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Salvem os elefantes da Tailândia

Campanha pretende libertar animais de jornada de 14 horas carregando turistas nas costas

A bebê elefante Ele está seduzindo internautas. Com apenas um mês, ela aparece brincando com Allie, que vem cuidando dela desde que nasceu nas montanhas de Chiang Mai, na Tailândia. Ele é um dos 4 bebês que vivem ali e que em breve podem estar em situação de risco. Os elefantes na Tailândia trabalham em exaustivas jornadas de 14 horas por dia carregando turistas em cadeirinhas de metal que provocam ferimentos em suas costas. Para tentar mudar o destino destes animais, o resort Chai Lai Orchid, sem fins lucrativos, lançou uma campanha para criar um santuário destinado a eles, promovendo um turismo mais sustentável.

O plano consiste em alugar os 11 elefantes do dono que os explora por seis meses, o que custará US$ 54 mil. Até agora, a campanha já arrecadou US$ 12 mil. O objetivo é mostrar a ele que é possível atrair turistas ao local de uma maneira mais humanitária: em vez de passeios nas costas, serão oferecidas aos visitantes oportunidades para dar banho e alimentar os elefantes. A campanha, intitulada Dollars for Dee Dee and friends (Dee Dee é um dos bebês ameaçados), pretende impactar as aldeias vizinhas para que um dia o tratamento aos elefantes seja diferente em toda a Ásia. “Sempre foi o nosso sonho resgatar DeeDee e seus amigos”, diz o texto da campanha. “Por US$ 9 mil por mês, podemos alugar os elefantes de seu atual dono e mostrar que o turismo não vai morrer sem os passeios de cadeirinha. Podemos mostrar a eles que os turistas pagarão para banhar elefantes e alimentá-los”, diz o site.

A campanha tem o cuidado de evitar a demonização dos atuais cuidadores dos animais. O site exibe fotos deles ao lado dos elefantes, lembrando que muitas vezes não restam a estes jovens, criados na pobreza e sem acesso à educação e saúde, outras alternativas. “Se os turistas continuam vindo e pagando pelos passeios de cadeirinha, como eles acharão que há um problema?”, diz o site. A ideia é inclui-los no projeto de santuário para que não percam seus empregos.

Mook, cuidador de DeeDee, de 5 anos, desde o seu nascimento
Mook, cuidador de DeeDee, de 5 anos, desde o nascimento do animal

Escrito por Adriana Barsotti

Adriana Barsotti

É jornalista com mais de 20 anos de experiência nas redações de O Estado de S.Paulo, IstoÉ e O Globo, onde ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo com a série de reportagens “A História Secreta da Guerrilha do Araguaia”. Trocou a redação pela vida acadêmica para estudar as transformações no cenário da mídia e escreveu o livro “Jornalista em mutação: do cão de guarda ao mobilizador de audiência”. Atualmente é doutoranda da PUC-Rio e professora dos cursos de Jornalismo da ESPM e do Ibmec porque acredita (muito!) no futuro da profissão. E-mail: barsotti.adriana@gmail.com

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