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‘O despertar da força’ na Nasa

Agência Espacial Americana aponta semelhanças de seus projetos com o universo da saga 'Star wars'


Um caça do Império ataca a Millennium Falcon no sétimo episódio da saga
Um caça do Império ataca a Millennium Falcon no sétimo episódio da saga

Os astronautas da Nasa “usam a força” a cada lançamento… De um certo ponto de vista. Temos dróides reais e motores movidos a íons. Já vimos planetas com sóis duplos como Tatooine e uma lua que se parece assustadoramente com a estação espacial bélica Estrela da Morte.
”O despertar da força”, o sétimo filme da saga criada na década de 1970 por George Lucas, foi sentido 400km acima da Terra, na Estação Espacial Internacional (EEI). O recém-retornado astronauta Kjell Lindgren é de tal maneira fã da história que posou com seus colegas da EEI num pôster da missão inspirado em Jedi. Pouco antes de deixar a estação, Lindgren tuitou a respeito da misteriosa semelhança entre a cúpula da estação e o cockpit de um caça TIE (com dois motores a íon) do Império.
Não é a primeira conexão que percebemos. Quando o ônibus espacial Atlantis deixou a EEI após a missão STS-117, de 2007, ele capturou um ângulo da estação que pareceu a alguns um caça TIE em perseguição. Os TIE vão além da semelhança casual com a engenharia do mundo real. A Nasa já utiliza motores a íons no veículo espacial Dawn, atualmente em órbita do planeta anão Ceres. De fato, a Dawn utiliza três motores a íons. A próxima geração deste motor deverá ser usada na Missão para Redirecionar Asteróide, um trampolim da Nasa na jornada para Marte.
Os robôs da Nasa estão explorando o Sistema Solar, mas é nosso próprio R2 que deverá fazer mais sucesso entre os fãs de “Star wars”. Robonaut 2, lançado em 2011, trabalha lado a lado com astronautas a bordo da EEI. Ele poderá fazer caminhadas espaciais perigosas demais para humanos. Uma versão anterior do Robonaut tinha uma forte semelhança “facial” com o enigmático caçador de recompensas Boba Fett.

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A tripulação da Estação Espacial posa como um grupo de jedis

Outro dróide a bordo da EEI foi diretamente inspirado na saga. Em 1999, o então professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), David Miller, hoje tecnólogo-chefe da Nasa, exibiu para seus alunos o filme original de “Guerra nas Estrelas”, de 1977, no primeiro dia de aula. Após a cena em que o herói Luke Skywalker aprende a manejar os sabres de luz treinando com um robô flutuante na nave Millennium Falcon, Miller se levantou e apontou: “Quero que vocês construam alguns desses robôs”.
Quando enviamos nossas espaçonaves aos confins do Sistema Solar e apontamos nossos telescópios, com frequência vemos coisas que parecem saídas diretamente do universo de Guerra nas Estrelas. A lua Mimas, de Saturno, tornou-se conhecida como a Estrela da Morte devido ao fato de sua cratera Herschel, de 130km de largura, criar uma semelhança com a estação bélica do Império, especialmente quando vista à distância através da sonda Cassini, enviada àquele planeta.
Algumas criações planetárias fictícias do universo de Guerra nas Estrelas são contundentemente similares a planetas reais em nossa própria Via Láctea. Há um planeta gelado apelidado de Hoth, um mundo potencialmente aquático como Kamino e um substituto para o vulcânico Mustafar. A missão Kepler, que confirmou a existência de mais de 1 mil planetas fora de nosso Sistema Solar, descobriu um mundo em órbita de dois sóis, como o ficcional Tatooine, de onde Luke Skywalker observou um pôr do sol duplo sonhando em lutar contra o Império.
Kepler-16b, cuja existência foi confirmada em 2011, representou um marco, Segundo o principal cientista da missão, William Borucki, “o fato de a maioria das estrelas em nossa galáxia ser parte de um sistema binário significa que as oportunidades de vida são muito mais amplas do que se os planetas se formassem apenas em volta de estrelas únicas”.
Aliás, se algum dia visitarmos um planeta como Tatooine, poderemos saber como construir uma Jawa Sand Crawler, grandes fortalezas móveis usadas pelos jawas. Já temos a base: os enormes tratores a lagartas que transportam foguetes para a plataforma de lançamento na Flórida. Não, a Nasa não tem sabres de luz ou hiperpropulsores ainda. E, apesar da demanda popular, não estamos construindo uma Estrela da Morte. Estamos fazendo o que fizemos por mais de meio século – enviar naves espaciais ao nosso Sistema Solar e além, e espreitar, com nossos telescópios, galáxias muito, muito longínquas.

Tradução: Trajano de Moraes


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