Compartilhar, , Google Plus, Linkedin, Whatsapp,

Imprimir

Publicado em

Corrida do ouro no Xingu

#Colabora faz campanha de financiamento coletivo para viabilizar reportagem investigativa sobre a nova Serra Pelada do Pará

Vista aérea dos canais que levam à barragem da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: "O Xingu não era aqui!”
Vista aérea dos canais que levam à barragem da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. (Foto de Marizilda Cruppe)

Mais uma ameaça ronda o rio Xingu e as comunidades tradicionais que vivem na região conhecida como Volta Grande – onde já está sendo construída a Usina Hidrelétrica Belo Monte. A empresa canadense Belo Sun Mineração já tem em mãos a licença de instalação para a maior mina de ouro a céu aberto do país. A autorização foi dada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), do Pará.

Mesmo antes de sair do papel, o projeto Volta Grande, como está sendo chamado dentro da empresa, está envolvo em polêmicas e denúncias de compra ilegal de terras públicas e violação de direitos humanos

Mesmo antes de sair do papel, o projeto Volta Grande, como está sendo chamado dentro da empresa, está envolvo em polêmicas e denúncias de compra ilegal de terras públicas e violação de direitos humanos.  No começo da semana, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) proibiu a empresa de iniciar a exploração, enquanto não houver a retirada das famílias que serão atingidas pelo empreendimento. A mina será instalada no município de Senador José Porfírio.

A Belo Sun pretende minerar 50 toneladas de ouro em 10 anos – volume que vai superar a produção de Serra Pelada num período de uma década. A futura mina está a apenas 11 quilômetros de distância da Usina de Belo Monte, megaempreendimento responsável por problemas socioambientais de grande porte na região.

A repórter Claudia Silva e o fotógrafo André Teixeira querem contar os detalhes desta história, ouvir as comunidades envolvidas, ribeirinhos, pescadores, comunidade indígena, e acompanhar de perto o negócio. Garimpo é, por tradição, um setor da economia onde a incidência de trabalho escravo e poluição estão diretamente associados ao negócio.  Só que para retratar a mais nova ameaça a região do Xingu precisamos da sua ajuda financeira para viabilizar esta série de reportagens investigativas sobre o empreendimento, que vai envolver investimentos da empresa canadense da ordem de R$ 1,5 bilhão.

Em parceria com a Kickante, lançamos nossa primeira campanha de financiamento coletivo. O objetivo é arrecadar, até o dia 19 de abril, R$ 48 mil.

Escrito por Claudia Silva Jacobs e Liana Melo

Claudia Silva Jacobs e Liana Melo

Ambas são cariocas. E jornalistas. Claudia Silva Jacobs se formou na PUC e trabalhou no Jornal Dos Sports, na Última Hora e no Globo. Morou na Europa, onde estudou Relações Políticas e Internacionais no Ceris, em Bruxelas, Gerenciamento de Novas Mídias, no Birkbeek College. Foi produtora do Serviço Brasileiro da BBC, em Londres, onde participou de diversas coberturas e ganhou o prêmio Ayrton Senna de reportagem de rádio com a série ‘Trabalho Infantil no Brasil’. Foi diretora de Comunicação da Riotur por seis anos e. Atualmente é freelancer e editora do site CarnavaleSamba.Rio. Está em fase de conclusão do portal cidadaoautista.rio. Liana Melo se formou na UFRJ. Especializada em Economia e Meio Ambiente, trabalhou na “Folha de S. Paulo”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “O Dia”, revista “Isto É”. Ganhou o 5º Prêmio Imprensa Embratel com a série de reportagens “Máfia dos fiscais”, publicada pela “Isto É”. Tem MBA em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pela Faculdade de Economia/ UFRJ. Foi editora do “Blog Verde”, sobre notícias ambientais no jornal “O Globo”, e da revista “Amanhã”, no mesmo jornal – uma publicação semanal sobre sustentabilidade. É autora do livro "Beleza Natural - A história da rede de cabeleireiros que levantou a autoestima das brasileiras".

2 posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *