Vivo inaugura usinas de energia solar no Norte Fluminense

Usina de energia fotovoltaica a serviço da Vivo em Quissamã: 4,8 mil painéis solares para atender unidades da empresa no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Vivo)

Iniciativa de geração distribuída de energia renovável da empresa prevê 83 usinas de fontes solar, hídrica e de biogás em todo o Brasil

Por #Colabora | ODS 7 • Publicada em 8 de setembro de 2021 - 18:26 • Atualizada em 8 de setembro de 2021 - 20:49

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Usina de energia fotovoltaica a serviço da Vivo em Quissamã: 4,8 mil painéis solares para atender unidades da empresa no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Vivo)

A Vivo inaugurou em Quissamã, no Norte Fluminense, duas novas usinas de fonte solar fotovoltaica – as primeiras desta modalidade no Estado do Rio – no modelo de geração distribuída (GD). Construídas e operadas pela Athon Energia, uma das empresas parceiras da Vivo no projeto de GD, as Usinas Quissamã 100 e 200 contam juntas com 4,8 mil painéis solares, em área de 10 hectares, e têm capacidade de 2 MW. De acordo com a operadora, as usinas irão atender unidades consumidoras da empresa de telefonia no Rio de Janeiro, como lojas, estações rádio base e escritórios.

Com as duas usinas de energia solar fotovoltaica, a Vivo passa a ter três instalações de geração distribuída no Estado do Rio: a primeira, de biogás, foi inaugurada pela empresa em 2020, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, junto ao aterro de Dois Arcos, em parceria com o Grupo Gera. Nos próximos meses, o Rio de Janeiro receberá mais cinco usinas da Vivo: no total, serão oito geradoras – cinco de fonte solar, duas de biogás e uma de fonte hídrica – nas cidades de Campos dos Goytacazes, Paracambi, Itaguaí, Miguel Pereira e Angra dos Reis.

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De acordo com a empresa, concessionária de telefonia móvel, telefonia fixa, internet banda larga e TV por assinatura, as novas usinas de Quissamã fazem parte do projeto de geração distribuída da Vivo que prevê a expansão do modelo com fontes renováveis de origem solar, hídrica e de biogás para todo o Brasil. A iniciativa prevê a instalação de 83 usinas em todas as regiões do país, operando em 25 estados, além do Distrito Federal. Com as inaugurações em Quissamã, já são 19 usinas em funcionamento pela Vivo. A empresa calcula que o restante deve estar operacional até meados de 2022. “A ampliação do nosso projeto de geração distribuída é um passo importante que demonstra o compromisso da Vivo com o desenvolvimento sustentável e com as melhores práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança)”, afirma o diretor de Patrimônio da Vivo, Caio Guimarães, em comunicado divulgado pela empresa.

A Vivo argumenta que o modelo de geração distribuída traz benefícios econômicos, sociais e ambientais, pois contribui para minimizar perdas no sistema, alivia a carga da rede, evita impacto no meio ambiente e incentiva o desenvolvimento local. Na geração distribuída, a produção de energia das usinas, que ficam localizadas mais próximas aos pontos consumidores das empresas, é injetada na rede de distribuição da concessionária local – no caso do Rio, a Enel RJ.

A Vivo calcula que sua iniciativa em GD, como um todo, responderá por 89% do seu consumo em baixa tensão, atendendo mais de 30 mil unidades da empresa no país. “O consumo de energia é considerado o principal responsável pelas emissões de CO2 no setor de telecomunicações. Por isso, iniciativas em inovação nessa área, como a geração distribuída de energia, são tão importantes”, acrescenta Guimarães no comunicado, destacando ainda que a Vivo é a primeira do setor de telefonia a utilizar energia 100% renovável e se tornar carbono neutra em emissões diretas, desde 2019, o que a fortalece como empresa com boas práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ESG).

Com a ampliação do projeto e todas as suas 83 usinas operando, o que deve acontecer até meados de 2022, a Vivo informa que vai produzir 711 mil MWh/ano de energia, o suficiente para abastecer todo o consumo de uma cidade de até 320 mil habitantes. De acordo com a empresa de telefonia, essa meta faz parte de uma trajetória iniciada em 2015, quando migrou de um cenário com consumo de 26% de energia proveniente de fontes renováveis – obtidas tanto no mercado livre como em geração distribuída – até chegar a 100%, por meio da aquisição de certificados de energia, os I-RECs (International Renewable Energy Certificates) de fonte eólica para o restante do consumo de energia elétrica.

#Colabora

Texto produzido pelos jornalistas da redação do #Colabora.

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