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Oito previsões sobre as escolas em 2050

Iguais, diferentes, inovadoras, provocadoras. Será que elas ainda vão existir?

Um dos especialistas prevê que o aprendizado será ancorado em projetos. Estudantes serão avaliados pela capacidade de pensamento crítico e de resolução de problemas
Um dos especialistas prevê que o aprendizado será ancorado em projetos. Estudantes serão avaliados pela capacidade de pensamento crítico e de resolução de problemas

(Por Laura McClure, da Bright) – Educadores de seis países compartilham suas ideias sobre o futuro do aprendizado. Suas respostas são contraditórias, fascinantes e provocativas. Eles fazem parte da primeira turma de educadores selecionada pelo programa TED-Ed Innovative Educators, cuja missão é lançar projetos inovadores em escolas do mundo todo. Em 2015, a turma era composta de 28 educadores de 11 países. Para quem quiser se candidatar, as inscrições estão abertas e podem ser feitas por aqui.

1 – As escolas não mudarão muito.

“A sala de aula não mudou nos últimos 50 anos. Até mesmo o design do sino de entrada é o mesmo de 50 anos atrás” – Vicki Albritton, educador na Geórgia, EUA.

2 – As escolas serão completamente diferentes.

“Não haverá um campus físico. Em vez disso, os estudantes aprenderão em turmas que viajam e o mundo real será seu campus. Estudantes viverão juntos e usarão as bibliotecas e os laboratórios municipais para fazer projetos. O aprendizado não será limitado à escola física. Também já há modelo para isso: a universidade Minerva. – Hyuk Jang, educador em Busan, Coreia do Sul.

3 – As escolas serão mais seguras.

“Por causa dos atentados a escolas, as salas de aula serão mais seguras. As mudanças climáticas trarão mais fenômenos extremos, levando as escolas a fecharem suas portas. Como resultado, a escola será um hub, um local onde os estudantes irão ocasionalmente, quando precisarem” – Shannon Brake, educador em Kansas, Estados Unidos.

4 – As escolas ainda existirão em 2050?

“Ensinar é uma profissão em extinção? Se não for, então a sala de aula mudará muito. Não acredito que as escolas existirão no mesmo formato, com mesas e cadeiras. Em vez disso, o aprendizado incorporará a realidade virtual e múltiplas perspectivas. Estudantes aprenderão como negociar e trocar ideias” – Sharon Hadar, educador em Raanana, Israel.

5 – A educação não se parecerá com nada do que é hoje.

“As escolas serão multidisciplinares, com o foco em justiça social. Você precisa mudar o mundo para mudar a sala de aula e ainda hoje a diferença entre bairros ricos e pobres é gigantesca” – Eduardo Godoy, educador em São Paulo, Brasil.

6 – A sala de aula será um grande “espaço do fazer”.

“Tecnologias como o Google e o Siri serão padrão e mudarão o que os professores valorizam e como testam seus alunos. Basicamente, se você pode pedir ao Siri para responder uma pergunta, então você não será avaliado por isso. Em vez disso, o aprendizado será ancorado em projetos. Estudantes serão avaliados pela capacidade de pensamento crítico e de resolução de problemas. Literatura e matemática ainda serão ensinadas, mas de maneira diferente. Matemática será um meio para resolver problemas e enigmas. Em literatura, os estudantes serão perguntados o que a história significa para eles. Em vez de se submeterem a testes, os alunos vão demonstrar aprendizado por meio de projetos criativos. O papel dos professores será guiar os estudantes pelas áreas em que eles precisam de ajuda para inovar. Como você faz com que crianças sejam inovadoras? Você simplesmente as deixa ser. Você sai do caminho delas. – Nicholas Provenzano, educador em Michigan, Estados Unidos.

7 – Haverá mais criatividade na sala de aula.

“Porque as carreiras vão requerer isso. Educação não será apenas receber informação e compartilhá-la, mas também saber o que fazer com ela no mundo real”- Josefino Rivera, Jr., educador em Buenos Aires, Argentina.

8 – Estudantes aprenderão que nada é impossível.

“Educação vai se basear na ideia de que tudo que é impossível hoje será possível no futuro. Que façamos parte desta educação” – Kristine Sargsyan, educador em Yerevan, Armênia.

Escrito por Bright Medium

Bright Medium

Bright é uma publicação da plataforma Medium destinada a discutir a inovação em educação. Ela é financiada pela Fudação Bill & Melinda Gates.

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