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Influenciando as políticas públicas

CIEDS - Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável


Aluno atendido pelo Cieds
Aluno atendido pelo Centro de Referência da Pessoa com Deficiência

Um passeio casual mudou a vida da carioca Emanoela Tomaz. Sem motivo aparente, a jovem alterou a rota tradicional que fazia diariamente de casa para a escola. Ao passar pela Vila Olímpica, viu à distância um convite para inscrição no Programa Jovens Urbanos, do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds), entidade que trabalha nas áreas de educação e cidadania, inclusão e bem-estar, empreendedorismo e desenvolvimento comunitário.

Aumentar a perspectiva de futuro dos jovens, tanto acadêmica quanto profissional, é o objetivo do Cieds e, especialmente, do Programa Jovens Urbanos. No caso de Emanoela, 18 anos, moradora da Vila Kennedy, em Bangu, na zona Norte, o objetivo foi cumprido. Do dia para noite, passou a frequentar lugares distantes, que, até então, só era alcançável em sonho, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais do Rio de Janeiro.

O engajamento social foi outra mudança – esta mais significativa – promovida na vida de Emanoela pelo Programa Jovens Urbanos. Ela passou a se preocupar com o entorno do seu bairro, com os serviços públicos oferecidos aos vizinhos e, por fim, ingressou no Conselho da Juventude, outro fórum do Cieds, do qual faz parte um grupo de 100 jovens de periferia. O sonho de virar universitária também aflorou.

Em 2015, o Cieds conquistou um lugar de destaque no panorama local e global do terceiro setor: foi considerada a quinta ONGs mais relevantes do país e ficou em 103ª posição no mundo ao participar do TOP 500 ONGs, um dos mais respeitados rankings mundiais de organizações não-governamentais.

O público atendido CIEDS é eclético, não há predominância de gênero, faixa etária ou escolaridade

Vandré Brilhante
diretor-presidente do Cieds

A atuação não se restringe ao Rio de Janeiro, onde, em 18 anos, acumulou 400 projetos, que beneficiaram, no período, 500 mil pessoas de 2.500 comunidades cariocas. O projeto No Ponto Certo, financiado pela Fetranspor/UCT (Universidade Corporativa de Transporte), desenvolveu o Código de Conduta dos Motoristas de ônibus da Cidade do Rio de Janeiro, o primeiro no Brasil. “Foram 55 oficinas educativas para mais de 11 mil motoristas, com o objetivo de aumentar a qualidade do atendimento oferecido pelos motoristas à população. Após o programa, foi registrada uma redução de 31% nas reclamações ao serviço de transporte por ônibus na Central de Atendimento da Prefeitura do Rio de Janeiro”, comenta Brilhante.

A atuação do Cieds está espalhada por dez cidades brasileiras, onde monitora 41 projetos e beneficia 60.964 participantes diretamente e outros 251.866 indiretamente. O Programa Coordenadores de Pais é um exemplo: a proposta é aumentar o tempo de permanência do aluno na escola, combater a evasão escolar e estreitar o relacionamento entre escola, família e comunidade. Implantado em Salvador (BA), em 2015, o projeto já foi ampliado para 373 escolas municipais da capital baiana. Os parceiros são, pelo setor público, a Prefeitura de Salvador, e pelo setor privado, a Fundação Itaú Social.

“O público atendido CIEDS é eclético, não há predominância de gênero, faixa etária ou escolaridade. Cada projeto busca atender pessoas com um perfil sociodemográfico específico, pré-estabelecido pela instituição financiadora e pela ONG. Pode-se dizer que predominam as pessoas de baixa renda em nosso público-alvo”, resume Vandré Brilhante, um dos sócio-fundadores da entidade; hoje, diretor-presidente. Economista, com especialização em gestão de programas sustentáveis pelas universidades de Andaluzia, na Espanha, e Harvard, nos Estados Unidos, o executivo já foi consultor de projetos para o Banco Mundial (Bird), ONU e Governo Federal.

A proximidade com governos e instituições governamentais fez Brilhante entender à importância de influenciar políticas públicas. Atualmente, o Cieds administra 27 projetos, em parceria com 14 instituições, entre elas, governos estaduais e agências internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um dos patrocinadores da Plataforma de Centros Urbanos (CPU) – um projeto que visa promover o desenvolvimento inclusivo e, simultaneamente, reduzir as desigualdades.

Uma delas foi o Favela Criativa, iniciado no fim de 2014 e início de 2015, no Morro da Providência, na Zona Portuária. A gaúcha Karoline da Silva, 22 anos, com licenciatura em Geografia, mudou-se para o Rio com a família em busca de trabalho e foi parar na ONG, onde, atualmente, integra a Plataforma de Centros Urbanos (CPU), contratada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para buscar um modelo de desenvolvimento inclusivo que reduza as desigualdades. No Favela Criativa, sua porta de entrada no CIEDS, ela teve a oportunidade de contribuir para atuação de cerca de 400 jovens, em rede, como agentes de cultura em 20 favelas pacificadas da cidade.

A iniciativa deu origem ao Fórum Carioca de Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens, realizado no Rio de Janeiro em 2015, que reuniu mais de 220 jovens para discutir propostas de políticas públicas para a juventude, sistematizadas e apresentadas na 2° Conferência Carioca de Juventude, em setembro de 2015.

Na condição de entidade filantrópica, o CIEDS presta contas periodicamente ao Ministério do Desenvolvimento Social  e é auditado por uma empresa externa todos os anos. Também presta contas mensais  às instituições financiadoras sobre os investimentos feitos nos projeto.

Ficha

Área de atuação Educação / Empreendedorismo

Nº de funcionários com carteira assinada ou autônomos 1782

Orçamento anual R$ 37.584.056,31

Percentual doado pelo maior patrocinador 38

Existe formalmente há mais de 5 anos? Sim

Possui alguma atuação que busque influenciar as políticas públicas? Sim

Publica prestação de contas periodicamente no site? Sim

Site www.cieds.org.br

Fonte: INSTITUTO PHI

* Este material foi criado automaticamente através da ferramenta Banco de Organizações do Instituto Phi e é exclusivamente baseado nas informações enviadas pela organização cadastrada. O Instituto Phi não provê, através da criação deste material, nenhum tipo de certificação ou recomendação da organização cadastrada, nem mesmo da veracidade das informações aqui dispostas.


Escrito por Celina Cortes

Celina Cortes

Celina Côrtes trabalhou 12 anos no Jornal do Brasil. Transitou entre as editorias de ecologia e cultura, onde foi repórter do Caderno B. Teve uma breve passagem pelo O Globo, como chefe de reportagem dos jornais de bairro, pela TV Bandeirantes e pelo Dia. Trabalhou por 11 anos na revista IstoÉ. É autora dos livros "Ilha da Trindade - veo de mysterio à flor dagua", "Procura-se um milagre, três mulheres no Caminho de Santiago" e "Útil ao agradável, histórias de amor, humor e boa forma".

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