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Nave – Búzios

No verão, balneário sofre com falta de infraestrutura para multidão de turistas, e transatlânticos roubam paisagem

© by Ricardo Mello

Todo ano a história se repete: chega o verão, e Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, é invadida por uma multidão de turistas. As praias se enchem de visitantes, as vias ficam paralisadas em intermináveis engarrafamentos, o pequeno centro entope de gente. A cidade incha, deixando evidente seus limites de infraestrutura. Falta água, falta luz, sobra lixo e o esgoto transborda. Terrenos baldios são cercados e áreas verdes invadidas para dar lugar a estacionamentos temporários que cobram taxa única de até R$40. Além dos carros e ônibus que superlotam a cidade, navios roubam a cena e se impõem como cartão postal. O maior deles com capacidade para mais de 3.200 passageiros. Somente em janeiro, serão mais de 20 cruzeiros a fazer escala no balneário. Durante o tempo em que permanecem atracados, esses edifícios flutuantes transformam a paisagem de Búzios, criam uma relação de escalas desproporcionais em que o homem e a natureza se tornam elementos mínimos dessa convivência.

 

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Escrito por Ricardo Mello

Ricardo Mello

Fotógrafo e documentarista, com licenciatura em Educação Artística/especialização em Artes Visuais pela Metodista Bennett e pós-graduação em Cinema/Documentário pela FGV-RJ. Trabalhou como editor de criação digital no Globo Online e como editor responsável pelas áreas de fotografia e vídeo do jornal O Globo, onde desenvolveu projetos multiplataforma. Atua como curador de exposições fotográficas e de mostras de vídeo. Participou de exposições e recebeu o Prêmio ILFORD de Fotografia. Atualmente, dedica-se à pesquisa de novas narrativas visuais e à produção de conteúdo multimídia na produtora Praia Pixel e é professor de Imagem e Multimídia na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ.

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