
Os advogados de Eduardo Fauzi, único identificado pela polícia no ataque a bomba ao Porta dos Fundos, afirmaram, nesta quarta-feira (15/01), que seu cliente só voltará ao Brasil caso a Justiça conceda um habeas corpus a seu favor. Fauzi está foragido em Moscou e admitiu sua participação no crime em entrevista ao Projeto #Colabora. Ele tem passagem de volta ao Rio marcada para o dia 29 de janeiro, mas confirmou ao #Colabora, após a entrevista coletiva de seus advogados, que cumprirá as orientações deles de permanecer na Rússia caso o pedido de prisão não seja revogado.
“Se tudo ocorrer como a defesa planeja, a concessão do habeas corpus, a princípio, dia 30, ele está de volta. Se não houver habeas corpus, por orientação da defesa, ele fica (na Rússia). Recorreremos ao STJ e ao STF caso não concedam o habeas corpus”, disse o advogado Diego Rossi.
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Fauzi é investigado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio. Ele foi identificado em imagens de câmeras de segurança nas redondezas da sede da Porta dos Fundos após outras três pessoas jogarem coquetéis motolov no prédio da produtora na madrugada do dia 24 de dezembro em protesto contra o Especial de Natal que retratava Jesus como homossexual. Um segurança conseguiu apagar as chamas provocadas pela explosão, mas quase foi atingido. Fauzi e os advogados contestam a tipificação do crime por tentativa de homicídio.
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Veja o que já enviamos“A posição da minha defesa é bastante específica. Eles consideram a prisão ilegal, bem como a denúncia por tentativa de homicídio. O fato criminoso que tem que ser apurado foi o incêndio e nada além. Toda tipicidade criminosa para além disso é ilegal e denota uma preocupação do sistema em me destruir completamente. Nesse quadro, se ficar comprovada a tese de perseguição política, de me manter preso de forma ilegal e apenas política, aí eles vão recomendar que eu não volte ao Brasil e dê seguimento ao pedido de asilo político na Rússia. Mas, se por outro lado, a Justiça se mostrar imparcial e técnica, nesse caso eu estarei me apresentando para ser julgado pela minha participação no crime que de fato foi cometido, o incêndio”, disse Fauzi ao #Colabora.
Delegado diz que vai analisar pedido de depoimento por videoconferência
Mais cedo, antes de concederem entrevista coletiva num hotel na Glória, os advogados estiveram na 10ª DP (Botafogo) e pediram para que seu cliente seja ouvido por videoconferência. A informação foi confirmada ao #Colabora pelo delegado que investiga o caso, Marco Aurélio de Paula Nogueira. Ele disse que analisará o pedido .
“Vou analisar a jurisprudência. É uma coisa nova videoconferência em inquérito policial. Só quando o réu já está preso por outro motivo ou processo e, excepcionalmente, é concedido por um juiz. Ele não está preso ainda”, explicou o delegado.
O Fauzi é um herói do povo, porra !!!