Cidades submersas

Mumbai, Londres e Nova Iorque correm o risco de serem inundadas

Por Liana Melo | ods13 ods6 • Publicada em 1 de dezembro de 2015 - 08:00 • Atualizada em 2 de dezembro de 2015 - 17:08

New York
Foto noturna da ponte do Brooklyn, em Nova Iorque
Nova Iorque é uma das cidades, junto com Mumbai e Londres, que corre o risco de inundação devido à elevação do nível dos mares

Se o aquecimento global não for freado, cidades como Mumbai, na Índia, Londres, na Grã Bretanha, e Nova Iorque, nos Estados Unidos, correm o risco de ficar debaixo d´água num futuro próximo. Caberá aos chefes de governo e de estado reunidos em Paris para a COP21 fechar um acordo que limite o aquecimento do planeta em 2ºC até o final do século. O fracasso das negociações significará a incapacidade de conter a já acelerada elevação do nível dos mares.  A ‘The Economist’ desta semana mostrou em gráficos o que já está ocorrendo no mundo.

Na matéria “O estado do planeta”, a revista britânica usa projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que apontam para o aumento do nível do mar até 2100.  Enquanto isso, a concentração atmosférica de dióxido de carbono – um dos gases do efeito estufa – aumentou de pouco menos de 340 partes por milhão (ppm) em 1980 para 400 ppm hoje. Muitos estão vendo os efeitos das alterações climáticas no fato de 2015 ser, provavelmente, o ano mais quente em todo o mundo desde o início das medições, aliado ao fato de o fenômeno do El Niño estar mais forte.

Como a Terra já está 0,75°C mais quente do que era antes da Revolução Industrial, regiões como o Ártico estão se aquecendo duas vezes mais rápido que o restante do planeta. É lá também onde os efeitos do aquecimento global são mais visíveis: a camada de gelo já diminuiu 40% nos últimos 36 anos.  O derretimento das geleiras vem sendo constatado pelo cientistas desde os anos 1970, especialmente na Antártida Ocidental.

Infografia do Fernando Alvarus do oceano e terra mais quentes
Infografia de Fernando Alvarus do oceano e terra mais quentes

O processo de degelo parece ser irreversível. A previsão é que a Geleira Thwaites – que perdeu 14 quilômetros de extensão entre 1992 e 2011 –  desapareça em questões de anos, o que poderá elevar o nível do mar em mais de meio metro.  O derretimento da camada de gelo na Groenlândia também pode ocorrer mais rápido do que se esperava, o que acelerará ainda mais a elevação do nível do mar. Cientistas do IPCC estão convencidos de que o derretimento das geleiras ao lado da expansão da água mais quente no oceano explicam o aumento do nível dos mares nos últimos anos.

 

Compartilhe

Liana Melo

Formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ. Especializada em Economia e Meio Ambiente, trabalhou nos jornais “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “O Dia” e na revista “IstoÉ”. Ganhou o 5º Prêmio Imprensa Embratel com a série de reportagens “Máfia dos fiscais”, publicada pela “IstoÉ”. Tem MBA em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pela Faculdade de Economia da UFRJ. Foi editora do “Blog Verde”, sobre notícias ambientais no jornal “O Globo”, e da revista “Amanhã”, no mesmo jornal – uma publicação semanal sobre sustentabilidade. Atualmente é repórter e editora do Projeto #Colabora.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *