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#Colabora vence Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

Série de reportagens Sem Direitos - feita em parceria com Amazônia Real e Ponte Jornalismo - ganhou na categoria Multimídia


Moradora do interior do Maranhão, Dona Júlia Marques não tem os três serviços de saneamento básico, assim como 58,8% dos nordestinos. Foto Yuri Fernandes
Moradora do interior do Maranhão, Dona Júlia Marques não tem os três serviços de saneamento básico, assim como 58,8% dos nordestinos. Foto Yuri Fernandes

A série de reportagens “Sem Direitos – O Rosto da Exclusão Social no Brasil”, sobre os brasileiros que vivem sem a garantia de direitos básicos venceu o 41ª Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Produção Jornalística em Multimídia. De autoria da jornalista Adriana Barsotti, do #Colabora, a série contou com a participação de Carolina Moura, Catarina Barbosa, Edu Carvalho e Fausto Salvadori, com imagens e vídeos de Daniel Arroyo, Pedrosa Neto e Yuri Fernandes e infográficos de Fernando Alvarus. A reportagem premiada foi resultado de um trabalho colaborativo, parceria entre o Projeto #Colabora, a Amazônia Real e a Ponte Jornalismo, três iniciativas de jornalismo independente e nativo digital.

LEIA MAIS: Todas as reportagens da série Sem Direitos: O Rosto da Exclusão Social no Brasil

VEJA MAIS: Os vídeos da série Sem Direitos

As reportagens, publicadas durante cinco dias, mostraram que cerca de 65% dos brasileiros não têm pelo menos um dos seguintes direitos garantidos pela Constituição: educação, proteção social, moradia adequada, saneamento básico e comunicação (internet). Ao longo do trabalho de apuração, foi incluído um sexto direito que também não é respeitado: o direito à vida. Os dados foram extraídos da Pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE 2017 e 2018.

Juntos conseguimos ir a mais estados do que poderíamos com nosso orçamento. Ampliamos a divulgação do material e conseguimos fazer com que ele reverberasse mais. É um formato de jornalismo colaborativo encarar o outro não como concorrente, mas como parceiro. Estamos unindo forças

Adriana Barsotti

O maior desafio dessa série, para Adriana Barsotti, foi trabalhar com o jornalismo de dados. “Eu tinha pouca experiência com jornalismo de dados. Primeiro eu li relatórios do IBGE e, a partir desses documentos, fui pedindo várias planilhas para o pesquisador até chegar aos números que estão nos infográficos das reportagens”, contou Adriana. “É uma área que pretendo investir cada vez mais daqui para frente. Hoje temos muitos números disponíveis e pouca gente para organizá-los. O jornalista precisa desempenhar esse papel”, completou.

É um prêmio muito especial por vários motivos, e um deles é por a gente ter ganhado junto com a Amazônia Real, que é uma inspiração para todo mundo que faz jornalismo independente no Brasil. A ideia foi toda da Adriana Barsotti, do #Colabora, que teve a sacada de reconhecer que os jornalistas podem fazer muito mais e melhor se decidirem trabalhar juntos em vez de ficar sempre competindo pelo furo

Fausto Salvadori
Editor e repórter da Ponte Jormalismo

Outra coisa importante, segundo a jornalista do #Colabora, foi a parceria com a Ponte Jornalismo e a Amazônia Real: “Juntos ,conseguimos ir a mais estados do que poderíamos com nosso orçamento. Conseguimos ampliar a divulgação do material e fazer com que ele reverberasse mais. É um formato de jornalismo colaborativo encarar o outro não como concorrente, mas como parceiro. Estamos unindo forças”, acrescentou Adriana Barsotti, que, há 25 anos,  já havia recebido com uma menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog, com a  reportagem “História secreta da Guerrilha do Araguaia”, junto com os colegas Amaury Ribeiro Jr, Aziz Filho, Cid Benjamin e Consuelo Dieguez, publicada em O Globo.

Fausto Salvadori, repórter e editor da Ponte, destacou que o trabalho conjunto foi fundamental para o resultado. “É um prêmio muito especial por vários motivos, e um deles é por a gente ter ganhado junto com a Amazônia Real, que é uma inspiração para todo mundo que faz jornalismo independente no Brasil, e que foi uma das inspirações para a criação da Ponte. A ideia foi toda da Adriana Barsotti, do #Colabora, que teve a sacada de reconhecer que os jornalistas podem fazer muito mais e melhor se decidirem trabalhar juntos em vez de ficar sempre competindo pelo furo”, afirmou.

Para Kátia Brasil, editora da Amazônia Real, dar visibilidade aos que são esquecidos pelo poder público é  missão do jornalista. “Precisamos dar voz a essas pessoas que não têm, que são esquecidas pelo governo, que não têm direitos”, declarou. “É muito importante essa série, principalmente porque foi feita de uma forma colaborativa. Um veículo ajudando o outro deu neste resultado”, acrescentou Kátia.

Bruna Silva segura a camisa da escola que seu filho Marcus Vinícius usava no dia em que foi morto. Foto: Daniel Arroyo
Bruna Silva segura a camisa da escola que seu filho Marcus Vinícius usava no dia em que foi morto. Foto: Daniel Arroyo

Os vencedores do 41º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foram os seguintes:

Categoria: Arte
Prêmio: Tira (Portal Leia Já – Recife/PE)
Menção honrosa: Edição Ilustrada de 70 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (Revista Continente – Recife/PE)

Categoria: Fotografia
Prêmio: Exército detém dez militares ligados a assassinato de músico no Rio (El País – Rio de Janeiro/RJ)Menção honrosa: Direito à Moradia (Jornal Diário do Nordeste – Fortaleza/CE)

Categoria: Produção Jornalística em Áudio
Prêmio: LGBTfobia: Medo de quê? (Rádio CBN – São Paulo/SP)
Menção honrosa: Chico Mendes, a voz que não cala (Brasil de Fato – Santo André/SP)

Categoria: Produção Jornalística em Multimídia
Título: Sem direitos: o rosto da exclusão social no Brasil (#Colabora – Rio de Janeiro/RJ)
Menção honrosa: Título: Segunda chance (JC Online – Recife/PE)

Categoria: Produção Jornalística em Texto
Prêmio: Matança da PM em Milagres e a invenção da resistência (Diário do Nordeste – Fortaleza/CE)
Menção honrosa: O meio ambiente como estorvo (Piauí – Rio de Janeiro/RJ)

Categoria: Produção Jornalística em Vídeo
Vencedor: 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos – conquistas e fracassos (TV Globo – São Paulo/SP)
Menção honrosa: O Paciente Invisível (TV Brasil – São Paulo/SP)

 


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