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Dia de São Jorge – Uma promessa solidária

Casal de peixeiros transforma devoção ao santo em ajuda para a população de rua


Arnaldo Barcellos é da terceira geração de uma família de peixeiros que há seis anos resolveu inovar, criando o Sushi Barcellos, uma inusitada e genial empreitada para vender sushis, sashimis e outras iguarias japonesas na sua barraca de peixe, na feira livre. Três anos antes de se jogar nesta criação que lhe proporcionou até a abertura de um restaurante, ele e sua mulher Conceição Ferreira (a Concita), fizeram uma promessa e um pedido ao santo de devoção: São Jorge. Uma espécie de padroeiro informal de todo cidadão carioca.

As armas de Jorge

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Os dois pediram energia para acordar de madrugada e trabalhar nas feiras, tarefa que cumprem religiosamente, cinco dias por semana. Outro apelo era para que o Santo Guerreiro ajudasse a consolidar as finanças da família, que desejava sair do Morro da Fallet, onde conflitos constantes entre traficantes e policiais tirava a tranquilidade para criar as três filhas.

A mudança para a Rua Gonçalves, no Bairro do Catumbi, bem na subida de Santa Teresa coincidiu com o início da promessa de fornecer, sempre no dia 23 de abril, quinhentas porções de feijoada branca para pessoas em situação de rua. A preparação da comida, que leva trinta quilos de feijão branco e cerca de cinquenta quilos de carnes, é um trabalho que dura toda a madrugada, envolvendo sobrinhos e amigos. Às seis e meia da manhã o grupo sai para fazer a distribuição pelos bairros do Centro. As quinhentas quentinhas distribuídas acabaram em uma hora.


Escrito por Berg Silva

Berg Silva

É Historiador e Fotojornalista com passagem pelos principais veículos do jornalismo carioca e brasileiro. Em 2005 foi finalista do Prêmio Esso de jornalismo pelo Jornal O Globo. Atualmente mantém a Bs Serviços de Imagem prestando serviços para o mercado editorial e publicitário do Rio de Janeiro, com forte atuação na área de jornalismo, gastronomia e eventos.

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Um Comentário

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  1. Muito bacana essa atitude.
    Esse ano, minha filha participou do preparo e entrega das quentinhas com a família Barcellos. Infelizmente, não pude participar com minha esposa. “Uma emoção sem tamanho poder ajudar o próximo, e ver a gratidão das pessoas com o Tio Arnaldo e Tia Maria. Pai, podemos fazer também? “… , palavras dela.
    Claro, minha filha! Faremos!
    Salve Jorge!!! Salve Ogum!!!

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