#Colabora é finalista do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

A indígena Sebastiana Correia de Sá, de 86 anos: lembrança do tempo quando os Xakriabá tinham água para plantar feijáo, cebola e alho (Foto: Flávio Tavares)

Reportagem de Joana Suarez e Flávio Tavares, vencedora da Bolsa #Colabora, revela a luta dos indígenas Xakriabás contra a seca e a fome no sertão de Minas

Por #Colabora | ODS 10ODS 2 • Publicada em 7 de outubro de 2020 - 15:38 • Atualizada em 14 de outubro de 2020 - 09:01

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A indígena Sebastiana Correia de Sá, de 86 anos: lembrança do tempo quando os Xakriabá tinham água para plantar feijáo, cebola e alho (Foto: Flávio Tavares)

Publicada pelo #Colabora em maio, a reportagem especial Fome, Seca e Resistência na Terra Xakriabá – de Joana Suarez, com fotos de Flávio Tavares – é finalista da 42ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Produção Jornalística em Multimídia. Vencedora de uma Bolsa #Colabora de Reportagem, a série revela os desafios de 11 mil indígenas, expulsos de suas áreas próximas ao Rio São Francisco, que convivem com a fome e, agora, também com o temor do coronavírus, em um território cada vez mais castigado pela seca. “Estamos muito honrados em figurar nesta lista de feras indicados ao prêmio multimídia do Vladimir Herzog, que é um reconhecimento enorme para nossa categoria”, afirma a pernambucana Joana Suarez.

Veja aqui todas as reportagens da série Fome, Seca e Resistência na Terra Xakriabá

A vida dos Xakriabá no sertão de Minas Gerais e sua luta para reconquistar suas terras e preservar sua cultura conduziram a série de Joana e Flávio, que, por duas vezes, viajaram por mais de 700 quilômetros de Belo Horizonte até a reserva indígena. Esse material especial sobre os indígenas Xakriabá, em Minas Gerais, foi feito por mim e meu parceiro Flavio Tavares com intensa dedicação, esforço e responsabilidade, por sabermos da importância desse tema e acreditarmos no jornalismo independente. Agradecemos a oportunidade do #Colabora e ao povo tradicional do Norte de Minas que nos recebeu nas aldeias com tanto respeito”, acrescenta Joana Suarez, que também é finalista na categoria Produção Jornalística em Áudio com Mulheres e suas lutas em cada canto do Brasil, em parceria com Raquel Baster, no podcast Cirandeiras, criado pelas jornalistas.

No ano passado, outra série de reportagens do #Colabora – “Sem Direitos – O Rosto da Exclusão Social no Brasil”, sobre os brasileiros que vivem sem a garantia de direitos básicos – venceu o Prêmio Vladimir Herzog na mesma categoria Produção Jornalística. De autoria da jornalista Adriana Barsotti, do #Colabora, a série contou com a participação de Carolina Moura, Catarina Barbosa, Edu Carvalho e Fausto Salvadori, com imagens e vídeos de Daniel Arroyo, Pedrosa Neto e Yuri Fernandes e infográficos de Fernando Alvarus. A reportagem premiada foi resultado de um trabalho colaborativo, parceria entre o Projeto #Colabora, a Amazônia Real e a Ponte Jornalismo, três iniciativas de jornalismo independente e nativo digital.

As outras reportagens finalistas na categoria Produção Jornalística em Multimídia são: A mão invisível da milícia Igor Mello e Lola Ferreira (UOL); Ameaças, milícia e morte: a nova cara do Velho Chico, de Daniel Camargos e equipe (Repórter Brasil); Arsenal Global, de Cecilia Olliveira e Leandro Demori (The Intercept Brasil);  Amazônia Sem Lei, de Thiago Domenici e equipe (Agência Pública); Simulação mostra quais crianças são adotadas (e quais não são) no Brasil, de Augusto Conconi e equipe (O Estado de S. Paulo); 650 mil famílias se declaram ‘povos tradicionais’ no Brasil, de Paula Paiva Paulo e equipe (G1); Suape pelo Avesso, de Laércio Portela e equipe (Marco Zero Conteúdo), Elas por Elas, de Juliana Contaifer e equipe (Metrópoles); e Carros-Fortes, Homens Indefesos | Olívia Meireles (Metrópoles).

A lista completa dos finalistas – as outras categorias são Arte, Fotografia, Áudio, Vídeo e Texto – do 42º Prêmio Vladimir Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos pode ser vista aqui.

Criado em 1979 durante o Congresso Brasileiro pela Anistia, o prêmio busca reconhecer a produção de jornalistas, repórteres fotográficos e artistas do traço que, por meio de seu trabalho cotidiano, defendem a Democracia, a Cidadania e os Direitos Humanos. Participam da comissão organizadora 14 instituições: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio); Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Conectas Direitos Humanos; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional); Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo; coletivo Periferia em Movimento; Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Instituto Vladimir Herzog.

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