É possível usar seu computador no combate ao avanço do coronavírus

Projeto [email protected] permite doação do processamento do seu computador para ajudar investigadores em pesquisas sobre várias doenças, incluindo a Covid-19

Por Raphael Monteiro | ods3 • Publicada em 25 de março de 2020 - 08:09 • Atualizada em 27 de março de 2020 - 10:16

Sistema funciona como um supercomputador virtual, considerado o mais poderoso do mundo, formado a partir da conexão de milhares de máquinas entre si (Foto: Unsplash)

Já pensou em ajudar na luta contra a Covid-19 sem sair de casa? Saiba que é possível e bastante simples: basta ter um computador, seja ela mais modesto ou potente. Como assim? Com o projeto  [email protected], da Escola de Medicina da Universidade de Washington, você pode doar parte do poder de processamento da sua máquina para ajudar investigadores em pesquisas contra várias doenças. Quanto mais voluntários e com o maior número possível de notebooks e desktops de todo o mundo, maior é a eficácia no processamento de dados científicos.

Esses dados são essenciais para executar os cálculos complexos necessários para simular a dinâmica das proteínas. Informações obtidas por nossos computadores ajudam cientistas a entender melhor a biologia para avançar na luta contra diversas doenças, como o cancro da mama ou do rim, o Alzheimer, doença de Chagas, Parkinson e, agora, mais do que nunca, a Covid-19 – doença que matou quase 20 mil pessoas no mundo, segundo dados oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS). O sistema funciona como um supercomputador virtual, considerado o mais poderoso do mundo, formado a partir da conexão de milhares de máquinas entre si. Ele realiza simulações em larga escala destas doenças e, especificamente, no processo de “dobragem de proteínas”, que afeta a mortalidade de certos patógenos.

O [email protected] está baseado na Universidade de Washington, na Escola de Medicina de St. Louis, sob a direção do Dr. Greg Bowman. Na foto, parte da equipe que comanda os trabalhos (Foto: Reprodução)

Em duas semanas, o projeto ganhou 400 mil novos membros, um crescimento de cerca de 1200%. Liderado pelo biofísico computacional Greg Bowman, a iniciativa foi criada para ser intuitiva, sendo assim possível que todas as pessoas que possuem um computador com internet disponível participem sem maiores problemas. Cálculos que normalmente levariam anos para serem feitos por nossos computadores pessoais, podem ser feitos com maior velocidade graças a combinação de processamento de milhares de computadores espalhados por todo o mundo. 

Você pode participar sozinho ou criando e participando de times. O site do projeto fornece um ranking atualizado, de hora em hora, com os usuários que estão fazendo mais pontos no momento. Quando mais poder de processamento seu computador tiver disponível, mais pontos você ou o seu time ganharão. 

Se interessou e está a fim de ajudar a ciência? Para participar basta acessar o site foldingathome.org/ (clique aqui) e baixar o aplicativo que funciona com qualquer computador que use sistemas operacionais Windows, MacOS e Linux. Após o download do app, você precisa instalar e se cadastrar para ajudar. E nada de pensar que o seu computador ficará mais lento por conta de todo esse processamento. Após a instalação do programa, você pode selecionar uma opção para que o programa “[email protected]” só use seu processamento caso o computador não esteja em uso. Não é incrível? Não deixe de compartilhar com seus amigos, criar seus times e correr para ajudar a ciência nesse momento tão importante. 

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Raphael Monteiro

Niteroiense, formado em jornalismo pela escola Escola Superior de Propaganda e Marketing.
Fascinado por tudo relacionado a tecnologia e cultura pop, sempre sonhou em trabalhar para um grande portal de jornalismo online. Teve sua primeira experiência em 2016 como repórter do Portal de Jornalismo ESPM, onde ficou até 2018. Atualmente trabalha como trainee para o site #Colabora, atuando nas áreas de vídeo, métricas e redes sociais.

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