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Lar Ternura. Foto de Divulgacao

Lar Ternura

Por Michele Miranda | Mapa das ONGsODS 10
Publicada em 3 de abril de 2017 - 09:50  -  Atualizada em 3 de setembro de 2017 - 01:19
Tempo de leitura: 6 min

Lar Ternura. Foto de Divulgacao
Lar Ternura. Foto de Divulgacao
Lar Ternura. Foto de Divulgacao
Pessoas com necessidades especiais, do Lar Ternura, participam de uma oficina de pintura. (Foto de Divulgação)

Com a intenção de ajudar mães que, como ela, tinham pouca informação e nenhuma ajuda para criar seus filhos portadores de necessidades especiais e precisavam trabalhar, Emma de Carvalho abriu as portas de sua casa, ainda na década de 1970, em Moema, São Paulo. À medida em que o trabalho foi ficando conhecido e o número de crianças não parava de aumentar, Emma buscou apoio da prefeitura e de empresários. Conseguiu construir um espaço no mesmo bairro onde morava e, dez anos depois, nascia oficialmente o Lar Ternura.

Atualmente situada na Rua Inácio Cervantes, 630, no bairro paulistano Parque Ipê, a instituição mantém 21 pessoas, com idades entre 19 e 57 anos. Todos são oriundos de famílias de baixa renda ou estão em situação de risco social.

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Na atual situação do país, as doações caíram muito. Em nosso primeiro evento deste ano, a arrecadação, infelizmente, ficou aquém do que esperávamos. Não temos ajuda governamental, então temos que nos reinventar diariamente para manter a instituição

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“Entre nossos assistidos temos portadores de Síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral e síndrome de Rett”, explica Sílvia Marisa Rossi, administradora do Lar Ternura. “Não localizamos os parentes de todos eles. Com os que conseguimos entrar em contato, fazemos reuniões mensais, com o objetivo de ampliar e fortalecer o vínculo familiar. O trabalho que desenvolvemos com eles é voltado para educação, reabilitação, cultura, esporte, lazer e autonomia”.

Lar Ternura. Foto de Divulgacao
Voluntários do Lar Ternura, em um dia de atividades na instituição. (Foto de Divulgação)

Após a morte de Emma, em 1997, o projeto continua graças à colaboração de voluntários, que antes de serem são designados para alguma função passam por entrevista com uma psicóloga. Embora a instituição já tenha enfrentado inúmeras dificuldades nessas quatro décadas, este início de 2017 é visto pelos colaboradores como um dos momentos mais difíceis financeiramente. As principais fontes de arrecadação vêm de bazares, eventos e doações.

“Na atual situação do país, as doações caíram muito. Em nosso primeiro evento deste ano, a arrecadação, infelizmente, ficou aquém do que esperávamos. Não temos ajuda governamental, então temos que nos reinventar diariamente para manter a instituição. Nossa maior dificuldade hoje é a falta de dinheiro para pagar salários e impostos”, diz Silvia.

A instituição dispõe de uma caminhonete para buscar doações. A necessidade maior é de alimentos não perecíveis, como arroz, feijão, óleo, açúcar, café e macarrão. Além de produtos de limpeza e itens hospitalares, como luvas, usados diariamente. A instituição também recebe brinquedos, roupas, acessórios, móveis e eletrônicos, para serem vendidos nos bazares que acontecem frequentemente na sede. Doações em dinheiro podem ser feitas na conta do Banco Itaú, agência 0265, número 61233-3, ; ou na conta corrente do Bradesco, agência 2799-5, n° 10553-8.

 

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Michele Miranda

É jornalista formada pela PUC-Rio. Há três anos se divide entre Rio de Janeiro e São Paulo, dependendo de onde esteja a notícia. Já trabalhou em "O Globo", no "G1", na TV Globo. Buscando entender as transformações pelas quais a mídia está passando, trabalhou na Artplan como coordenadora de conteúdo, aliando jornalismo à publicidade.

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