pode reclamar daquilo que você permite! Pense nisto e aprenda a ser uma mãe de verdade! Menos textão e mais atitude e ação! Na sua casa a autoridade é sua e não youtubers.

  13. No meu celular consigo evitar certos conteúdos por bloqueio no proprio YouTube kids. Já no dos avós, que ele usa mais até, aí complica.
    No geral se eu vejo algo que não gosto aproveito para conversar a respeito.

  14. Pelo amor né querida… Agora é porque ele assiste que ele vai querer seguir, tu que não deu a educação de dizer que não pode comer demais e desperdiçar comida. Agora é porque ele vê um vídeo de jogo de tiro (exemplo) que ele vai sair atirando, ou porque ele vê um jornal que fala sobre roubo que ele vai sair roubando ? Para de querer se intrometer no hobby dos outros (também não gosto dos vídeos do Luccas Neto, mas nem por isso ataco ele), quer que seu filho pare de fazer isso, senta com ele, conversa sobre isso que tenho certeza que ele vai parar. Ao invès de entrar em uma rede social ou blog e escrever merdas como essa. Acorda para a vida, já é Século 21, os idolos das criançada mudaram, não irão ficar gostando de um ídolo da sua época como Marmonas Assassinas ou Roberto Carlos né moça -_- Hello 🙂 A realidade é essa.. Beijos <3

    • Gustavo em partes esta certo. Faz parte da orientação de pais ensinar aos filhos o que é bom somado a muito carinho e conversa. Os filhos vão seguir os pais se há uma convivência boa. Porém se a sala quase toda da escola dos filhos tem como hábito assistir e tem opinião a fovor de videos como esses, é preocupante que ele siga sim, por se tratar de identificação com o grupo ao qual convive, que mesmo que não ache certo, pode ser que siga para ser aceito por exemplo. E a educação familiar e a rotina em que se vivem se contrastam, é preciso olhar para os dois… Entao não é simplesmente “mandar a criança fazer em casa” que ela faz em todo e qualquer lugar…. Precisa existir preocupação com o que as crianças assistem e o pensam sobre o que assistem sim….

  15. Adriano, acho que uma criança com idade entre 7 a 10 não pode ser chamada de BURRA, ela está em fase de aprendizado e como qualquer infanto e curiosa e manipulável, sem contar que até nós adultos quando vemos um belo e apetitoso prato ficamos salivantes, somos consumidores de roupas, sapatos e o que mais a publicidade nos ofertar, a diferença é que sabemos o valor do dinheiro, o que os adolescentes já não estão se adaptando a limites e tornando-se compulsivos.
    penso que não podemos e não devemos terceirizar a educação de nossos filhos, porém, podemos partilhar informações, seja ela Boa boa ou não, e o yutuber em questão é uma pessoa desnecessária no cotidiano de uma criança, vez ou outra ver um vídeo é saudável, lembrando que a reportagem foi um alerta, sendo assim as ofensas montra o nível do canal em debate.

  16. Ainda não consigo entender exatamente por que as pessoas acham normal controlar conteúdo de TV, rádio, cinema e não na internet. Qual a diferença? Além do que não deixa de dar preguiça eterna pensar que um conteúdo tão anacrônico (estímulo a consumo, a gula, etc.) seja viral. Isso é velho, é sem graça, não tem mais nada a ver com o que a humanidade sabe sobre nutrição, sobre comprar felicidade, sobre a indústria comprar mercenários para publicidade e o escambau.

  17. Desculpa, mas se a criança tem compulsão por doces, é uma doença psicológica que deve ser tratada, e qualquer coisa pode ser o gatilho. Um programa de culinária, um livro, um desenho animado. É dever dos pais saber o que o filho assiste. É muito fácil não dar meia foda pelo filho e quando a merda tá feita jogar a culpa no que ele assiste e você não tá acompanhando.

  18. Crianças são “esponjas”, elas absorvem tudo… e imitam sim. No YouTube há varios maus exemplos e nenhuma regulação quanto a isso. Até mesmo adultos são influenciáveis com modismos, tá cheio po aí, imagine uma criança. Eu posso até bloquear vídeos e impedir que minha filha veja determinado conteúdo, mas ela vai pra escola, vai interagir com outras crianças no prédio, e pode ser influenciado da mesma maneira. Assim como podemos denunciar postagens do Facebook podemos denunciar do YouTube? Alguém sabe?

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