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Campeões da superação

Os projetos para pessoas com deficiência representados na abertura da Paralimpíada


Dunga com uma participante do torneio Bota do Mundo (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Dunga com uma participante do torneio Bota do Mundo (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Nove crianças cadeirantes – a maioria com paralisia cerebral – vão entrar de pé na cerimônia de abertura da Paralimpíada, na noite desta quarta-feira. Serão elas que conduzirão a Bandeira Paralímpica, naquele que promete ser um dos momentos mais emocionantes da festa no Maracanã, que começa às 18h15.  A caminhada será possível graças a uma bota especial, que prende os pés dos pequenos aos de seus pais. “Eles também ficarão com o corpo preso ao dos pais por um colete”, explica Bruno Lavor, fisioterapeuta da Associação de Assistência à Criança Deficiente, que tem uma unidade no estado do Rio, em Nova Iguaçu.

Eles estão muito animados. No ensaio geral (no último domingo), os pais ficaram bastante emocionados.

Bruno Lavor
Fisioterapeuta

O trabalho de preparação dos meninos e meninas – entre 7 e 13 anos – para a grande noite paralímpica começou em março. “Eles estão muito animados. No ensaio geral (no último domingo), os pais ficaram bastante emocionados”, conta Bruno. O calçado especial foi criado pelo advogado Alexandro Faleiros, pai de um cadeirante, que queria realizar o sonho de seu filho de jogar bola. A história inspirou a criação do projeto Bota do Mundo, do grupo gaúcho Smile Flame. É um torneio anual, criado para que crianças que não podem andar experimentem a emoção de bater um pênalti, em dupla com ídolos do futebol.

A terceira edição do Bota do Mundo, no ano passado, foi no Instituto Projeto Neymar Jr., em Praia Grande, litoral de São Paulo.  O craque do Barcelona entregou o troféu à dupla campeã. Em 2014, o torneio foi na arena do Grêmio, em Porto Alegre, e contou com a participação de Dunga, ex-técnico da Seleção Brasileira, entre outros jogadores e ex-jogadores famosos.

Davi Teixeira, o Davizinho, numa aula do Adaptsurf: vice-campeão mundial (Foto: divulgação)
Davi Teixeira, o Davizinho, numa aula do Adaptsurf: vice-campeão mundial (Foto: divulgação)

Quem também vai participar da festa esta noite, no Maracanã, é Davi Teixeira, o Davizinho, considerado o Gabriel Medina do surf adaptado. Em 2015, aos 10 anos, ele foi vice-campeão do campeonato mundial realizado na Califórnia pela International Surfing Association (ISA). No mês passado, também ficou em segundo lugar no Duke’s Ocean Fest, na praia de Waikiki, no Havaí. O menino, que nasceu com a síndrome da banda amniótica – má-formação nos braços e nas pernas – sempre gostou de esportes radicais. Praticou natação e skate, antes de se apaixonar pelo surf. Será a bordo de um skate, em forma de prancha de surf, que ele vai entrar no Maracanã, para tirar uma onda ao lado do surfista Rico de Souza.

Davizinho fez aulas no projeto carioca Adaptsurf, para pessoas com deficiência (física, auditiva, visual, mental e múltipla). Elas são gratuitas e acontecem nos fins de semana, durante todo o ano, nas praias da Barra (aos sábados, no Posto 2) e do Leblon (aos domingos).

Integrantes do grupo Corpo em Movimento, em cena (Foto: divulgação)
Integrantes do grupo Corpo em Movimento, em cena (Foto: divulgação)

A festa no Maracanã também vai contar com bailarinos em cadeiras de rodas. São os integrantes do Corpo em Movimento, grupo profissional criado há 16 anos, na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef). A trupe já se apresentou em duas Paralimpíadas – em Sidney (2000), e em Londres (2012). Na última, participou da festa de encerramento, com uma coreografia ao som de funk. Em Sidney, os bailarinos se apresentaram na Casa do Brasil, diariamente, durante todo o período dos jogos. Hoje, no Maracanã, vão evoluir em ritmo de samba, numa coreografia de apenas três minutos, assinada por Cassi Abranches, do Grupo Corpo, responsável por toda a coreografia da cerimônia. No encerramento, eles voltam ao Maracanã para mais uma apresentação. Dessa vez, com coreografia de Camila Rodrigues, que faz parte do grupo, em parceria com Patrick Carvalho.

Atualmente, a companhia é formado por 8 bailarinos. Nem todos com deficiência. “São 5 cadeirantes e 3 andantes. Alguns são gordinhos, outros baixinhos, queremos trabalhar com a diferença”, diz Amanda Peres, coordenadora do setor de dança inclusiva da Andef.


Um Comentário

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  1. bo,a tarde tenho uma filha que é especial com sindrome de lennox gaust, ela tem oito anos e com problemas na cordenação motora, e fiquei interesada no colete com bota , como poderia adquirir , agradeceria se pudessem me ajudar

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